Pinto da Costa lembra Pedroto e diz que roubos de igreja «ainda são actuais» | Relvado

Pinto da Costa lembra Pedroto e diz que roubos de igreja «ainda são actuais»

 


Pinto da Costa lembra Pedroto e diz que roubos de igreja «ainda são actuais»
Pinto da Costa recorda palavras de José Maria Pedroto sobre os "roubos de igreja" nas deslocações ao Estádio da Luz para considerar que «hoje ainda são actuais».



A dias de ser assinalado o 25º aniversário da morte de José Maria Pedroto, Pinto da Costa salienta em declarações à Agência Lusa que «para o futebol português, ele significou um ponto de viragem muito importante contra um sistema que estava instalado». «Ficaram célebres algumas declarações dele como os "roubos de igreja" quando íamos à Luz. Infelizmente, hoje ainda são actuais», lamenta o presidente do FC Porto.

«O homem deu um grito para que todo o país notasse que havia um centralismo em Portugal - que continua a ser cada vez maior - e marcou profundamente todos os que lidaram com ele», acrescenta o líder portista sobre Pedroto.

«Mais do que um treinador, Pedroto foi um grande homem, com uma personalidade vincada e uma verticalidade exemplar», nota ainda Pinto da Costa, classificando-o como «um defensor das causas em que acreditava, um lutador» e referindo que era «um homem excepcionalmente inteligente e de palavra, o que, infelizmente, é raro», conclui.

No próximo dia 8 de Janeiro, data que marca os 25 anos da morte de Pedroto, o FC Porto e a Associação Nacional de Treinadores de Futebol fazem-lhe uma homenagem no Estádio do Dragão. O carismático treinador faleceu vítima de cancro a 8 de Janeiro de 1985 com 56 anos de idade.


FC Porto:

Comentários [93]

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Re: Regionalização ?...

Sim, a de 76. Lembro-me bem desse texto, impregnado de um fervor patriótico e cantado aos sete ventos como o reflexo de uma nacionalidade que um ano após isso deixou o país nas lonas. Enfim...mantenho o que disse: ainda não estamos preparados para que esse inalterado ponto tenha a sua consumação política e, acima de tudo, civilizacional. Abraço.

Re: Regionalização ?...

Isso é dizer: Os meninos, não sabem viver. algo que na qualidade de Português não me revejo.Nem tão pouco, esse comodismo deixar andar e cara alegre. É justamente por falta de participação e reivindicação cívica, que estes atropelos ao salutar desenvolvimento do pais ocorrem. Não esperes que, sejam de quem "mama" destes atropelos, se insurja contra para apoiar a justa mudança. Aliás a desinformação propagada aos média, e acima de tudo, o eco em pessoas oriundas da zona, mais acentuam esta conclusão.É uma esquizofrenia face ao real país, egoísta e confortável. Em democracia, a frase mais correcta é: Temos o que sabemos pedir. Não será silenciando, que mostras outras crenças que dizes ter, e outro bem querer ao nosso Pais. è pedindo e reivindicando.Mas alguém se lembrou , insidiosamente e de forma inteligente, de "convencionar" que: reivindicar é bacoco e parolo, qual venda de estigmas para as massas aplaudirem o seu silêncio de carneirada ...até bairrismo passou a ter um sentido pejorativo ao atentarem ordens de moral impossíveis e manipuladoras.

Re: Regionalização ?...

Não estou aqui a defender uma atitude passiva em função da disparidade social de Portugal...mas também não me revejo em atitudes radicais e/ou divisionárias. Sou uma pessoa que espera que surja o devido momento para tecer as minhas ilações e opiniões, tentando fundamentá-las segundo princípios de igualdade. Acredito, em função do que me é permitido conhecer, que este país também não é de índole reaccionária, mas sim contestatária. Mas contesta sem propor alternativas e depois cai no ridículo de sofrer as consequências por não saber levar a bom porto os seus actos. E pedir sim...mas com a devida coerência e justificação. Pedir por birra é que não (e aqui não estou a centrar-me na regionalização, aponte-se). E reinvidicar é tão ou mais importante do que o acto de promulgar, pois se é feito de forma leviana é, sem dúvida, bacoco e parolo, e aparenta ser mais um capricho do que propriamente uma necessidade. Acho que o povo português vive muito destas dualidades, e ainda não encontro de forma definitiva o seu estágio civilizacional que lhe permita encarar estas situações de forma aberta, serena e, acima de tudo, coerente. Já tivémos algumas oportunidades para tal, e refreio-me de tecer quais foram, por achar que isso levaria o debate para a esfera política e aí seria discussão para dois dias. No fundo, estaremos sempre dependentes de que surja uma mente iluminada, capaz de poder ombrear no plano dogmático e político com os que "mamam", com o real interesse de projectar algo para o país e não com intuitos privados. Mas para tal...ainda faltam morrer uns quantos (e aqui não pretendo sugerir Pinto da Costa. Longe disso)...