Interdição do Estádio do Dragão? | Relvado

Interdição do Estádio do Dragão?

 

Assistimos uma vez mais ao lado mais negro do espectáculo de futebol. No último clássico Porto-Benfica houve de tudo mais uma vez, apedrejamentos, bolas de golfe e isqueiros no relvado, e até mesmo um frango que os stewards deixaram passar. Cenas que todos nós certamente lamentamos mais uma vez.

O que questiono é... e o que se faz para impedir ano após ano este tipo de situações? Serão os 4.200 euros em multas ao FC Porto relativas a este jogo que impedirão o clube de no próximo ano deixar propositadamente que se faça o mesmo? Onde está a verdade desportiva com esta intimidação aos olhos de todos e já dentro das quatro linhas? Não bastavam os jogos de bastidores? Pergunto: andam a brincar com o futebol? Como querem que as pessoas vão ao futebol neste ambiente hostil?

Em minha opinião o Estádio do Dragão devia ser interditado alguns jogos. O que aconteceu foi grave de mais. Concordam Relvas?

FC Porto:

Comentários [106]

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Este artigo demonstra toda a azia deste user!

LOl! eu sei que deve estar a custar,mas melhores dias virão(piores parece ser dificil).
Podias ter discutido este tema de outra forma,não individualizando,falando de todos os estádios portugueses em geral.Aí teria de te dar razão,Seria a favor de medidas sérias e mão pesada para quem transforma o espectáculo do futebol em uma guerra e faz com que familias não possam ir aos estádios ver os melhores jogos de futebol.

Assim só me posso RIR!!Estás a fazer uma figura patética,a dor e vergonha do que se passou no último fim-de-semana tolda-te o juízo,estás cego e não queres ver...

Artigo disparatado, comentários imbecis

Creio que este artigo e os comentários que se podem ler a esse mesmo texto evidenciam os motivos que me fazem cada vez mais distanciar deste relvado em que deixei de encontrar motivos de interesse e de discussão séria..
Um benfiquista, a quem até já vi escrever coisas com interesse, faz um artigo sem ponta por onde se lhe pegue! Não que não ache que não deva haver punições para quem atira bolas de golfe ou outras coisas do género, mas porque tenta meter no mesmo saco coisas absolutamente anedóticas como a história da galinha, com atirar objectos, baralhando coisas que se passam bem fora do estádio com o que se passa dentro, e tentando criar uma idéia de terror que não existiu! Pior, é esquecer que, no seu próprio clube já se passaram coisas bem piores sem despertar a mesma indignação do autor e que, para haver justiça, não se podem dar "uns jogos de interdição" de acordo com os gostos de um qualquer adepto de um clube! Claro que entendo bem que é a humilhação sentida no domingo que faz falar assim, tentando minimizar as mágoas com idéias que mais não são que dar largas à inveja, sentimento tão português! Só que é um artigo tão fraquinho que espelha bem este relvado em que apenas mudou o aspecto exterior!

Mas se o artigo é mau, os comentários conseguem ser piores! Bem piores! Destaco dois pelo seu ridículo e pelo ódio e violência de que fazem apologia! Comentários como estes são uma amostra do que existe de pior no futebol português, em falta de senso, clubite aguda e falta de princípios e de que este moribundo relvado acaba por ser eco! Vou destacar dois por serem o expoente máximo do que se pode fazer de pior:

1 - O comentário do txdcom que começa por ser apenas delirante enquanto fala de "A Bola" e diz uns disparates sobre algumas coisas que se passam no jornal oficioso do seu clube como "O take over absoluto d'A Bola' pela asquerosa facção anti-benfiquista atingiu um limite pornográfico " algo que só pode merecer uma sonora e bem gostosa gargalhada de quem acompanha ao longo dos tempos o jornalismo desportivo, tem contudo algo de verdadeiramente mau: o tom constantemente insultuoso para com todos os que não partilham dos seus gostos clubísticos, sejam jornais, jornalistas (onde aliás demonstra uma ignorância bem grande provavelmente por não ler os jornais que acusa sem conhecer) ou simples adeptos e a forma violenta como apela ao ódio e à intolerância, chegando ao ponto de criticar os Super Dragões por cânticos, bem imbecis e anti-desportivos é certo, mas que os apaniguados do seu clube imitam em todo o lado! O pior cego é o que não quer ver!

2 -. Ainda pior é o comentário do leaovivo, personagem (clone?) que nos habituou às mais absurdas e pouco inteligentes observações mas que, desta vez, ultrapassa-se promovendo a violência e sugerindo o seu uso como política para o seu clube ser "respeitado"! Um verdadeiro espanto num fórum destes!

Outros se podiam citar mas não vale a pena! São comentários do mais baixo que se possa imaginar, apenas servindo para promover a inveja e a tentativa de denegrir os êxitos dos outros em vez de promover o esforço para ser melhor e capaz de os ultrapassar! Enfim, Portugal naquilo que tem de pior! Mas que era bem dispensável num fórum onde ninguém já vem comentar futebol!
Tenho pena deles, mas sobretudo deste relvado onde já me diverti bastante!

O projecto sem tijolo.

Durante a noite do jogo, recebi um SMS:
“Ficou faltando um tijolo para a reforma da arca frigorífica” – dizia ela.
“Envio o projecto inicial, e o jeito que umas centenas de trolhas irão dar para compensar a falta”. De um lado pensei no desenho que o arquitecto fizera: harmoniosas fileiras com abertura para uma exagerada ventilação. De outro, o projecto que resolvia a falta de tijolo: um verdadeiro quebra-cabeças no sentido concreto, onde estranhas bolas de golfe se misturavam sem qualquer estética. “Comprem umas bolas e levem uma galinha, ajudem a colocar o ultimo tijolo” – Proferia um trolha, tentando sensibilizar a multidão. E assim foi feito, o desenho secundário foi eleito.
Naquela noite pensei algumas vezes no ocorrido: quantas vezes pela ausência de um tijolo, comprometemos completamente o projecto de uma vida.

Saudações

Na Luz vão receber o FCP com flores

Acho que está na altura de subires de nivel.

.

Deve haver um equívoco, lamento mas não o conheço, nem tenho intenção de - “…de subires…”, que intimo é o seu pensamento. Ascender? Você já alcançou o limite de sua elevação, enquanto eu ainda estou crescer. Uma boa noite.

Resposta errada

Subir de nivel é simples, deixar picardias de lado e falar de futebol, sim, de futebol. Considero-te uma pessoa respeitável e respeitada, como tal acho que há assuntos que devem ser lidos de outra forma.

Meus Cumprimentod.

Agora sim...

