Pinto da Costa lembra Pedroto e diz que roubos de igreja «ainda são actuais» | Relvado

Pinto da Costa lembra Pedroto e diz que roubos de igreja «ainda são actuais»

 


Pinto da Costa lembra Pedroto e diz que roubos de igreja «ainda são actuais»
Pinto da Costa recorda palavras de José Maria Pedroto sobre os "roubos de igreja" nas deslocações ao Estádio da Luz para considerar que «hoje ainda são actuais».



A dias de ser assinalado o 25º aniversário da morte de José Maria Pedroto, Pinto da Costa salienta em declarações à Agência Lusa que «para o futebol português, ele significou um ponto de viragem muito importante contra um sistema que estava instalado». «Ficaram célebres algumas declarações dele como os "roubos de igreja" quando íamos à Luz. Infelizmente, hoje ainda são actuais», lamenta o presidente do FC Porto.

«O homem deu um grito para que todo o país notasse que havia um centralismo em Portugal - que continua a ser cada vez maior - e marcou profundamente todos os que lidaram com ele», acrescenta o líder portista sobre Pedroto.

«Mais do que um treinador, Pedroto foi um grande homem, com uma personalidade vincada e uma verticalidade exemplar», nota ainda Pinto da Costa, classificando-o como «um defensor das causas em que acreditava, um lutador» e referindo que era «um homem excepcionalmente inteligente e de palavra, o que, infelizmente, é raro», conclui.

No próximo dia 8 de Janeiro, data que marca os 25 anos da morte de Pedroto, o FC Porto e a Associação Nacional de Treinadores de Futebol fazem-lhe uma homenagem no Estádio do Dragão. O carismático treinador faleceu vítima de cancro a 8 de Janeiro de 1985 com 56 anos de idade.


FC Porto:

Comentários [93]

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Expulsão não

Foi amarelo . O árbitro estava a dois passos do local, e virado para eles. Deu amarelo.Foi amarelo . De que expulsão falas ?1....

Re: Expulsão não

Então o Maxi e o Luisão,não deviam de ser expulsos??

Re: Expulsão não

Queres que coloque o Modo IRONICO em OFF !!?

Re: Expulsão não

LOL,não reparei no nick. Cumps

Re: Expulsão não

Nem precisavas! O tema em questão é tão escandaloso que...só podia ser na brinca !

olha o choradinho

a deslocar-se leve, levemente, para o norte do país. Pedroto e o trio de Pintos (Lourenço, Adriano e da Costa), como descentralizaram o sistema do futebol português! Foi uma regionalização muito bem feita.

