Liedson rende 2,1 milhões ao Sporting | Relvado

Liedson rende 2,1 milhões ao Sporting

O Sporting acordou com o Corinthians a transferência de Liedson por 2,1 milhões de euros. A SAD de A
 

Os responsáveis leoninos apontam que o negócio de venda de Liedson ao Corinthians resultará num "impacto positivo" nas contas do clube de quase 4,68 milhões de euros ao cabo das temporadas 2010/2011 e 2011/2012.

Dessa verba, conforme o comunicado enviado à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários, apenas 2,105 milhões resultam do acordo com o emblema brasileiro, respeitando o restante montante a salários e prémios de jogo devidos ao "Levezinho".

Aos 33 anos, Liedson volta ao clube de onde saiu há sete temporadas rumo a Alvalade. No currículo leva o feito histórico de se ter tornado no melhor marcador de sempre do Sporting nas competições europeias, com 19 golos.

Foi por duas vezes o melhor marcador da Liga portuguesa (épocas 2004/2005 e 2006/2007), ganhou duas Taças de Portugal e duas Supertaças, mas não teve oportunidade de festejar o título nacional de leão ao peito.

Da passagem do camisola 31 por Alvalade ficam ainda alguns casos, nomeadamente os atrasos no regresso do Brasil após as férias natalícias, desentendimentos com o ex-treinador José Peseiro e a confusão com Ricardo Sá Pinto que motivou a saída do ex-futebolista do cargo de director-desportivo.

Sporting:

Comentários [10]

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Caraças...

Despacham o Liedson, de longe o melhor avançado que tinham no plantel, o flagelo do lampião, e não arranjam ninguém para à frente de ataque? E já agora, já que o cotonetes se pôs a andar, quem é que anda a tomar conta destes brilhantes actos de gestão desportiva?

«Realmente, este escrevinhado só de um Índio/Lampião, então

um cromo que tem por amigo um "Harry Lime" (deve ser algum "espécimen" de Cação que se come Alimado), só podia esconder a nave, ali para os lados da Freguesia de São Domingos de Benfica, é cada E.T., que só mesmo um "Jasusi" para os doutrinar e enrabar, só MERDUM com cheiro a BEDUM!!!»

É "bê-los" na TV lampiona (e não só), qual deles o mais tanso, desdentados para o descabelado e pouco barbeados a sua imagem de marca (e eles reconhecem-se em tal), está no «Barbas da Caparica, tanta droga que por ali rola..., mais gentalha tipo do Taxista qual Máximo dos "Wíquies Duplos ali de Sacavém, pois o bicho/ave rara sabe lá o que é Scotch Velho...", a atirar para o Diabo da ZaGaia o dos calduços nas equipas de arbitragem, terminando no Presidente ex-"Alberca" a quem fanou 1.000.000 de aéreos no caso do Sportinguista Mantorras, o que inala pó dos pneus e anda de porta em porta a vender cartõs de sócio para atingir 300.000 testemunhas de "Jeovaico" para "berem" a Luz (qual estádio Coca-Tola)...???!!!»

Enxergue-se o gajo do aqui "prantado", mais o do "escrebinhado" e demais corja/escumalha Índia/Lampiã que se revêem em tal e são tantos... (buérérés para ser mais acertivo/preciso)!!!

De Jadscl

cambada de submissos

Então o Benfica vendeu o David Luiz por 12 Liedsons e meio, foi?

Deixem lá, com o que vão poupar no salário do Bettencourt, podem comprar outro Abel.

http://bnrb.blogspot.com/

Curioso

Um "velhote" partiu um defesa internacional Brasileiro por umas 12 partidas..

um post sempre actual!

ser lagarto/submisso

Nota prévia: Segue-se um post extremamente faccioso, parcial, e polvilhado de imagens que desde sempre povoaram o meu subconsciente associadas aos nossos vizinhos que moram no Lumiar. É apenas uma pálida tentativa de exprimir o meu desprezo por aquele clube. Sinto que falhei rotundamente neste objectivo, porque não consigo encontrar palavras suficentes para o fazer.