...os 5 secos que enfardaram na peida começam a dar gosto...

Cambada de fustrados...lá pensavam eles que era este ano que nos arrumavam de vez ...

Concordo

Até os mais moderados cospem bilis.

'A Bola' (1945 - 2010) - R.I.P.

O editorial de Vítor Serpa hoje n'A Bola' – lido na Internet, dado que 'A Bola' de Terça-Feira dia 9 de Novembro de 2010 alcançou, subitamente, a dúbia honra histórica de se tornar o último exemplar por mim adquirido - assume a natureza de um epitáfio. 'A Bola' morreu – já estava moribunda há muito – numa perspectiva objectiva e economicista, porque a prostituição a que se entregou alienou finalmente uma parte fundamental do público que lhe garante o ganha-pão; e morreu, numa perspectiva subjectiva e emocional, porque traiu todos os ideais e a memória colectiva do seu passado de tal forma que deixou, efectivamente, de ser o jornal que foi durante décadas.

O epitáfio é bizarro na sua génese, dado ser escrito pelo coveiro. E é um epitáfio que envergonha de forma canalha a memória do que foi a enterrar.

Já apelei diversas vezes, aqui e no programa, a que se deixasse de sustentar a grande maioria da carneirada assalariada do jornalismo desportivo, e muito especificamente os hipócritas do jornal não oficial da lagartagem, o Pasquim (Record), e os moços de recados e capangas dos andrades d'O Jogo. Não faz sentido sustentar quem nos ofende todos os dias.

Confesso que ainda comprava 'A Bola' por algum respeito à sua história de dignidade e por lhe reconhecer ainda, aqui e ali, laivos de salutar independência que não vislumbrava em mais lugar algum, apesar do crescente anti-benfiquismo (evidente nas colunas dos estafetas de serviço dos andrades e dos patetas da lagartagem), e da linha editorial ditada por rafeiros (sinto-me legitimado a usar o termo) da estirpe do Carlos Pereira Santos, com o beneplácito de hipócritas de estômago exigente como o Vítor Serpa (digo isto com propriedade: já o vi a encher o bandulho com um abandono assinalável em Galas do Benfica, apesar de disputar a data histórica subjacente à existência das referidas Galas). Comprava-a ainda, exactamente, por muito poucas outras razões, como a presença do RAP aos Sábados.

Isso acabou, definitivamente, na Terça-Feira passada. O take over absoluto d'A Bola' pela asquerosa facção anti-benfiquista atingiu um limite pornográfico e reminiscente de regimes históricos ironicamente semelhantes ao que vigora no clube dos andrades, o que se tornou particularmente evidente através dos cada vez mais frequentes e menos discretos gestos de vassalagem aos criminosos que amordaçam o futebol português. A promoção sistemática e desavergonhada dos activos dos andrades, a lavagem pública e a relativização de arbitragens vergonhosas, os ataques crescentes e as ofensas ao Benfica e aos seus responsáveis por parte de gente com responsabilidades editoriais, a velhacaria de colunas e colunas e colunas de propagação da mensagem anti-benfiquista sob o manto de artigos de opinião de gente adepta de clubes com práticas reconhecidamente criminosas e dos clubes seus lacaios mostram, sem sombra de dúvida, que 'A Bola' de hoje envergonha 'A Bola' do passado e mais não passa do que outro veículo de propaganda de laivos goebbelsianos à máquina (sistema, se quiserem) que controla o futebol neste país. Poder-se-á argumentar que 'A Bola' de hoje mais não é do que o espelho do que este país se tornou: um paraíso da impunidade, da hipocrisia e da corrupção (moral e económica), onde as mais aviltantes afrontas à verdade e à decência passaram a ser encaradas com normalidade. Um país onde o conformismo vai corroendo a indignação, um país onde já se acha que ‘as coisas já são assim há muito tempo, não há nada a fazer’ e um país onde se aceita com a normalidade gerada pela repetição impune que cretinos e capangas de gente sem vergonha promovam o ódio e a divisão e cantem ‘SLB SLB SLB fdp SLB’ pelos estádios desse país fora.

Poder-se-á argumentar que sim, 'A Bola' apenas reflecte o esgoto falido onde está inserida, mas durante muito tempo lutou e quis ser melhor do que isso. O funeral a que agora se assiste assume a forma do sopro final e falência moral de um jornal desportivo.

Tenho, genuinamente, pena. É uma parte emblemática da minha memória afectiva que morre de forma pouco digna.

Quanto aos responsáveis d’A Bola', cheira-me que fizeram mal as contas. As contrapartidas pelo canalha acto de vassalagem não vão compensar a pancada onde lhes dói mais (e vamos ver se o Vítor Serpa ainda se poderá continuar alegremente a gabar de dirigir "um jornal que, felizmente, continua a ter assinalável sucesso e, por isso, não se torna notícia por fazer despedimentos colectivos"). Depois não se esqueçam de ir pedir um tacho ao Mestre Pinto. Pode ser que precise de distribuidores de fruta ou de porteiros para as casas de alterne.

http://tertuliabenfiquista.blogs.sapo.pt/

+ 1 divertido

Perdi 1 minuto a ler isto.. Dass.. Tu identificavas-te com a escrita do RAP? As últimas 2 crónicas que li dele, falavam de tudo menos do seu clube, aliás, só falava de futebol quando mencionava o FC Porto, e já com uma atitude derrotista, prevendo um desgosto enorme.. Coitado. Nem quero imaginar como estás caro relva.. Tu, Rap e Leonor Pinhão. Caso não saibas há vida para além do futebol lol

Fodass é preciso ter lata. ó

Fodass é preciso ter lata. ó Zefil, tu passas o dia no relvado, eu venho cá 2 vezes por semana, e eu é q preciso de arranjar outra vida? hehehehehehehe... vai lá criar outro clone! triste figura corrupta!

és tu rato fedorento???

És uma comédia meu caro amigo! Um lampião como tu preocupado com a censura no pais.. eheheh que ironia do car***

Viva o 25 de Abril!!!

Lata?

ahahahah, 5 na peida!!! toma lá este http://www.youtube.com/watch?v=AGfERB5j3Fk&feature=share

LoL

You`re funny dude. Sou o Oh_Dae_Su, qual Zefil.. Sou o Miguel Sousa Tavares lol

não fiques tão aparvalhado zefil.

não fiques tão aparvalhado zefil.

Ok.. sou o Zefil

A escrita é diferente, ele já possui maturidade, etc.. Como é que nos confundes.. Sou o noko pá.

lolllllllllllllllllllllll

lolllllllllllllllllllllll

Ve isto

Abenfica acusado de ser anti- SLB???