Re: olha o choradinho

1 Desde que esta época se iniciou, eu tinha feito a mim mesmo uma promessa: aguentar-me até ao limite para não dar alento nestas crónicas ao clima habitual de facciosismo cego que alimenta ódios e suspeições sem fim e impede de ver e reconhecer o mérito alheio onde ele existe. Já lá vai decorrido meio campeonato e nunca, uma só vez que fosse, me pronunciei sobre arbitragens: quer as do meu clube, quer as dos outros; elogiei, mais do que uma vez, os progressos evidentes do futebol do Benfica, escrevendo que era a equipa que mais e melhor estava a jogar, e não tive uma dúvida em reconhecer como mais do que justa a sua vitória recente sobre o FC Porto. Fiz o que pude para a sanidade do ambiente. E aguentei-me até onde consegui. Mas, às tantas, as coisas começam a ficar difíceis de encaixar sem reagir. Anteontem, por exemplo, ao ler o texto, pretensamente engraçadinho, do Diogo Quintela, achei que a direcção do FC Porto deveria abandonar a sua tradicional passividade litigante e colocar-lhe um processo-crime por difamação, como o seu texto amplamente merece. Talvez ele prefira a justiça popular à justiça democrática, talvez prefira a verdade popular à verdade apurada como tal; talvez as sentenças da justiça comum (e não a da populaça futobolística) lhe não mereçam respeito algum, talvez mesmo nem sequer se dê ao trabalho de as conhecer. Mas certamente sabe que insistir em mentiras desmascaradas pela justiça é uma calúnia e sabe que ofende, não apenas o presidente do FC Porto, mas todos os portistas, quando se diverte a escrever pretensos diálogos em que Pinto da Costa compra um árbitro por 2.500 euros. Goebells dizia que uma mentira repetidamente dita transforma-se em verdade. Mas Goebells perdeu e as democracias triunfaram. Talvez Diogo Quintela não goste, mas é assim: há regras no jogo. O FC Porto também deveria abandonar a sua passividade litigante no processo que aí vem e que se adivinha tumultuoso, do Conselho de Disciplina contra meia equipa do F.C.Porto, a propósito daquilo a que cada vez mais me sinto tentado a chamar «a emboscada da Luz». E isso deveria começar pelo levantamento de um incidente de suspeição contra todo o elenco do CD e, muito em especial, contra o seu presidente, o Dr. Ricardo Costa. A história recente da «justiça» do CD está cheia de factos que demonstram mais do que suficientemente a senha persecutória do Dr. Costa e do CD contra o FC Porto. Este órgão e este presidente não dão garantias mínimas de isenção para julgar o FC Porto. Têm dúvidas? Não sei se repararam como, há uns dias atrás, o Dr. Costa fez divulgar, através de jornalistas de confiança, a informação da decisão «inédita» que o CD havia tomado de recorrer de uma sentença do seu próprio órgão de recurso, o Conselho de Justiça (primeiro para o Pleno do próprio CJ, depois, ao que se anuncia e em caso de insucesso, para o tribunal administrativo). Sem dúvida que a decisão é inédita e até estranha — ou não, como veremos adiante. Como notou José Manuel Meirim, no Público, é inédito e estranho que um órgão recorrido recorra da decisão do órgão de recurso (é assim como se o tribunal da Relação pudesse recorrer de uma decisão do Supremo), e leva a que o CD abandone o seu papel de juiz para assumir o de parte numa questão: a tanto leva a vaidade do Dr. Ricardo Costa. Mais estranho ainda é pensar que tanto empenho do CD tem por objecto apenas uma questão menor: o responsável pelas relações com a imprensa do FC Porto insultou um jornalista de serviço num estádio (coisa lamentavelmente frequente, com todos os clubes...). Que devia ser condenado, não há dúvidas: condenado por insultar um jornalista em serviço. Mas o Dr. Ricardo Costa queria mais e resolveu condená-lo por insultar, não um jornalista, mas «um agente desportivo» — tese absurda e até insultuosa para os jornalistas, que o CJ, em recurso, obviamente não acolheu. E é desta decisão do CJ que o Dr. Costa resolveu recorrer, apostado em criar doutrina nova — como tentou fazer no passado, com resultados que o deveriam levar, se não a renunciar ao cargo, ao menos a um módico de pudor e contenção. Agora, o curioso desta «inédita» decisão do CD — divulgada logo após os incidentes do túnel da Luz — é que ela aparenta ser tudo menos inocente. Reparem como tudo bate certo: se o Dr. Costa conseguir vencimento na sua tese de que um jornalista num estádio é um «agente desportivo», também poderá sustentar a seguir que um segurança num túnel do estádio é igualmente um «agente desportivo». E disso depende a possibilidade de aplicar a meia equipa do FC Porto aquelas demenciais penas de suspensão de um a seis anos, que o Regulamento Disciplinar contempla para as agressões a «agentes desportivos». Ainda chegará a vez de o vendedor de castanhas assadas à porta do estádio vir a ser declarado também «agente desportivo»... se isso servir para punir jogadores do FC Porto. Sobre o que realmente aconteceu no túnel da Luz, estamos todos à espera de conhecer as já tão célebres imagens da longa metragem produzida pela Benfica- TV. Todos, não: meio mundo já as conhece. Eu já as ouvi relatadas por vários benfiquistas e ainda anteontem, aqui na BOLA, podia ler-se um pormenorizado relato dos pretensos acontecimentos no túnel, baseado, ou nas imagens, ou na versão que delas foi contada ao jornalista. «A BOLA sabe...», escrevia-se aqui. A BOLA sabe? E como sabe — viu as imagens, que é suposto terem sido entregues pelo Benfica ao CD da Liga e a mais ninguém? E, se viu, quem lhas mostrou — o Benfica ou o CD? E, se não as viu, como sabe — se não por relato de uma das partes, assumido como verdade indesmentível? Pena que A BOLA não saiba outras coisas, a começar pelo que significa divulgar peças de acusação, antes mesmo de haver acusação, e de as divulgar em tais termos, que a defesa — (que nem sequer teve ainda acesso a nada, nem sabe qual é a acusação em concreto) — já tem a condenação escrita nas páginas dos jornais. E é pena que a BOLA não saiba também responder a outras questões essenciais: os seguranças têm o direito de estar ali? É habitual nos outros campos, estarem no túnel à saída dos jogos, misturados com os jogadores? Os seguranças do Benfica ficaram então no túnel, caladinhos e quietos, e foram inesperadamente agredidos por uma troupe de jogadores portistas que, já depois de fechados na sua cabina, resolveram sair cá para fora para os agredir? E A BOLA não sabe que, para além das cenas de pugilato do túnel, o essencial desta história é perceber o que faziam ali os seguranças do Benfica e qual foi o seu papel nos acontecimentos? Para que não haja dúvidas, esclareço a minha posição: as agressões têm de ser punidas, primeiro criminalmente, depois no foro disciplinar. Mas aqui, na justa proporção à sua gravidade, ao motivo e circunstâncias da agressão e à representatividade desportiva dos agredidos — que é nenhuma. Até aí, todos estamos de acordo. Agora, fazer disto a arma decisiva para o Benfica ser campeão este ano, isso não! Tenham vergonha! Provem que são capazes de ser campeões no campo e não no túnel, que são capazes de ganhar um campeonato sem comprar a transferência de jogos de estádio e sem a colaboração dos amigos colocados em lugares de decisão na Liga, que, em tempos, Luís Filipe Viera declarava ser mais importante de ter do que uma boa equipa de futebol! Faccioso ou não, eu acho e sempre achei que o melhor deve ganhar e à vista de todos. E repito que, se o campeonato acabasse agora, o melhor era o Benfica. E até acho que fazia muito bem à nossa competitividade ter de volta um Benfica ganhador, mas como deve de ser. Porém, ainda falta meio campeonato e é desejável que ele seja disputado até ao fim em condições de igualdade. Depois de uma década de frustrações e mediocridade, interrompida apenas por um título que a ninguém convenceu, era isto que eu desejaria, se fosse benfiquista. Mas os auto-proclamados «moralizadores» do futebol português já provaram que não se contêm e que, debaixo da sua capa de virgens púdicas, não se preocupam muito com os meios para chegarem aos fins que ambicionam. É natural: os vencidos não gostam de lutar em campo aberto. 2E o ano de 2010 abriu, aqui na BOLA, com mais uma daquelas periódicas entrevistas ao presidente do Benfica. Seis páginas — a capa, uma página inteira de elogios e quatro de auto-elogios, disfarçados de entrevista. E o dia de Ano Novo amanheceu cinzento e gasto. Tal qual o discurso do personagem.