Esta é a pior semana para mim durante cada época futebolística. Conforme os visitantes deste espaço saberão, nesta coisa das rivalidades eu sou um benfiquista 'à antiga'. Para mim o FC Porto é um fenómeno recente, e considero-os apenas nossos concorrentes na luta pelas provas que disputamos. Não morro de amores por eles, é verdade, mas não me incomodam por aí além, salvo em ocasiões intermitentes em que vejo sair alguma declaração assassina da boca do seu presidente que nos é dirigida, e que é logo classificada pelo séquito de pseudo-jornalistas acólitos do 'papa' sob a forma da 'mais fina e tradicional ironia'. Mesmo assim a minha irritação até é mais com a pessoa Pinto da Costa do que com o clube. Analisadas bem as coisas, consigo fazer uma separação das águas e dizer que em relação ao FC Porto apenas não gosto da claque organizada deles (a mais conhecida, aquela que rebenta com estações de serviço) e do presidente do clube. O resto é-me mais ou menos indiferente.

Agora digo que sou um benfiquista à antiga porque para mim o rival do meu clube é aquela associação que mora lá para os lados do Lumiar. Aí sim, não há separação possível: meto tudo dentro do mesmo saco e odeio tudo o que lhes diga respeito por igual. Há uma ou outra excepção, claro, porque tenho amigos que escolheram passar pela vida carregando a cruz de apoiarem aquele clube, e são pessoas decentes de quem eu gosto muito, mas regra geral o adepto lagarto típico é bem retratado pelo Dias Ferreira. Imagine-se um estádio cheio de barbudos com ar de talibã, cabelo ensebado, espuma nos cantos da boca e olhos flamejantes de rancor enquanto não prestam atenção ao que se desenrola no terreno de jogo porque estão atentos a algum som que possa vir do outro lado da 2ª circular, e temos uma assistência típica de um jogo do clube do Lumiar. Aliás é exemplificativo disto o facto de muitos dos adeptos daquele clube que conheço verem a candidatura do Dias Ferreira à presidência como uma coisa positiva, achando que ele é a pessoa certa para rumar o clube a porto seguro.

Como eu não tenho tendências masoquistas, e não gosto mesmo nada de andar a irritar-me propositadamente, a minha maneira de lidar com este ódio ao clube do avozinho é pura e simplesmente ignorar que ele existe. É verdade: não quero saber nada sobre eles. Não vejo os jogos deles, não quero saber se foram gamados ou beneficiados, não vejo resumos dos jogos, quando leio os jornais desportivos passo à frente as páginas que lhes dizem respeito, quando vejo alguém ligado ao clube a ser entrevistado na televisão mudo de canal, etc. Inclusivamente passo duas vezes por dia em frente ao estádio deles, a caminho e de volta do trabalho, e faço sempre questão de olhar para o lado oposto da estrada. Por vezes, após fins-de-semana em que esta minha táctica é particularmente bem sucedida, consigo mesmo chegar a segunda-feira sem saber qual foi o resultado deles na jornada do fim-de-semana (ultimamente isto tem sido mais difícil porque o meu amigo Harry Lime tem o hábito de desabafar a sua irritação com o seu próprio clube via SMS para mim). Consigo assim criar um mundo artificial em que, para todos os efeitos, aquele clube não existe. Ora isso é impossível de atingir pelo menos durante duas semanas por ano, em que o Benfica tem que jogar com eles. Durante estas duas semanas não tenho hipóteses de ignorar a existência da agremiação do Lumiar, porque mesmo os nossos jogadores e técnicos têm que falar sobre eles.