Realmente um tipo consegue ver de tudo na vida. Um adepto do SLB a criticar o jornal Abenfica... É de rir e anedótica. mas ilustrativa do fanatismo doente de muita gente. Ora um jornal que anda ao colo com o SLB á DÉCADAS, almoça com os dirigentes do SLB e coloca na 1º páguina noticias que a direcção do SLB quer, consegue fazer capas e capas, com o almoço do jogador do SLB X, jantar com o Y, lanche com o Z. faz um trabalho de promoção ao nível do jornal uinterno do SLB, é acusado de ser anti-SLB??? Puxa, isto é que eu chamo ser pobre e mal agradecido. Qualquer dia ainda vão dizer que o PC também manda no Abenfica.lolololllllllllll .. Como se perde a noção do rídiculo.

Tem calma mercurio44. ainda

Tem calma mercurio44. ainda te dá uma taquicardia, morres para um canto e deixas um cheiro q nem se pode.
como é óbvio tu não sabes o q é a liberdade de expressão! mas ninguem fica admirado com isso. essa liberdade serve para informar e não para escolher a informação a seu belprazer, como fez o jornal "abola". serve para os jornalistas serem imparciais, e não parciais como foi o v. serpa.
PS: O texto q foi censurado foi o do José Quintela (lagarto)! Não foi o do RAP!

Mais 5???

Quanto aos insultos foleiros, parabéns, estão ao teu nível me não seria de esperar outra coisa.(certas coisas não se ensinam).
Quanto ao jornal A5bendica, é preciso ter memória de piriquito para vir falar em imparcialidade, para dizer o minimo. Um jornal que cresceu colado ao 5LB , um jornal de publicidade gratuita ao teu clube é acusado de anti-5LB??
Quanto ao conhecimento de liberdade de expressão, tu teres direito a escrever as idiotices que te apetece neste site é o melhor exemplo como TODOS aqui são a favor da liberdade de expressão.
O TEU problema é que apanhar 5-0, deve doer, a dor que deve pairar nessa alma é tremenda pois o teu fanatismo é de último grau. Por iso, nem os adeptos do SLB aqui no site te defendem, porque veêm a tua pequenez em cada palavra que escreves. Doença, fanatismo exarcebado, perda da noção do rídiculo,escolhe o teu problema.
E agora podes continuar a insultar, porque é a conversa do teu nível.. para terminar, dá cá 5!!!!!!

DIZ UM SPORTINGUISTA ASSIM

SÓ QUERIA QUE EM ALVALADE FOSSEMOS ASSIM- digo o seguinte a este amigo que só é possivel se criares terror o visitante ter tanto medo seja o benfica ou porcoporto quando se matar em alvalade de forma violenta 1 ou 2 gajos , ai sim serás respeitado é como na tua rua ou tens fama e proveito de maluco , ser um sacana , caso contrário és o otário clube de bons principios diferentes , santinhos é que somos , vê só o que fizeram a estes jogadores e não foi em alvalade mas os castigos foram pedidos pelos directores dos porcosbenfa- e porporto-- ao joão pinto no mundial-- sá pinto com artur jorge , foram quase irradiados ,,,, imagina tu em alvalade entrares dento do relvado e apertar o pescoço árbitro , lexivia nas cabines seguranças a fazer o carreirinho para os visitantes levarem um valente apertão , o sá pinto no banco como o boxeor do porto e dar neles e não no liedson- tinhas lá aquele velhote espanhol , pessoa simpática ,, não de óculos escuros corredores toneis ... olha o sporting a unica vêz que me lembre foi na tapadinha era eu ainda jovem entramos dentro do campo levámos 8 jogos ,,, qual foi o clube em portugal com semelhante castigo,,,, é como digo só matando é que temos saluma possibilidade ,,,

...História de 50 anos do desporto português

1945

Do Júlio de Matos para a Luz

Pouco depois de ter ganho o Campeonato Nacional de futebol, o Benfica recebeu do director da Fazenda Pública notificação de despejo da sua sede, um palacete à Avenida Gomes Pereira. Depois de alguns complicadas negociações, o Estado aceitou a proposta da Direcção de Félix Bermudes para compra do edifício, por 700 contos, pagáveis em 15 anos.

Em 1925, o Benfica inaugurara o campo de jogos das Amoreiras, considerado, então, dos melhores da Península Ibérica. Em Junho de 1940, expropriado pelo Governo de Salazar, seria esventrado pela avenida de acesso ao Viaduto Duarte Pacheco. Mudaram-se os benfiquistas para o Campo Grande. Simbolicamente, em «Estafeta da Saudade», os seus mais prestigiados desportistas transportaram para o novo campo pedaços de terra dos do passado. Só que a grandeza do clube que crescia já ali pouco cabia...

Em Agosto de 1945, Aires da Fonseca entregou na Câmara Municipal de Lisboa o projecto para um grandioso estádio de futebol que se estendesse por uma área de 150 mil metros quadrados, com «balneários de luxo» e «centro de repouso para atletas». A edilidade predipôs-se a ceder ao Benfica terrenos à beira do Hospital Júlio de Matos, mas, por razões que se desconhecem, acabou por escolher outros espaços, um pouquinho mais a norte. Era o sonho. Pouco depois, já no ministério de Manuel da Conceição Afonso, o presidente-operário do Benfica, lançaram-se as sementes do Estádio da Luz, estimando-se gastos na ordem dos 20 mil contos e uma lotação de 45 mil espectadores, três vezes mais do que aqueles que cabiam nas bancadas da «Estância de Madeiras». Era o tempo do boom e, no ano seguinte, a Direcção do Benfica acabaria por fixar em 15 mil o número máximo de sócios, «por exiguidade de instalações».

A aposta nas Antas e o bonito gesto do presidente Cesário...

O F. C. Porto, então com pouco mais de 8000 sócios, debatia-se com problemas semelhantes. Sem campo próprio, jogava no Lima, pagando ao Académico, de aluguer, um por cento das suas receitas. Para a construção do seu parque de jogos foram adquiridos, em 1942, por 240 contos, terrenos na Vilarinha. Seriam vendidos, pouco depois, por 1440, lucro que permitiria a compra do espaço onde haveria de nascer o Estádio das Antas, fruto, sobretudo, do empenho de Cesário Bonito, seu presidente entre 1944 e 1947, que, depois de se iniciar como futebolista no clube, se transferiria para a Académica, até concluir a formatura em Medicina. Muito quente fora sempre a sua paixão pelo clube, de tal modo que sempre se recusara a jogar contra o F. C. Porto, cujo brilho, no futebol, empanara já, não passando as suas vitórias dos campeonatos regionais.O sucesso conjugava-se no andebol (então de... 11). Em 1945, o F. C. Porto arrebata, pela sétima vez consecutiva, o respectivo título nacional — e, por isso, com ácida ironia, em Lisboa, se dizia que não tardaria a mudança de nome para... Andebol Clube do Porto, que talvez assim passasse a ganhar alguma coisa no... futebol, então resumido a «três grandes». Grande era o Belenenses...