Re: olha o choradinho

E graças ao Benfica que naquele famoso ano decidiu entregar a arbitragem ao Porto, quando estava ecente que devia entregá-la ao Sporting... O medo do vizinho do lado deu nisto.

Regionalização ?...

Deixa ver... deves estar a falar da mudança do RED BULL para Lisboa ( que não hajam dúvidas, vai mudar para melhor tais as condições geograficas.. ) . Ou se calhar, estarás a falar dos70% das verbas de apoio ao turismo, que foram para Lisboa ,a despudor do resto do país.. ( http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=1451964 ) Ou se calhar, estarás a falar do regulamento do FEDER e do Fundo de Coesão, em que se viabilizou o desvio de verbas das regiões mais pobres para Lisboa. Portugal negociou essa excepção, no QREN, com a Comissão Europeia.E o dinheiro ficou na região de Lisboa. É dessa regionalização, que falas ? É que se for, não há problema...tudo normal! Se fosse noutros locais do pais, era apelidado de bairrismo, mas não é este o caso.Este é mais lesa pátria. Fica o todo a ver o saco vazio, de verbas necessárias, e invariavelmente as colocam em Lisboa. ( mesmo as que eram para as regiões mais pobres da CEE !!!..mas colocam numa das regiões que não necessitam ) Era desta dita "regionalização, factual, que falas ?...è desta dita "regionalização" que te indigna ? Ou esta, não deve ser comentada ?....

Re: Regionalização ?...