Isto é particularmente doloroso durante a semana que antecede a visita deles à Luz. O Estádio da Luz é para mim um santuário, uma zona livre de lumiarices. Quando eles cá vêm é como se estivessem a dessacralizar este refúgio, onde eu estou habituado a estar livre de qualquer referência que perturbe o meu mundo virtual onde o clube do Lumiar não existe. É que não tenho hipóteses: vou ter que ver aquelas camisolas horrendas pisarem o relvado da Luz; vou ter que cruzar-me com aqueles adeptos que passam metade das suas vidas a olharem por cima dos nossos ombros para verem o que é que andamos a fazer, e que são incapazes de nos reconhecer qualquer mérito; que têm aquela memória selectiva que é capaz de os fazer afirmar convictamente e com o maior desplante que as nossas vitórias nos anos 60 e 70 foram oferecidas pelo Salazar, e depois convenientemente ignoram que durante os anos 40 e 50, em que chegaram a ganhar 7 campeonatos em 8 anos, o Salazar já cá estava; são aqueles que conseguem idolatrar jogadores reles e repelentes como o Sá Rafeiro e o Beto; são aqueles que nunca perdem: são sempre derrotados por factores extra-futebol, por detrás dos quais está invariavel e maquiavelicamente o Benfica a puxar os cordelinhos de um 'sistema' qualquer; são aqueles que berram mais desalmadamente um golo de um adversário do Benfica seja ele qual for, seja em que competição for (mesmo que nem estejam envolvidos nessa competição), do que um golo do seu próprio clube, são aqueles que chegam ao cúmulo de desejar a derrota do seu próprio clube contra um adversário directo do Benfica, de forma a alimentarem a esperança que o Benfica não ganhe uma competição.

Desde muito pequeno que me lembro de ter este desprezo pelo clube do avozinho. Recordo-me de algures nos anos 80, ainda adolescente, ir ao antigo estádio de Alvalade com o meu pai (era mais eu quem arrastava o meu pai até lá, já que o meu pai é academista apenas com alguma simpatia pelo Benfica), e de me dar a volta ao estômago quando, a meio do jogo, se começava a ouvir uma espécie de rougo vindo de debaixo da pala: 'Cepór... tém! Cepór... tém!'. Assim mesmo, dito num ritmo muito lento, como se tivessem que tomar fôlego entre as duas sílabas. Aquilo não chegava a ser um grito de incentivo: era como se uma multidão de múmias empoeiradas de repente, numa espécie de estertor, soltasse aquele rougo, aquela espécie de lamento que na sua própria entoação encerrava toda a desgraça e tristeza que era ser adepto daquele clube, e entre as duas sílabas tivessem que tomar fôlego para evitarem desfalecer. Normalmente um lançamento perto da nossa área ou dois pontapés de canto seguidos eram a fagulha que provocava esta manifestação de fervor clubístico. 'Cepór... tém!' - lamuriava-se a turba, no meio de uma nuvem de poeira e traças entretanto levantada. E o Gil Baiano, motivado com o incitamento, passava a mão pela carapinha alourada e executava o lançamento na direcção do Tony Sealy. Depois se o árbitro marcava um lançamento ao contrário, soltava-se um prolongado ulular lamentoso, como se os próprios Deuses tivessem despejado sobre eles toda a sua ira sob a forma de pragas de proporções bíblicas. Desde miúdo que a palavra 'Ceportém' criava na minha mente imagens cinzentas, cheias de bafio e poeira e gente velha com fatos escuros a cheirar a naftalina. O Benfica e o vermelho pelo contrário faziam-me pensar em alegria, emoção, paixão e gente entusiasmada. Até na forma como os golos são festejados os adeptos são diferentes. Um 'Golo!' gritado por adeptos do Benfica é diferente de um 'Golo!' gritado por adeptos do Lumiar. O nosso 'Golo!' é um golo alegre, que encerra em si uma espécie de ênfase, como se estivéssemos a expressar o contentamento por as coisas se passarem com a naturalidade da lei da vida: o Benfica marca golos, e os outros sofrem, porque nós somos mais fortes. Isto é o que é natural. O 'Golo!' deles encerra algo de gutural, uma espécie de surpresa e desespero, como se eles estivessem a convencer-se a eles próprios que o que acaba de acontecer é normal, e a tentar afogar a sua própria surpresa. Como se tivessem a esperança que aquele momento pudesse servir de prova insofismável da sua própria valia.