Fiscal de linha que anulou dois golos ao Belenenses

No campeonato de 1945/46, os futebolistas da «Cruz de Cristo» só perderam o sonho da conquista do título quando, com a meta à vista, baquearam, no Lumiar, diante do Sporting, num jogo marcado por peripécias desconcertantes: o árbitro, Domingos Godinho, validou três golos aos azuis, mas um juiz de linha, de nome Rosa, fê-lo anular dois, ameaçando ir-se embora, se as suas decisões não fossem acatadas. Foram. E o Sporting venceu por 2-1. A Taça de Portugal de Portugal acabaria por ser o primeiro acorde mágico dos violinos. E o último momento de glória de Joaquim Ferreira, seu treinador, que um mês volvido, seria barbaramente assassinado no Parque Eduardo VII.

Esses eram tempos de amadorismo mais ou menos hipócrita. Empecilho ao golpe de asa. Peyroteo recebia do Sporting 700 escudos por mês. Mas, por cada minuto de atraso ao treino eram-lhe descontados... 70. Amador se considerava, como os demais, e, por isso mesmo, o Governo salazarista impediu a Selecção de futebol de disputar os Jogos Olímpicos de Londres.

Cândido de Oliveira abespinhava-se. Bradava, vezes sem conta:«Os futebolistas portugueses são amadores que recebem salário e descontam dois por cento para o Desemprego.» Os clubes só não geravam já grandes lucros porque os glutões do Fisco tinham o futebol bem cercado. Dos 4615 contos que o Campeonato Nacional rendeu, apenas 2900 contos couberam aos clubes! Mas, pressentiam-se já sinais mais ou menos velados de mudança.

1946

Ginástica, «Torres», cornetas e lágrimas

Arrebatante a tradição — ou a vertigem — dos «quinze minutos à Belenenses», marcada, como em desafio à glória, por toques especiais de apitos e cornetins, entre os seus adeptos. No último quarto de hora viravam-se resultados, conquistava-se ouro, no ardor épico da galhardia de pensar que tudo era possível. E era. Foi assim no jogo que tudo decidia, contra o Sport Elvas e Benfica, na última jornada do Campeonato Nacional de Futebol da I Divisão. Ao intervalo, os elvenses venciam por 1-0, resultado que servia ao Benfica, ainda a viver a euforia de uma vitória histórica sobre o Sporting, por 7-2! À passagem dos 75 minutos, o Belenenses empatou, por Quaresma, que despertava de madrugada e ainda noite feita apanhava o cacilheiro para poder estar nas Salésias à hora do treino, trabalhando, depois, como, afinal, todos os outros, o resto do dia, como electricista. Cinco minutos depois, através de Rafael, o golo que valeu o título. E a festa toda de azul e oiro — de sangue, suor e lágrimas.

Comovente, asseveram as crónicas, os homens da «cruz de Cristo», unidos num abraço longo, no centro do terreno, com as faces inundadas de suor, desfeitas também em lágrimas. Rafael, que decidiu, nesse preciso momento, abandonar o futebol, «para poder sair em beleza — campeão», confidenciaria, depois, que nunca julgara possível chorar-se, assim, de alegria.

Para Capela, guarda-redes e estudante de Letras, o êxito ficara a dever-se às duas duras sessões de treino semanais, «uma de ginástica e outra de bola», que todos os jogadores «faziam com sempre renovado prazer na emoção das Salésias», antes ou depois de mais um dia de trabalho. Feliciano, a mais apaixonante das «torres de Belém», sentira o título, garantiu ele, como a recompensa de Deus por uma partida do destino: não muito tempo antes não pôde alinhar contra a Espanha, no Estádio Nacional, por ter «engordado dois quilos durante o estágio». A mágoa andou consigo durante semanas e semanas. Mas, aquela «tarde mágica» de Elvas tudo apagou. E, talvez por isso, já depois de ter marcada viagem para o Rio de Janeiro, no Serpa Pinto, para aventura que o levaria para o Vasco da Gama, rasgou o bilhete e continuou nas Salésias, na ilusão de outras tardes, de outras glórias. Seria em vão, mas... «Quando terminou o encontro de Elvas estávamos todos arrasados, completamente exaustos, mas mesmo assim ainda tivemos ânimo para chorar de felicidade, como Madalenas inconsoláveis. Tinham sido os mais emocionantes 15 minutos à Belenenses...»

Quase mil contos para o Belenenses ser campeão

Um título que custou ao Belenenses 957 317$29. As receitas não chegaram a 668 contos. O prejuízo cifrou-se, pois, em 282 428$37. Mas valeu a pena. O Benfica, que nesse ano gastara 915 270$25, dos quais 85 250$00 para pagar ao treinador e 425 883$00 para subsídios aos jogadores, fechou um ano com um prejuízo de apenas 81 428$35 porque as suas receitas foram de 833 787$90. Números semelhantes envolveu o futebol do Sporting.

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1947

Não foi desafio foram... dez a fio

A anedota perdurou no tempo: aquilo não foi um desafio, foram... dez a fio. Era a pátria humilhada. E, na tribuna de honra, lívido, incrédulo, Carmona, entre uma submissa corte de ministros, secretários de estado, directores gerais, que, como os outros 60 mil, peregrinaram ao Jamor na ânsia de feito épico, a troco de 50 escudos...

Antes, era verdíssima a esperança. A selecção em estágio na Venda do Pinheiro. Não havia jogador que pensasse na derrota. Nem sequer Travassos, que lá chegara exausto da recruta, onde perdera quatro quilos. Na véspera do jogo, Peyroteo tocou piano, Amaro, Moreira, Serafim, Francisco Ferreira e Vasco jogaram bilhar, horas a fio. Pequena fricção apenas quando Augusto Silva, treinador de campo, recusou, por questão de disciplina, a Peyroteo e Amaro dispensa de algumas horas para se deslocarem ao Pavilhão dos Desportos, onde se disputava o Campeonato do Mundo de hóquei em patins.