"Recorde-se que apenas se está a falar das verbas próprias do Turismo de Portugal e não de apoios concedidos no âmbito do PRIME ou do QREN." Agora vai ver quanto é que o QREN, mediante indicação estatal, vai disponibilizar para a zona do Alto Douro e zona urbana do Porto...em comparação, por exemplo, com todo o Alentejo!! De qualquer das formas, estes orçamentos são feitos com base nas indicações prioritárias das próprias autarquias e não nos podemos esquecer que nos estamos a referir somente à parcela que cabe ao Turismo. Muito provavelmente, se nos deslocarmos para áreas como Mobilidade, Comunicação, Reabilitação Urbana, Ordenamento do Território...já teremos outros valores, não? E posso dizer-te que as verbas do turismo para a capital vão no sentido de contrariar as tendências de desertificação do centro, coisa que é combatido no Porto pela SRU, que recebe capitais próprios da Câmara e de parceiros institucionais. E estes 70% vão no sentido de reabilitar maioritariamente monumentos e dar continuidade à imperativa obra em torno do Terreiro do Paço, bem como na lógica de sustentabilidade de importantes zonas padrão em torno de Alfama, Belém e Mouraria, estando ainda previsto um arranque do restauro dos Jerónimos. Não concordo com a repartição do valores, mas também é certo e sabido que estas percentagens são dados indicativos e não vinculativos, ainda para mais quando estamos a falar do Turismo de Portugal, que basta a National Geographic cá chegar a dizer que quer fazer uma reportagem sobre o pelourinho de Carrezeda de Ansiães e isto muda num ápice. Não façam disto um atentado ao Norte, ainda para mais quando no distante referendo, as únicas regiões que deram um claro voto de confiança à regionalização foram as alentejanas...por sinal as mais enrabadas neste recente orçamento para o Turismo, e curiosamente, as que mais património albergam por m2. Saudações.

Re: Regionalização ?...

Não concordas....mas quase pareces tentar justificar o injustificavel... Colo aqui, um simples resumo, com as letras todas que interessa: "CÉLIA MARQUES AZEVEDO E HUGO SILVA O Governo mudou, há três semanas, o regulamento do FEDER e do Fundo de Coesão, viabilizando o desvio de verbas das regiões mais pobres para Lisboa. Portugal negociou essa excepção, no QREN, com a Comissão Europeia. " Isto, por muito que se dê voltas, não tem explicação...se são para s regiões MAIS POBRES como podem levar isto, para para zonas mais ricas, zonas que não é suposto irem as verbas, para a capital ? A sério...tenta ser racional.Não há justificação possível ou imaginária, para semelhante atropelo à verdade e à razão....e estamos a falar de verbas da CEE.Só existem, justamente para essa convergência, que em Portugal, tentam divergir!E sempre para o mesmo lado ! Será que a tua razão.., não te diz nada sobre isto... ?

Re: Regionalização ?...

Não estou a tentar justificar o injustificável. Tenho consciência desta centralidade de Portugal. Não concordo com ela...mas percebo-a. Sobre esse desvio do QREN pouco sei, a não ser que teve o avalo da Comissão Europeia. Como tal (e recordo que Portugal já por várias vezes levou sanções pesadas da CEE por incumprimento de várias prerrogativas comunitárias) quero acreditar que está ao abrigo de uma política que não irá descurar as tais regiões mais pobres a curto-médio prazo. Estando a trabalhar numa Câmara Municipal, posso afirmar que sei que dinheiro para certas e determinadas coisas vai-se buscar aos sítios mais inauditos. Se soubesses a quantidade de vezes que orçamentos que eram para mim já foram parar ao arranjo de esgotos ou o diabo a sete, ficava aqui até amanhã. Se andasse constantemente a pensar nas injustiças e atropelos, citando-te, que me passam pelos olhos dava em doido. Mas também aprendi que com o tempo tudo se resolve. E aqui tempo tem um sentido muito lato e abrangente. Ou seja, acabo como comecei: não concordo com o evidente centralismo (e acrescento injustiça) português...mas percebo-o.

Ainda bem , que reconheces

E começas a falar descomplexadamente sobre a palavra: Centralismo. Acho que o centralismo, e a parte da justiça, são os grandes empenos , que nos impedem de progredir. É pena que, os "opinion makers", tentem condicionar o pensamento, ao ponto de um cidadão , ter problemas até em proferir uma verdade impossível de escamotear: Centralismo, um autentico polvo.