Até a história da formação da agremiação de Alvalade é para mim ridícula, nascidos que foram de uma birra entre queques chateados por não se organizarem mais bailaricos no Campo Grande Football Clube, e amuados por não terem sido convidados para um piquenique. Vai daí foram pedir dinheiro ao avozinho de um dos queques e lá fizeram o seu clubezinho privado. Deve ser daí que ainda hoje tiram a mania que são um clube 'diferente', e se sentem muito ofendidos quando não são privilegiados de alguma forma (na óptica deles, quando isto não acontece eles são 'roubados'). Podia ficar aqui o resto do dia a escrever, e não conseguiria destilar nem uma décima parte do desprezo que sinto por aquele clube. Detesto tudo neles, a começar pelos dirigentes, passando pelo estádio, equipamento, jogadores, e a acabar na massa associativa e respectivas claques. Os dirigentes parecem uma massa uniforme cinzenta, produzida em série em gabinetes bafientos e empoeirados, e cada um deles parecendo fazer parte de uma qualquer confraria de agentes funerários. Todos eles têm em comum o facto de trazerem instalado um mecanismo que apenas lhes permite olhar na direcção do Estádio da Luz, e constantemente observar e comentar o que por lá se passa. São capazes de estar a ser violentados a sangue frio por um qualquer padrinho e respectivos comparsas mais a norte, que entre duas bordoadas ainda arranjam tempo para erguer uma mão ensanguentada, apontar um dedo na direcção da Luz, e balbuciar uma acusação patética qualquer contra o Benfica mesmo antes de apanharem outra cacetada de fazer perder os sentidos. Depois quando acordam no hospital, dizem ao polícia que os interroga: "Não vi quem me bateu, mas o Benfica não pagou um rebuçado na mercearia!". Aquele clube nasceu, cresceu e vive alimentado no rancor. Porque apesar de desde sempre terem tido as melhores condições, nunca conseguiram o mesmo sucesso que nós.

Por tudo isto esta semana é horrível para mim. Eu não consigo apreciar os jogos do Benfica contra o clube do Lumiar. Para mim são uma experiência horrível, o culminar de uma semana em que apanho uma dose de clube do avozinho superior ao acumulado do resto da época toda. Chego a ficar agoniado ao olhar para o campo e ver aquelas camisolas horripilantes ao lado das nossas papoilas saltitantes. É um martírio que dura noventa minutos e que parece durar uma vida inteira. Revolvo-me na cadeira, fecho os olhos, cerro os maxilares, suspiro profundamente... o desconforto é total. Eu na minha vida chorei duas vezes num campo de futebol, e foram ambas em jogos contra o clube do Lumiar. Foram lágrimas mais de raiva do que de alegria. Raiva enquanto o JVP demolia aquela equipa arrogante que andou a semana toda a prometer humilhar-nos. Cada golpe desferido pelo JVP naquele farrapo verde e branco que se arrastava pelo relvado naquela noite chuvosa libertava a minha raiva pelo sofrimento que me tinham feito passar durante essa semana, remetia-os ao lugar deles. E da segunda vez chorei ainda mais. Porque andei a semana toda a ouvir a festa anunciada, as promessas de goleada, a antecipação do tamanho das nossas cabeças na festa deles. Ouvi, comi, e calei. E acumulei cá dentro. Por Amor ao meu clube sujeitei-me a mais. Sujeitei-me a ir lá, ao covil deles, a misturar-me com eles e cruzar-me com eles enquanto carregavam os foguetes para a festa. Sujeitei-me ao sacrifício supremo de estar no meio deles, de não poder conseguir de forma alguma ignorá-los quando eles festejassem um título há tanto esperado, ainda para mais num jogo contra nós. E quando desde o topo Norte vi a bola chutada pelo Sabry descrever um arco perfeito, as lágrimas soltaram-se ainda antes da bola tocar nas redes.