Antes de subirem ao relvado, Tavares da Silva, o seleccionador nacional, ordenou aos pupilos que «cumprissem o seu dever, que não se recriminassem, que não lançassem censuras uns aos outros e que obedecessem a Cardoso». Ordem e... patriotismo, pois. «Sabemos que temos valor, é pois necessário demonstrá-lo, por isso lutai galhardamente pela camisola que trazeis vestida.» Nas crónicas se diz que os corações bateram mais depressa, os peitos encheram-se de ar e alguns olhos também de lágrimas. E mal sabiam o que os esperava...

Azevedo aborrecido por o seleccionador não lhe ter dito para se aleijar...

No primeiro lance do desafio, o primeiro golo de Inglaterra. Depois, a farândola deles. Até 10. Aos 27 minutos de jogo, já os ingleses ganhavam por 4-0. Tavares da Silva troca de guarda-redes: Capela para o lugar de Azevedo. O sportinguista empertiga-se: «O seleccionador podia ter dito para eu me magoar e eu, que diabo, magoava-me. Agora ser susbtituído assim, perante o público...» Entretanto, Feliciano partira a cabeça, jogando alguns minutos com sangue a escorrer-lhe pela cara. Talvez nunca, como naquele momento, desejasse ser substituído, mas... Desconcertante: pouco depois, o seleccionador grita para dentro do relvado: «Cardoso, magoa-te e sai do campo e diz ao Amaro para tomar conta da equipa.»

Ao intervalo, 5-0. Golos de Mortensen, Lawton (3) e Finney. Capela, que ainda só sofrera um, sente-se em pânico. Diz para Rogério: «Não calculas o meu estado. O chão fugia-me debaixo dos pés e só via aqueles tipos à minha frente.» Na cabina, nervos em franja. Ninguém toca nas laranjas, no chá, nas laranjadas... Na segunda parte, dose repetida, mais cinco golos, marcados por Mortensen (3), Lawton e Matthews. Peyroteo, ante os apupos do público, desabafa: «Ontem aclamavam-me, hoje, cortavam-me a cabeça, se fosse preciso.» Sic transit gloria mundi...

...Serrar madeira, cavar, carpintejar...

De súbito, houve quem quisesse transformá-los em proscritos da pátria humilhada... Ribeiro dos Reis e Cândido de Oliveira, perfeitamente a par do movimento oficial que acusava os jogadores de mau comportamento desportivo, tentaram pôr água na fervura de mais uma invasão da área desportiva. Ribeiro dos Reis escreveu: «Não se exagere, os nossos jogadores não valem tão pouco como o resultado deixa transparecer.» Cândido de Oliveira utilizou o «desastre nacional» para colocar, de novo, dedo na pústula: «A treinar com o relógio no pulso, ou uma vez por semana, e a jogar ao domingo, depois de uma semana inteira a serrar madeira, a cavar, a carpintejar — ou a jogar hóquei... nunca poderemos igualar, no domínio técnico, ou no domínio da ciência do futebol, aquelas máquinas-de-jogar-futebol que são 100 por cento profissionais, como os Lawtons, os Matthews, os Imbellonis, os Martinos, os artistas que o futebol pode criar.»

No rescaldo do jogo, num artigo denominado «Depois do Temporal», Cândido de Oliveira afirmou: «O seleccionador não foi responsável.» Foi uma atitude digna de mestre Cândido, dado o permanente estado polemista sustentado por ele e por Tavares da Silva. E explicou, com a desenvoltura que lhe era peculiar: «O futebol é, para os ingleses, o jogo desportivo nacional por excelência. É praticado por todos, desde os colégios dos nobres às escolas dos plebeus e, pode acrescentar-se, ele constitui, na sua estrutura, na sua organização e, até, nas suas consequências, um dos sólidos esteios do espírito democrático do seu povo.» Subtilmente, enquanto defendia o seleccionador da forte derrota, o democrata Cândido de Oliveira igualava os colégios dos nobres e as escolas dos plebeus no democrático interesse pelo futebol.

Stuart, o gigante e o pigmeu...

Entretanto, tomava-se conhecimento de que tinham sido suspensos os jogadores da Selecção Nacional, até à conclusão de um inquérito ordenado pela FPF, não podendo, por isso, actuar pelos seus clubes, no... Campeonato Nacional. O comunicado, assinado pelo dr. Faco Viana, secretário-geral daquele organismo, indiciava «falta de necessária correcção desportiva»!

Na sua primeira página desse dia, «A Bola» publica uma foto de João Azevedo, guarda-redes nacional, sentado na relva, com legenda cruciante: «A primeira vítima da superioridade indiscutível dos ingleses: João Azevedo, guarda-redes nacional, foi mandado sair do campo quando o resultado estava em 4-0.» Ao lado, uma ilustração de Stuart Carvalhais: um gigante chutando à baliza defendida por um pigmeu. Bem ao seu jeito.

... A mão pesada do nepotismo que chegara ao futebol

Nos primeiros dias de Junho, sentiu-se, finalmente, a mão pesada do nepotismo que chegara ao futebol, expressa no despacho exarado pelo ministro da Educação: «Em resultado do inquérito por motivo de factos relacionados com o último desafio Portugal-Inglaterra, em futebol, foram punidos com um ano de suspensão o capitão da equipa nacional, Álvaro Cardoso; com seis meses, o jogador Manuel Capela e com dois jogos de suspensão os seguintes jogadores: Travassos, Vasques, Peyroteo, Azevedo, Vasco de Oliveira, Francisco Ferreira, Amaro, Moreira, Rogério e Barbosa. Foram isentos de culpa os jogadores Albano, Jesus Correia, Feliciano, Patalino, Araújo e Pacheco. Nas penas impostas, são levados em conta os jogos perdidos durante o tempo de suspensão provisória.»

Jogadores suspensos, a honra da Pátria salva assim, ficou a saber-se que o Portugal-Inglaterra de má memória, dera 1657 contos de receita bruta, mas que, depois de deduzidas as despesas, ficaram pouco mais de 400 para a Federação. O resto foi para os cofres do Governo, que castigou quem suou e só pecou por não conseguir suster a torrente de futebol britânico, como nunca se vira, para desgraça nossa...

1948

Peyroteo, reumático e dentista de Ghandi

Impressionante. Para revalidar o título de campeão, o Sporting precisaria, naquele mês de Abril ao rubro, de bater o Benfica, no Campo Grande, por mais de dois golos de diferença. Parecia um dos «doze trabalhos de Hércules». Mas não. O Sporting ganharia por 4-1, no que haveria de ficar celebérrimo, em desafio do... «Pirolito» e de Peyroteo, que cometeu a proeza de apontar os quatro golos dos leões. E, como que por divino capricho, logo após a peleja, o avançado-centro sofreu um ataque de reumatismo, que o pôs de baixa alguns dias! Se tivesse sido algumas horas antes...