Re: Ainda bem , que reconheces

Atenção que eu não entendo centralismo como um "polvo". Vejo-a como uma imposição evidente em função daquilo que foi a nossa história, da nossa natureza enquanto sociedade, bem como dos nossos próprios condicionalismos geográficos. Ao longo da nossa história enquanto Nação, não faltaram tentativas de descentralização. As antigas arquidioceses são uma prova cabal disso, bem como algumas decisões da Primeira República. Actualmente, o centralismo em Lisboa, vejo-o como um momento necessário para que se atinja o definitivo ponto de ruptura para que se volte a falar em regionalização. Não me vejo preso nos media, como discutes com o mercurio, mas gosto de pensar que, tal como te disse, isto é um meio para um fim. O problema é que muito provavelmente não iremos colher alguns frutos (talvez os mais saborosos) do que será incontornável daqui a uns anos. Justiça exigo-a sempre...mas também gosto de pensar que sei ver quando ela é impossível. Ao invés de entrar em crispação sobre esta temática (como muitas outras), prefiro encará-la, lá está, como um mal necessário, até porque vivendo no Alentejo, sei bem o que são as injustiças governativas e, acima de tudo, a cegueira face às verdadeiras pérolas do nosso território. Sem qualquer tipo de malícia, o Porto e o Alto Douro até nem se podem queixar muito. E já nem falo em Viana do Castelo (a nova Meca da arquitectura portuguesa, né? Pois!) e Braga. Quando vieres aqui ao Alentejo assumo desde já o compromisso de ter mostrar umas bastante engraçadas. Entre as asneiras do Ministério da Agricultura, passando pelo do Ordenamento do Território venha o diabo e escolha

Re: Ainda bem , que reconheces

Oxalá, o Alentejo vingue, tal como os locais que mencionas do Norte. Inclusivamente, Freixo.-de-espada-à-cinta , essa bela localidade e rica de história, ao interior norte de Portugal, que ironicamente colocas na tua mensagem pessoal ao relvado ... Realmente, começo a ficar com sérias dúvidas, se para além de Pinto da Costa, tens alguma aversão também ao Norte de Portugal...espero estar enganado, mas a tua insistência é no mínimo curiosa. Estás sempre inclinado em mencionar algo de NORTE, invocar NORTE/SUL. Mais uma vez te apelo à razão: o Norte que te deves referir, é o do sentido: PORTUGAL.

Re: Regionalização ?...incompreensível

Querer negar a primacia que a área metropolitada de Lisboa tem nos fundos comunitários é rídiculo. O rendimento per capita na capital á muito que passou o limites estabelecidos para receber dinheiro comunitário mas enquanto o desemprego aumento no resto do país, a pobreza vai alastrando e o rendimento per capita diminui, o que faz o governo?? NADAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA. Toca a desviar o dinheiro para os senhores de Lisboa. Cada vez percebo melhor a teoria do pessoal que não faz nenhum, o melhor é encostar esperar que o Estado nos mantenha. Incrivelmente, nem os nosso fracos politicos conseguem verificar que o pais não pode ser Lisboa.

Re: Regionalização ?...incompreensível

Sabes o que me chateia ? É esta prisão dogmatica, que criaram aos média. Quando alguem tenta bater o pé, contra estes atropelos, há de imediato contra informação, tentando colar razões menores sobre as justas contestações. è quase impossível alguém,. falar sem problemas, da injustiça da distributividade neste país.Dizem logo chavões colados a situações de futebol ( por exemplo ) : bairrismo, blablabla..ou outras maleitas de carácter, qualquer coisa que retire o foco das reais pretensões a as diminua na sua justiça.... Repara como o relva, teve enormes problemas em afirmar a evidencia desse polvo do centralismo.O pudor com que falou sobre os factos ou dos factos, e da palavra centralidade. Atenta na teia, que está criada. Há uma quase prisão psicológica na sociedade, lançada em contra resposta, aos poucos inconformados, que exigem justiça.

Re: Regionalização ?...incompreensível

Como te entendo. Infelizmente parece que é preciso o país ir ao charco para se verem certas realidades. Força, caro user.

Re: Regionalização ?...

Atentado ao NORTE ? Meu caro, não sei qual foi a parte dos 70% que não entendeste, por muito belas as explicações. Mas eu ajudo a recolocar o acento correcto: ATENTADO AO PAIS, E SEU DESENVOLVIMENTO HARMONIOSO, INTELIGENTE, JUSTO E CORRECTO

Re: Regionalização ?...