Aqueles que me vêm com histórias de que eu deveria era considerar o FC Porto como o nosso grande rival não fazem ideia do que falam. Rivalidade é isto. É ilógica. É odiar (sem violência, atenção!) o mais ínfimo pormenor do nosso rival, mesmo que pareça não haver explicação lógica para isso. No meu caso é odiar tanto que prefiro tentar esquecer que eles existem. E fazer o sacrifício supremo por amor ao meu clube, que é reconhecer a existência deles durante duas semanas por ano. Por isso é que para mim entramos hoje na pior semana futebolística do ano.

http://spiny-norman.blogspot.com/2006_01_01_archive.html

Nem o autor do artigo..

..acredita no que ele próprio escreve.

Enfim..

olha lampião

eu sou leão , o leaovivo aquele que tem um grande lagarto que é a paixão da maioria das mulheres, filhas e mães dos lampiões , como os lampiões gostam de se juntar não é no corral de moinas mas no corral da luz, alguem tem de fazer o vosso serviço dár assistencia ás pobres ,,, continua com essa do lagarto , que eu gosto ,, há o das caldas ,, sempre leao com lagarto para vos servir

Caro usuário, Como poderá

Caro usuário,
Como poderá facilmente constatar, não sou adepto de qualquer dos clubes que menciona no seu eloquente post. Todavia, o seu texto possui, pelo menos, o mérito de não poder passar despercebido. Por bons, mas, também, por maus – direi mais: pelos piores – motivos.
A sério, li o seu texto com muita atenção e se, na verdade, se destaca a enormíssima vantagem de ter heroicamente resistido à tentação de cair na habitual barbárie vocabular, o conteúdo merece-me algumas considerações. Seguindo a sua linha de raciocínio, você cai, desculpe a ideia, em algumas incongruências a que temos por hábito chamar contradições. Por exemplo, você afirma, quase de entrada, que, no que lhe diz respeito, e tendo em conta que se assume como “um benfiquista «à antiga»”, “o FC Porto é um fenómeno recente”. Mais à frente, contudo, informa a nação de que a sua adolescência decorreu “algures nos anos 80”. Ora, eu, por exemplo – que, em face dos dados fornecidos por si, devo ser ligeiramente mais velho –, tenho recordações pouco menos do que distorcidas dos tempos em que não havia FC Porto. Mesmo sem grandes títulos, a partir de, sensivelmente, 1974, 1975 – “o clube do norte” já existia; nos anos oitenta (em que você era adolescente), chegou a uma final da Taça das Taças e foi campeão europeu. E como o seu texto não me deixa quaisquer dúvidas quanto aos conhecimentos de História que obviamente possui, sabe perfeitamente que o seu Benfica, nos anos sessenta, também pouco menos era do que “um fenómeno recente”.
Por outras palavras, e contrariando um pouco a sua ideia de “desprezo” que assume sentir pelo Sporting, você guarda o desdém quase em exclusivo para o FC Porto. É que se (e vamos contar apenas a partir de 1977-8) você reduz mais de trinta anos a um “fenómeno recente”, está a tentar obliterar cerca de um terço de todos os campeonatos nacionais. Ou seja, você acaba por afinar pelo mesmo diapasão daqueles que continuam, inexoravelmente, a teimar e a carpir que o FC Porto tem ganho todos estes campeonatos e taças à base da roubalheira e da patifaria.