Mas esse foi, também, o Campeonato da honra, posto em jogo por um treinador de dignidade intocável: Cândido de Oliveira, que os próprios dirigentes leoninos acusaram, antes do dramático desafio, de pretender favorecer o Benfica — que era, assumidamente, o seu clube de coração, ajudando a fundá-lo, lá jogando, fulgurando — delineando táctica suicida. Na véspera, quando os directores lhe insinuaram isso, Cândido virou-lhes as costas, prometendo, surdamente, a vigança em lugar certo. Nesse dia recusou-se até a palestrar com os jogadores, que estranharam vê-lo assim sorumbático. Estava de orgulho ferido.

Não foram de especial animação os últimos minutos antes da subida ao campo. Intrigantemente sibilino, só pediu aos pupilos que fossem eles próprios. Foram. A sua estratégia resultara na perfeição, o Sporting averbava, assim, mais um título de campeão, outorgando-se, também, da monumental Taça de «O Século». E gelando a euforia dos festejos nos balneários, disse apenas que se demitira. Todos pensaram que era mais uma das suas deliciosas blagues. Costumava dizer-lhes, entre muitas outras coisas, que fora dentista de Gandhi, que caçara elefantes brancos na Índia, que... que... que...

Mas, naquela vez, era verdade. Acabaria por voltar atrás, passados alguns dias, simplesmente porque o dirigente que insinuara o conluio com o Benfica, com os olhos marejados de lágrimas, lhe foi pedir que reconsiderasse que ele já se demitira. Cândido de Oliveira, que se encontrava no «Diário Popular» a ultimar mais uma edição de «A Bola», sensibilizou-se e susurrou apenas: «Tocou-me fundo a sua atitude, por isso só continuo treinador do Sporting, se continuar dirigente.» Continuaram ambos. E o Sporting continuou a ganhar, com os mais belos acordes da sinfonia que ele criara, na magia dos violinos de ouro...

DGD ao lado do patronato, apesar de Scopelli...

Verão quente também nas Salésias. A notícia causou agitação nos meios desportivos, dada a estima que os adeptos do futebol mantinham pelo grande jogador que Scopelli fora: o Belenenses, clube que o acolhera quando regressado de França, fugido da guerra, dispensara-o, após incidente com o presidente do clube, dr. Octávio de Brito, que, sem pejo, desvendou: «Acabo de expulsar das cabinas, com a ajuda da Polícia, o treinador Scopelli, dispensando os seus serviços por se ter recusado a cumprir uma ordem da Direcção.»

Esclarece-se que a Direcção do Belenenses tinha nomeado uma Comissão, composta por Manuel Florêncio, Manuel Martins e José Monteiro, a fim de orientar o futebol do clube, e Scopelli recusou-se a aceitá-la, logo de início. O conflito rebentou na altura em que se fazia a linha para jogar com «O Elvas», na festa de despedida de Rafael. A Comissão acabou por se manter, com a ajuda de Quaresma, mas o incidente teve grandes repercussões, com o Belenenses a defender a justa causa como motivo do despedimento e a dizer que Scopelli, se quisesse, poderia recorrer ao Tribunal de Trabalho.

Parecia um assunto do foro exclusivo do Belenenses e do velho senhor do futebol. Mas acabou por se desenvolver, também, por outras vias. Foi o caso de o dr. Octávio de Brito vir à praça pública garantir que não dissera ter dispensado os serviços de Scopelli, sugerindo que Cândido de Oliveira, que escrevera a notícia em «A Bola», o ouvira mal ou colhera informações noutras fontes... Ainda antes de recorrer ao Tribunal do Trabalho, apesar da razão moral que lhe parecia assistir, por ter sido compelido a aceitar as decisões dos Corpos Gerentes, que o sujeitavam às directrizes da Comissão Técnica, Alejandro Scopelli ficou a saber, através de um despacho do director Geral dos Desportos, de 11 de Agosto, que o «despedimento resultante de graves incidentes foi legal e legítimo e nem outra solução se poderia adoptar e nenhuma indemnização terá o clube que pagar ao mesmo treinador.» Era assim, em 1948. E assim seria por muitos mais anos. Desgraçadamente.

1949

130 quilos de prata no orgulho portista

O F.C.Porto não era ainda o clube dos insaciáveis dragões das línguas de fogo. As frustrações sucediam-se, cristalizado estava o complexo de inferioridade e a presunção cada vez mais dolorosa de que, em Lisboa, por ardis vários, se teciam manobras para o desfavorecer e apequenar. De queixas dos árbitros se fazia quase só o rosário das suas lamentações. Mas, ano a ano, renascia a esperança de...

No arranque para a época de 1948/49, o F. C. Porto contratou Scopelli, entretanto despedido do Belenenses, na ilusão de que pudesse ser ele o feitiçeiro por que se esperava, sebastianicamente, havia muito. Mas não. De ventos aziagos se fez a época, outra vez. Primeiro contratempo: misteriosa doença atacou Araújo, o único jogador do F. C. Porto com lugar mais ou menos cativo na Selecção Nacional, que, por isso mesmo, com ácida ironia se chegava a chamar Sport Lisboa e... Araújo.

Fora um padre, Marcelino da Conceição, quem o descobrira para o futebol, em Paredes, onde trabalhava como funcionário da Câmara Municipal. Quando Portugal venceu, pela primeira vez no seu historial, a Espanha, foi recebido, na terra, com bandas de música, foguetes e sessão oficial de boas vindas, que os heróis tinham de tratar-se assim. Pouco antes de a doença o atacar, fora contactado por dirigentes do Celta de Vigo e do Arsenal de Londres. De Inglaterra, recebera «proposta milionária, como nunca se vira em Portugal». Mas...

Ensarilhado em problemas, consultado por médicos vários, não entrevia melhoras, antes pelo contrário. Afagava mágoas, dedicando-se à columbofilia. E os portistas suspiravam por ele. Entretanto, o Centro de Medicina traçou-lhe, implacável, o destino: «Para o futebol, é caso liquidado.» Sem mais. Por um feliz acaso do destino, um médico portuense, José Fernandes, descobriu-lhe a origem da mazela. «A grande lesão que eu tinha nos rins, não era nos rins, era na garganta. Era uma lesão crónica que me fazia engolir continuamente o pus que dela dimanava. E era esse maldito pus que me provocava o sofrimento nos rins, no qual os médicos do Centro de Medicina encontraram o motivo para a minha justa reprovação».