Mas qual atentado, homem? Nem ao Norte, nem ao país! Há coisa de uns 10 anos, o Porto teve um orçamento parecido. Posso dizer-te que há 6, Évora teve 90% (!!!) de tal orçamento, que visou o restauro integral do zimbório e torres da Sé de Évora. As aldeias de xisto da Beira e a zona histórica da Guarda e Covilhã já sorveram uns curiosos 140% desse orçamento num único ano. Santa paciência, isto depende de políticas estatais em função de prioridades estabelecidas pelas autarquias. Ser da mesma cor ajuda, como é óbvio...mas não impede o quer que seja.

Re: Regionalização ?...

90% no restauro da Sé de Évora? Manda ai o artigo. Gostaria de ler.

Re: Regionalização ?...

Mas qual artigo?! Daqueles que o Diário de Notícias publica e cujos links estão à vista de todos?? Isso não tenho. Lamento. Se quiseres deslocar-te ao LNEC e aos Arquivos do antigo IPPAR, bem como à Câmara Municipal de Évora, terei todo o prazer em mostrar-te a documentação que concerne a este assunto, pois tive a fortuna de acompanhar a fase final da obra. O que te posso dizer é que o restauro iniciou-se em 2001 com um primeiro orçamento (que visava identificação e levantamento das patologias) e cedo evolui para projectos de recuperação e sustentabilidade da infra-estrutura geral, nomeadamente a abóbada principal, que ameaçava ruir. Tal levou a que em 2003 e após muita discussão, se atribuiu uma verba milionária (não sei se chegou a tocar os 90%, mas andou bem lá perto) para o restauro integral do que apontei. Do que me recordo, sei que o Professor Ayres Barros escreveu algumas coisas sobre isto (lamento mas links não conheço, somente a bibliografia) bem como o engenheiro Aplleton, onde são enunciados os valores consignados. Curiosamente, alguns desses valores foram aproveitos pelo IPM para o recente restauro do retábulo. No meio disto tudo, tivémos derrapagens, indecisões e a volatilidade inerente a estes processos. Daí afirmar que estes 70% são dados indicativos, e que estarão sempre sujeitos à evolução das políticas e necessidades do país. Na minha opinião, limitar isto ao orçamento consignado ao Turismo é que me parece redutor. Mas sim, concordo que há um centralismo em Portugal...daí até ser o bicho de sete cabeças que Pinto da Costa promulga é que já não concordo...e muito menos a forma como o expõe.

Re: Regionalização ?...

Sim, realmente, era interessante ver.Como pode ser, tanto dinheiro, para 2 restauros.Não deixa de ser curioso, no mínimo. Creio que ai o relva, não pode com P.C, e dai retirar qualquer laivo de seriedade ao que PC profere. Pode ser que com isto, sendo de outras pessoas, que não se acomodam com o impossível, ele olhe com olhos de ver alguns factos, e a injustiça : http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1453758

Re: Regionalização ?...

Mas, que dizes homem ? Decides colocar Norte onde não existe, quando o assunto é sobre o pais.Tens problemas com a palavra centralismo, apesar de todas as evidencias!Qual é o teu problema, afinal ?!É sobre factos, ou na verdade, é algum ódio de estimação recauchutado sobre a pessoa Pinto da Costa !?Não mistures as coisas ...desce à terra. Vou-te deixar , algo concreto : Em 2008, a região de Lisboa recebeu mais de 49 milhões de euros, a de Leiria 4,7 milhões e a do Porto 2,2 milhões Satisfeito ?!Isto são dados.Se quiseres posso te indicar, onde podes os ver.Isto, se realmente estiveres interessado...agora se for para continuar nessas colagens e recortes e preconceitos, esquece ...

Re: Regionalização ?...

