Que futuro para a Selecção? | Relvado
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A pergunta do leitor:

Chamo-me José Pedro, tenho 19 anos e sou uma pessoa

Sub-título: 

A resposta de Rui Santos a José Pedro Loureiro

A preocupação com o estado do futebol jovem é um bom princípio e revela que gosta de futebol. Os Clubes e as Federações que comungam dessas preocupações e agem em conformidade podem encarar, com optimismo, o futuro. Aqueles que desprezam as reformas estruturantes e se agarram às fórmulas instantâneas, mais populistas, estarão sempre na corda-bamba.

No que diz respeito à FPF e independentemente de quem seja o seleccionador, a 'casa-mãe' do Futebol tem a obrigação (até estatutária) de pugnar pelo desenvolvimento da modalidade. Não se vêem projectos, nem reformas -- a Casa das Selecções é uma ideia sempre adiada... --, e o futebol português vai pagar essa factura, de uma forma mais evidente, na segunda metade desta década.

Seria importante investir na Casa das Selecções e os Clubes portugueses deveriam apostar mais no Futebol de Formação. Não basta ter Academias (no caso dos 'grandes'). É preciso ter 'vontade político-desportiva' para reunir condições de forma a que os jogadores portugueses cheguem mais facilmente às 'primeiras equipas'.

Para isso, a FPF e a Liga, em consonância com os Clubes, deveriam colocar em prática um programa de incentivo à utilização de jogadores portugueses. Mais: definir parâmetros mínimos de acesso à competição profissional e não profissional, no âmbito dos futebolistas 'não comunitários'. A especificidade do futebol no âmbito da União Europeia deveria levar a uma reflexão mais profunda sobre a descaracterização dos Clubes e até Federações. Esta babilónia -- em nome do negócio -- é uma visão excessiva do 'liberalismo económico'.

Não faz sentido que, até nos escalões jovens, os atletas portugueses estejam a perder o seu espaço. A Selecção Nacional paga(rá) a factura.

Rui Santos no Relvado 1 (fundo verde)
Taxonomia: 
Rui Santos

acho que os maiores culpados

acho que os maiores culpados de os jovens jogadores portugueses não terem oportunidade de se vingar nos nossos clubes é da FPF, porque deviam de implantar regras como nos principais campeonatos europeus, ou seja, por limites, por um limite nos jogadores extra-comunitários e os clubes serem obrigados a comprar no mercado nacional e apostar na formação, temos o exemplo da Espanha que tem um limite de 3 jogadores extra-comunitários e vemos os clubes mais equilibrados e as selecções jovens a serem campeões europeus e mundiais.

Excelente pergunta.

Excelente pergunta. Onde andam hoje os Figos, Peixes, Joões Pintos, Danis e Ronaldos destas vidas? Na II Divisão? A lavar pratos?

questão muito interessante

As equipas juniores estão apinhadas não só de jogadores de qualidade duvidosa, mas de muitos estrangeiros que não são absolutamente mais valias nenhumas para as equipas.

E por incrível que pareça ninguém quer saber do que se passa nos escalões jovens, que hipoteca claramente o futuro próximo do futebol português.

Caro Rui Santos

Já agora, gostaria que enumerasse o nome daquelas que crê ser as futuras promessas portuguesas que se aproximem, no mínimo, dos referidos Ronaldo, Nani, Quaresma, Coentrão e João Pereira.

Acrescento

A Liga tem culpas no Cartório, a FPF não pode resolver tudo sem dialogar. Dialogar... para fora.

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