A sequência anormal (e faltosa?) do golo de Portugal | Relvado

A sequência anormal (e faltosa?) do golo de Portugal

Erro do árbitro, bola na barra, lançamento repetido e Koscielny agarrado.
 
Éder marca no Portugal-Itália (2015)
FPF/Francisco Paraíso

O golo que definiu o resultado da final do Europeu 2016, que Portugal ganhou contra a França por 1-0, teve uma sequência anormal. E provavelmente faltosa.

Iniciamos esta pequena narrativa perto dos 106 minutos, quando Éder tocou na bola com a mão e o árbitro errou, ao assinalar mão de Laurent Koscielny - esta dupla vai entrar novamente no relato, daqui a pouco.

No livre direto, mal assinalado, Raphaël Guerreiro acertou na barra. Na sequência do ressalto, a bola saiu pela linha lateral.

Lançamento para a França. Sagna lançou... para fora. Ou melhor, segundo o árbitro assistente, a bola nem entrou. Repetição do lançamento. Sagna tem Sissoko a poucos metros, pronto para receber a bola (o adversário do médio era o pequeno Guerreiro), mas o lateral francês prefere atirar para mais longe.

Ainda bem para Portugal. João Moutinho entrou com tudo, ganhou a bola à segunda, depois William passou para Quaresma, Quaresma para Moutinho e Moutinho adiantou para Éder.

Aí, na disputa pela bola, vê-se a camisola de Koscielny no ar, puxada. Ou seja, Éder agarrou a camisola do francês ao tentar livrar-se do adversário. O que não conseguimos ver pelas repetições, mesmo com vários ângulos, é se o defesa também empurrou ou agarrou o avançado português, ou antes, ou em simultâneo. Caso não o tenha feito, ficou uma falta por assinalar contra Portugal, que impediria o remate rasteiro de Éder, que nos deu o título.

Nessa jogada, e noutras, notou-se a diferença na frescura física. Éder estava mais disponível do que a maioria dos outros jogadores. Fez lembrar a final do Mundial 2014: Mario Götze entrou perto do minuto 90' e, no prolongamento, arrancou para o golo que ditou a vitória da Alemanha diante da Argentina.

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