Confirmo que não aprecio particularmente a figura de Pinto da Costa. Não lhe retiro inteligência e/ou qualidade naquilo que faz...mas a forma prepotente com se dirige às pessoas, bem como o ar altivo de quem caminha sob qualquer isenção de suspeita me tira do sério. Para todos os efeitos, LFV tem em mim a mesma reacção. Também vi esses dados sobre Lisboa. Mas são fruto do evidente interesse turístico que Lisboa despertou nos últimos 3 anos, nos rankings da especialidade e da posição que alcançou. É natural que os governantes andem atrás dessas tretas e que descurem outras necessidades espalhadas por Portugal. Contudo, e foi isto que eu tentei realçar, são prioridades, fruto das políticas (boas ou más deixo a ulterior consideração) daqueles que governam. Limitaste o centralismo a um pormenor acerca do orçamento para o Turismo e tentei dizer-te que esse tipo de orçamento não passa de uma indicação, que irá sofrer inevitáveis alterações. Tentei também argumentar no sentido que Pinto da Costa refere tal centralismo de forma leviana e que, para todos os efeitos, o Porto não é de perto nem de longe a cidade que mais se pode queixar de políticas (ou ausência delas) de investimento. Vivo em Évora, e posso dizer-te que para uma cidade que é Património Mundial, tem de longe a maior percentagem de monumentos pré-históricos na Europa, uma área agrícola riquíssima e profissionais dedicados na linha da frente da investigação biológica, botânica e agrária, para não falar da produção vitívinicola, bem como facilidade no desenho de vias de comunicação e linha aberta para a fronteira, o fosso é ainda mais gritante. Por alguma razão isto anda tudo a ser comprado por espanhóis, franceses e brasileiros. Dados há em todo o lado, injustiças idem...e centralidade política, social e financeira nas várias capitais idem. Em Portugal isso é evidente pelo próprio condicionalismo geográfico que possuimos. Nada mais do que isso. Pessoalmente, o que quer Pinto da Costa com constantes referências ao centralismo? A sua deslocação? A sua dispersão? Combatê-la? De que forma? Não sou adepto de centralidades, confirmo. Aprendi foi a respeitar as diferenças das nossas várias regiões, exultando umas por certos aspectos e promulgando a superioridade de outras quando tal lhes é devido. O que eu critico, e de forma veemente no tal orçamento dos 70%, nem sequer é a sua distribuição, mas sim o total da verba que é disponibilizada para o país que, em conjunto com a que vai para a Cultura, dizem bem da anedota que isto é!

Re: Regionalização ?...

O que me interessa a mim é o pais. E não é porque A ou b, possa ter sido demagogo, que contra estes factos, não é possivel o silêncio. Em relação ao que tentas justificar, eu simplifico o meu pensamento em forma de resposta: É necessário e urge haver investimento, para criar condições, onde não existem e tem potencial para desenvolver.Nunca onde há dinheiro, e e estruturas ..o investimento é necessário em focos a potenciar, não em focos já potenciados. Acho que é simples, e desnuda a ingerência e privilégios, a despudor do pais , que eu amo.

Re: Regionalização ?...

Obviamente que se exige investimento. Mas um investimento pensado, sustentável e protegido por políticas de criação de riqueza e lógicas de continuidade. O problema é que, por muito que se apela a uma "descentralização", ela não irá acontecer. Quando foi feita a tentativa, o país pronunciou-se de forma negativa. Quando o Santana Lopes anunciou a descentralização de Ministérios (que eu aplaudi de pé) foi o que se viu. Ou seja, tanto o povo como a classe política ainda não estão no patamar evolutivo que se exige a um país dito "descentralizado". Arrisco-me mesmo a dizer que o fantasma de Salazar ainda persiste. Não me supreende nada que daqui a uma ou duas gerações tal se suceda. Por agora, é impossível, por muito que se berre. Pinto da Costa, mesmo com toda a razão do mundo, tece-a sempre sob uma aura referente ao futebol e/ou dependente dessa esfera. Se ele quer, de facto, enveredar por esse debate, que se isole da alçada de dirigente e que o faça nas devidas instâncias. Inteligência para fazer levar a água ao seu moinho ele até tem...e não duvido que, nos locais e horas certas, seria um bom arauto para a revalidação sobre esse debate da regionalização. Enquanto o fizer sobre esta forma "subtil" ser-lhe-á sempre imposto o rótulo (ainda que levantado a hipótese de erradamente) de que o faz sob o signo de que nada tem a ver com a disparidade social e financeira do nosso país.

Re: Regionalização ?...