E, assim, pouco depois, Araújo voltava ao futebol. Precisamente numa altura em que o F. C. Porto continuava implacavelmente submetido à triste sina de discreto comparsa à mesa dos grandes triunfadores da bola: Sporting, Benfica e Belenenses — mesmo com Scopelli. De baixa estava, também, Barrigana, que partira um pé num jogo particular, entre as selecções do Porto e de Coimbra, acreditava ele, por não ter jogado com a camisola verde que era o seu talismã. Recusara-se mesmo a ir para a baliza, mas perante os risos de mofa dos directores, lá se dispôs, defendendo-a com a camisola que Mota, do Boavista, lhe emprestara. Pediu várias vezes para ser substituído. Em vão. De súbito, um choque com Bentes, a perna partida. Alguns meses antes o academista passara pelo mesmo suplício, mas por ter caído das escadas de sua casa...

Portanto, naquele ano, para além de um «vitória meio histórica» sobre os super-violinos do Sporting, mas tomada à conta de algum misticismo, o único momento de fervente orgulho dos portista registou-se no dia em que se colocou na sua sede o «maior troféu do Mundo». Um ano antes, o F. C. Porto destroçara, através de meia hora de futebol diabólico, o Arsenal de Londres, então considerada a melhor equipa do Mundo. Feito que não poderia, pois, ficar marcado, nos anais, por meros caracteres. Era preciso prata que o perpetuasse. Assim, um grupo de adeptos do F. C. Porto atirou-se à ideia de subscrição pública para compra de um troféu condigno. Assim se fez a Taça do Arsenal, constituída por duas peças monumentais. Uma, o relicário, pesando 120 quilos, rematado com um grupo escultório constituído por uma figura de atleta, de joelho em terra, dominando um leão, que tem uma bola junto dele. Na mão direita, o atleta ergue um facho, no espaço. Na mão esquerda segura a bandeira do F. C. Porto. Por detrás dele, dominando toda a peça, a figura da vitória.

O relicário tem 2,80 metros de altura e é uma espécie de caixa assente em quatro dragões de prata, com quatro portas de cristal. Dentro dele (troféu), construído totalmente em prata e constituído por três figuras esculturais de mulher, erguendo-se nas pontas dos pés, segurando a taça, circundada por três dragões dominados por três atletas que procuram alcançá-la para beberem dela o vinho da vitória. Na sua construção gastaram-se 130 quilos de prata e, todo o conjunto, pesando mais de 250 quilos, custou, em 1949, 200 contos!

1950

Anginas, desmaio e... Taça Latina

A Taça Latina era sonho quente. Desejo de glória de um povo em busca de si próprio — ou de um qualquer lampejo que dele desse imagem ainda mais épica. E, de facto, as esperanças faziam sentido. Talvez por isso, a FPF até decidiu retirar a Taça de Portugal do seu próprio calendário, sacrificando-a, assim, sem dó nem piedade, em holocausto, aos jogos internacionais da campanha de 50 e à esperança de estarmos presentes no Campeonato do Mundo do Rio de Janeiro. Afinal, não fomos ao Brasil, como era previsível e a campanha internacional de jogos particulares também se nos apresentava desfavorável. Só a vitória do Benfica poderia justificar (e disfarçar o seu ridículo) as exageradas cautelas federativas. E o destino acabou por dar uma ajudinha. Ou muito mais do que isso...

Caminho para a final aberto por um surto de anginas

Na primeira mão da Taça Latina, que teve como palco, imponente, o Estádio Nacional, coube ao Benfica defrontar a Lázio, campeã de Itália. Equipa perigosa, mas infeliz. À chegada a Lisboa, oito dos seus jogadores titulares foram atacados por um surto colectivo de anginas, que os atirou para as camas do Hotel Parque, assim transformado, na aparência, em bizarra enfermaria de campanha. Adiou-se o jogo por três dias, mas, ainda assim, nas vésperas da peleja, havia quem tivesse 39 graus de febre.Com «doses de cavalo» de penicilina e sulfamidas, venceram a inflamação e a temperatura, mas não recuperaram as energias perdidas na epidemia. E, por isso, o Benfica, mesmo jogando mal, ganhou por 3-0, com golos de Corona, Rogério e Júlio, respectivamente aos 5, 23 e 37 minutos, apurando-se para a final com os franceses do Girondins de Bordéus, que bateram o Atlético de Madrid, por 4-2.

O drama dos super-homens durante quatro horas e meia

Dramático, o primeiro jogo. Após prolongamento, 3-3. E tudo adiado para a finalíssima, oito dias volvidos. E tudo foi ainda mais dramático... Só ao fim de quatro horas e meia os benfiquistas conquistaram o jogo, como heróis épicos de uma aventura de homens com a alma para além deles. A equipa almoçou serenamente no bar do Jardim do Regedor, com o presidente Mário Madeira e o vice-presidente Francisco Retorta. Depois do repasto, Ted Smith e Retorta abeiraram-se de Francisco Ferreira, perguntando-lhe se se sentia em condições de jogar. O capitão arrefeceu o seu desejo e, emocionado, desabafou: «Sinto-me em condições, mas prefiro não o fazer. Posso jogar o desafio inteiro, mas também posso falhar. Não jogarei, para nâo prejudicar o Benfica.» E não jogou, sendo substituido por José da Costa.

De autocarro partiram os jogadores para o Jamor. Nervosos, todos. De silêncio se fez a espera. Até que o árbitro, o italiano Bertolio, exigiu fazer o reconhecimento de cada um dos jogadores, para o que tiveram de mostrar o número da camisola e a face, a fim de ele a confrontar com a fotografia colocada nos cartões. Do que suspeitava nunca ninguém soube...

O segundo mágico que despertou o Jamor

Os franceses abriram o activo, logo aos oito minutos, com um golo de Kargu. Estavam já quase vazias as bancadas, a debandada fizera-se em mal disfarçada angústia, quando Arsénio, com um golo espectacular, a escasssos segundos do final, empatou o jogo. E, assim, no Jamor, renasceu a magia da esperança. E os gritos Benfica, Benfica, Benfica ecoaram fundo, num espectáculo impressionante, arrebatante. Mais meia hora, e golos nada. Novo prolongamento. De seguida. Havia jogadores que já se arrastavam, como sombras de si próprias, desfigurados pelo esforço, alimentados apenas por uma réstia de esperança. Moreira, o «Pai Natal», não se cansava de dar o seu exemplo, para que se lutasse ainda mais: «Regressei à força dos 25 anos para ganhar a Taça Latina»...

E, de súbito, o golo de... Moreira, em recarga vitoriosa, enquanto Julio estorvava o guarda-redes Astresse, que, não calaria o lamento: «Quando, depois de ter rechaçado um remate, me preparava para repelir a bola, senti-me empurrado para dentro da baliza, antes de a bola me chegar às mãos. E nada pude fazer»...