Mas o seu ódio é evidentemente o Sporting. E, aqui, não lhe aponto contradições – diagnostico-lhe um problema enorme. Terá, por certo, alguma razão quando diz que, maioritariamente, os adeptos do Sporting dão a sensação de se preocuparem mais com os desempenhos do rival do que com os seus próprios; terá alguma razão ao lembrar que, quando os sportinguistas invocam a tal “diferença”, estão a enveredar por um caminho que só lhes tem recordado que o sangue é, afinal, para sua enorme surpresa, igual para todos e que, curiosamente, é também vermelho; tem toda a razão quando alude a essa delirante teoria a que os anti-benfiquistas recorrem, segundo a qual o Benfica terá sido protegido ou beneficiado pelo Estado Novo. Já não terá, porém, tanta razão quando aponta aos seus inimigos (é assim que os vê, vamos ser honestos) o exclusivo dos queixumes sobre arbitragens e má sorte, bem como o rancor. Justamente essa ideia que os benfiquistas têm sobre os últimos 30 anos, afinal, representa o quê?
Tudo o resto são eflúvios da sua ardente e descontrolada paixão e subsequente ódio. Tem toda a legitimidade para o sentir; aliás, teve o cuidado de fazer as ressalvas necessárias (os amigos, a não violência...) ao longo do texto para evitar mal-entendidos. Contudo, subsiste a ideia de que você se sente incomodado pela simples razão de existir um adversário, um mero rival, um assumido inimigo. Fica-nos a sensação de que o seu sono só poderia tornar-se sereno se vivêssemos todos sob a alçada presumivelmente generosa e pacífica dos não menos presumíveis sábios do costume. Nesse mirífico paraíso, o seu Benfica, por grosso e a retalho, obviamente ganharia sempre. Qualquer outro estado de coisas seria, no seu entender, uma calamidade. Faz-me lembrar aqueles adeptos que ficam furiosos diante de uma qualquer defesa do guarda-redes adversário, como se a função deste não fosse opor-se às bolas rematadas à sua própria baliza. Você transmite exactamente a ideia de que os adversários (com o Sporting à cabeça) existem só para aborrecerem a doce paz em que o Benfica deveria viver e, portanto, reinar.
Não quero que pense que é isso que eu penso de si – é apenas, insisto, a ideia que transmite ao longo de todo o texto. Mas é uma ideia que convinha afastar, porque ela própria está eventualmente a fazer-lhe mal e a expor o que você na verdade sente “duas semanas por ano”: medo. Medo de perder. De perder com eles. Confesso que é o primeiro benfiquista com que deparo a trair este tipo de sensação. Normalmente, é o contrário: são fanfarrões e divertidos (pelo menos, os meus amigos do Benfica são-no) sem caírem excessivamente na arrogância. Você – repito – transmite justamente o oposto.
Devia, portanto, talvez conceder no seguinte: grande parte da grandeza do Benfica é devida ao Sporting. Se idealiza (como dá a entender) um Mundo em que o FC Porto não existirá e o Sporting será permanentemente reduzido a fantásticas goleadas, você acabará por ficar a jogar sozinho. Digo-lhe mesmo mais (embora você não me acredite): o desaparecimento do Sporting (coisa de que se fala com cada vez mais insistência), enquanto grande clube, seria uma tragédia imensa para o futebol português. É que aquilo que se está a passar actualmente em Espanha é efémero – para além de que, no país vizinho, os recursos são outros. Já quanto à Escócia, o declínio tem sido evidente. A menos que você prefira o isolamento e contentar-se com os troféus domésticos. Mas, mesmo aí, teria sempre de tentar ultrapassar o FC Porto – por mais indiferente que este clube lhe possa ser...

Não percebo porque te

Não percebo porque te criticam aqui alguns foristas.
É normal, sendo tu benfiquista, odiares o Sporting. Se não odiasses, aí, sim, era porque tinhas algum problema.

Ora o Sporting nasceu dois anos antes do benfica.
Nasceu em 1906 um Clube da elite, um Clube de gente-bem.
O benfica nasce ali numa farmácia para os lados da Casa Pia, por um grupo de gente-não-tão-bem, diga-se.
Começa logo aí o ódio e a inveja. Normal, claro.