Essa pseudo tentativa, estava inquinada à partida! A repartição das zonas, era de tal forma, que até per si causava quezílias!! Somado à demagogia propagada , e ás vozes que destilaram demagogice em para semear discórdias , em nome dos seus reais interesses e protegidos. Na altura encontrada para votação, com o caldo assim montado, e os naturais anti corpos semeados, era mais que óbvio o resultado: estava morto à partida. O que também mostrou, é que não querem a continuidade do centralismo, que é um facto sem discussão. Os únicos que pretendem a continuidade deste sistema, é quem usufrui com ele, e pouco está interessado no país real. E são muitos, basta pensar no aparelho montado estadual, e os empregos que gera, e quantidade de famílias que directa ou indirectamente, tem alguém com benefícios da manutenção de postos de trabalho e do poder poder que obriga à concentração de sedes empresa e poder discricionário....a despudor do país real, e do desenvolvimento do mesmo. O que foi rejeitado foi aquele modelo de regionalização, não a regionalização. Aliás, caso não saibas, está redigidio desda a primeira constituição como um DEVIR do país!E nunca foi alterada a constituição neste ponto. É disto que falas!!!?...sem comentários... Convém colocar as coisas como elas são, e não como muitas vezes é vendido nos média, com interesses obscuros...

Re: Regionalização ?...

Resta saber se falas da constituição de 1911 ou da de 1838. :) Para mim, um dos grandes documentos que tivémos foi a Constituição Política de 1838, que redigiu Mouzinho da Silveira...mas também o fez sob o signo dos grandes latifundiários das regiões agrícolas. (atenção: que para mim o redactor da nossa constituição é uma das figuras da História Portuguesa que mais prezo. Disse o que disse simplesmente por saber que o homem também era humano "como as pessoas", como diz o outro). Em 1911 tivémos a fortuna de possuir verdadeiros portugueses num governo que ainda não sabia verdadeiramente governar. Contudo, e voltando ao cerne da questão, a divisão das zonas aquando do referendo foi daqueles pontos de debate interminável. PSD diziam umas, CDS outras, CDU então não se calava com isso. E mesmo mediante a evidência de que centralidade não...mas regionalização também não...só consegui retirar que este povo tem medo da mudança e não se decide. Para todos os efeitos, no documento preliminar respeitante à regionalização, não havia nada que impedisse a reformulação das fronteiras regionais. Nada impedia subsequentes debates, após formação dos governos regionais acerca de novas delimitações. Aliás, se bem me recordo, até foi o Alentejo a única grande região que merecia aceitação unânime em termos fronteiriços. Com isto quero simplesmente afirmar que algo desse género nasce enquinado à partida neste país. Só lá vai com insistência e tempo, como até é paradigmática a nossa Constituição (entre 1822 e 1911 houve merda que dava para encher o Alqueva). O que eu critiquei no pós-referendo foi a passividade e inépcia com que foram retiradas conclusões dos resultados, fruto, creio, do sentimento de desconfiança e medo que se generalizou com tamanha alteração à infra-estrutura social e política de um país de mentalidade envelhecida e tacanha. Não duvido que houvessem interesses obscuros por trás de tal momento...mas outra pressão devia de ter sido feita, pelas entidades competentes. E custa-me a acreditar que os grandes investidores se queiram limitar a Lisboa, como é paradigmático o que se tem vindo a passar no Alentejo e mesmo no Douro. E pegando em Douro, espero que me perdoes responder-te aqui ao teu outro comentário, mas peço desculpa se alguma vez ficaste com a ideia de que tinha aversão ao Norte. Muito pelo contrário. Adoro o meu país, tudo aquilo que ele é, mas muito mais o que ele devia de ser. Como disse, aprendi a respeitar a individualidade de cada região: a luz e a melancolia do Alentejo; a beleza edílica das Beiras; a dinâmica repentina da Estremadura e Ribatejo; as verdadeiras pinturas naturais que é Trás-os-Montes e Alto Douro; a fantástica e luxuriante paisagem do Minho, etc, etc...com a vantagem de que se come e se bebe maravilhosamente bem em qualquer lado. :) Devo confessar que do Algarve gosto pouco. Cada vez que lá vou e recebo sempre uma ementa em inglês para escolher o que vou comer num restaurante gerido por portugueses que falam tudo menos a língua de Camões, fico um bocadinho fodido...mas aquele litoral é de um requinte e de uma calma sem igual. E dá-me a sensação que defendemos a mesma coisa...mas seguindo posturas diferentes, meu caro. Há sempre várias vias para um mesmo objectivo. Só espero é que ambos ainda o consigamos presenciar.

Re: Regionalização ?...

Primeira constituição, pós 25 Abril de 1974. Nunca foi alterado, e já houveram alterações, inclusivamente após o referendo.