O tempo foi passando e a inveja acentua-se, já que o Clube da elite é nitidamente superior, mas, num acto de piedade, até chega a emprestar as suas instalações ao clube do bairro de benfica.

E as diferenças foram-se, logicamente, acentuando ao longo dos tempos.
Os do sporting foram sendo, na sua grande maioria, os Senhores, enquanto que os do bairro de benfica foram sendo, também na sua grande maioria, os marginais, o "pobo"...
Assim, e como sempre acontece nestas situações, as classes sociais mais desfavorecidas e menos formadas civicamente e academicamente, sentem um ódio enorme pela classe social que lhes está uns degraus acima, a elite.

Nos dias de hoje a história repete-se, sendo que à volta do estádio do bairro de benfica, em dias de jogos, e não só, podemos admirar bêbados, drogados, desdentados, arrumadores, ex-presidiários, traficantes, agressores de mulheres e todo o tipo de ralé que foi sendo cultivada durante anos pela não menos ralé que fundou outrora o clube de bairro. Comem-se couratos e bifanas, bebe-se vinho de mesa, de garrafão ou pacote, tenta-se falar português, vomita-se, trafica-se e, claro, rogam-se pragas ao Clube da elite que tanto invejam.

Tem, realmente, a sua piada, principalmente quando mesmo ali ao lado, nem parecendo seres da mesma raça (será que o somos todos?), vemos gente com a dentição completa, com mais que a quarta classe, bem vestida, bem cheirosa, com o registo criminal limpo, a comer comida de ser humano, com talheres, e a beber dentro dos limites bebidas que no bairro de benfica nunca sequer se ouviu falar.

Por acaso, sou Sportinguista. Pelo acaso de o meu bisavô já o ser.
Mas, caso o meu bisavô fosse do benfica e de bairro, eu também teria, por influência do meu pai, uma inveja enorme do Clube das classes sociais alfabetizadas e que conhecem os molares, incisivos e caninos, e se calhar também escreveria (se soubesse) um texto como o teu.

Assim, não percebo mesmo porque há aqui foristas que te criticam por odiares o Sporting.
É uma consequência natural, da qual nenhum benfiquista pode fugir, por muito que queira.
E ainda bem ;)

Um grande abraço

Então este comentário é uma resposta a este MERDAS ÍNDIO/LAMPIÃO

e não aparece como tal porquê, este sítio de MERDUM "tomem" bateu mesmo nos fundilhos, só MERDA!!!

Um cromo que tem por amigo um "Harry Lime" (deve ser algum "espécimen" de Cação que se come Alimado), só podia esconder a nave, ali para os lados da Freguesia de São Domingos de Benfica, é cada E.T., que só mesmo um "Jasusi" para os doutrinar e enrabar, só MERDUM com cheiro a BEDUM!!!»

É "bê-los" na TV lampiona (e não só), qual deles o mais tanso, desdentados para o descabelado e pouco barbeados a sua imagem de marca (e eles reconhecem-se em tal), está no «Barbas da Caparica, tanta droga que por ali rola..., mais gentalha tipo do Taxista qual Máximo dos "Wíquies Duplos ali de Sacavém, pois o bicho/ave rara sabe lá o que é Scotch Velho...", a atirar para o Diabo da ZaGaia o dos calduços nas equipas de arbitragem, terminando no Presidente ex-"Alberca" a quem fanou 1.000.000 de aéreos no caso do Sportinguista Mantorras, o que inala pó dos pneus e anda de porta em porta a vender cartõs de sócio para atingir 300.000 testemunhas de "Jeovaico" para "berem" a Luz (qual estádio Coca-Tola)...???!!!»

Enxergue-se o gajo do aqui "prantado", mais o do "escrebinhado" e demais corja/escumalha Índia/Lampiã que se revêem em tal e são tantos... (buérérés para ser mais acertivo/preciso)!!!

De Jadscl
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