O Regulamento falseado e o desmaio de Corona

Bonchet, o director técnico do Bordéus, desolado, queixava-se: «O resultado foi falseado pelo Regulamento. Depois do primeiro prolongamento aquilo já não era futebol, mas uma espécie de lotaria. Não se podem jogar desafios com 145 minutos. É muito para o organismo humano.» Houve quem não reagisse. Por exemplo, o benfiquista Corona desmaiou no campo e foi levado para os balneários de charola. Os colegas despiram-no, descalçaram-no, puseram-no no duche e nada: a insensibilidade manteve-se, oferecendo uma imagem bizarra, debaixo do chuveiro, com a água tépida a salpicar-lhe o corpo desfalecido. Só ao fim de meia hora recuperaria. E ainda sem forças para falar, para festejar...

Indescritíveis as cenas de júbilo, na cabina do Benfica. Ted Smith, o treinador, apenas matraquilhou estas palavras: «Em 20 anos de futebol, nunca vi festa assim.» Jacinto, que jogara a última meia-hora com um pulso partido, sofria a dor, mas as lágrimas eram de felicidade. Francisco Retorta não conseguia secar as lágrimas de emoção e foi, matraquelhando, que disse: «Uma vitória com um golo súcio? Não há injustiça nenhuma, se houvesse justiça tínhamos ganho por cinco ou seis golos, antes de qualquer prolongamento. Esses minutos suplementares só serviram para demonstrar a nossa raça, o nosso jeito de sermos portugueses»...

Gerard, o treinador dos Girondins, desolado, acabou por reconhecer que o Benfica tivera trunfo que os seus pupilos não tiveram: «Quem remata mais, tem de ganhar.» E, no dia seguinte, os franceses do «L´Equipe» descreviam assim, do alto da sua primeira página, a imagem da tarde épica do Jamor: «O Benfica venceu, indiscutivelmente, aos pontos, o Bordéus.»

Rogério não conseguiu descrever aquele frémito que se apoderou dele quando recebeu nas mãos a Taça Latina. Uma sensação por que nunca mais nenhum português passaria...

1951

O pesadelo ao cair da noite

Antes da partida para Turim, os jogadores do Sporting deslocaram-se ao gabinete do Ministro da Educação, Pires de Lima, para cerimónia de despedida. O governante, bem ao jeito de então, pediu-lhes apenas que honrassem a Pátria e a raça. E em avião fretado à TWA partiram. Foi fatigante a viagem. Ao hotel só chegaram quase à meia-noite. Os seus adversários, os franceses do Lille, já lá estavam, havia dois dias... No primeiro jogo, sem sequer terem tido tempo para reconhecimento do campo, os sportinguistas empataram com o Lille, por 1-1. Com golo de Vasques. Nem o prolongamento de meia hora, nem sucessivos períodos de jogo de dez minutos resolveram a eliminatória porque, entretanto, caiu a noite e o árbitro adiou o desfecho para o dia seguinte.

A maratona de Turim e o último lugar

Turim ligou pouca importância ao desempate. No estádio, apenas compareceram cerca de duas mil pessoas. O Sporting esteve a perder por 2-4, recuperou espectacularmente, chegou, no fim do tempo regulamentar a 4-4, com mais três golos de Vasques e outro de Caldeira, mas, depois, com os seus jogadores arrasados, permitiu que os franceses chegassem a 6-4, em apenas sete minutos. Fatídicos, pois.

Nessas duas partidas, o Sporting alinhou com Azevedo; Caldeira e Veríssimo; Canário, Passos e Juca; Jesus Correia, Vasques, Wilson, Pacheco Nobre e Albano. A lesão de Caldeira, aos 25 minutos, obrigou a profundas mexidas na equipa, que se sentiram ainda mais na formação que subiu ao terreno para a disputa do terceiro lugar, com o Atlético de Madrid: Azevedo; Gervásio e Juvenal; Canário, Wilson e Veríssimo; Pacheco Nobre, Vasques, Jesus Correia, Travassos e Albano. Perdendo por 1-3, com golo de Travassos, vítima, sobretudo, da «maratona de Turim», o Sporting quedou-se pelo último lugar, na edição que valeu o título ao Milan, destroçando o Lille (5-0). Mas Vasques, sobremodo pelos quatro golos apontados ao campeão francês, deixou Itália com cartel reforçado.

Antes de ingressar no Sporting, em 1946, Vasques fora tentado por Joaquim Bogalho. Sobrinho de Soeiro, estrela sportinguista, nada faria sem avisar o tio. Ao falar-lhe do assédio benfiquista, sentiu-o perturbado. Soeiro arranjou modos de o mandar de férias para a praia de Santa Cruz, cuidando que os benfiquistas se esquecessem de Vasques. Entretanto, moveu empenhos e, pouco depois, fazia-se a transferência, da CUF para o Sporting, mercê de 18 contos de luvas e 600 escudos de ordenado mensal. 18 contos que Vasques depositou na CGD e em que nunca mais tocaria, sentimentalmente.

Os golos de Turim despertaram novos desejos ao Benfica. Francisco Retorta ofereceu 100 contos pela carta de Vasques, possibilitando, ainda, que os sportinguistas escolhessem alguns jogadores no seu plantel. Ribeiro Ferreira, presidente do Sporting, nem sequer aceitou negociar. E, para evitar mais ataques do Benfica, decidiu financiar a Cofril, a famosa sociedade de frigoríficos de Vasques e Travassos... E o seu ordenado subiu ligeiramente — para 1200 escudos por mês.

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1952

Bronze e fome no paquete olímpico

Faltavam 10 dias para a abertura dos Jogos Olímpicos de Helsínquia. Do Cais da Rocha zarpou o «Serpa Pinto», transformado, assim, em cidade olímpica flutuante. Para cinco dias de viagem. A bordo a maior excursão desportiva de todos os tempos. Cerca de 70 atletas e mais de 500 acompanhantes. E pela primeira vez havia mulheres de Portugal para baptismo olímpico: as ginastas Dália Cunha, Laura Amorim e Natália Cunha. Laura, à saída do Tejo, mostrou-se triste por a obrigarem a colocar na cabeça um chapéu cinzento de abas curtas igual ao dos homens. Pela frente cinco dias de viagem. Olimpicamente. No entanto, o Comité Olímpico decidiu abrir excepções: os velejadores tiveram direito a viagem de avião, para atenuar fadigas... Foi justo, porque acabaram por ser eles a salvar a honra do convento.

Joaquim Fiúza e Rebelo de Andrade conquistaram a medalha de bronze na classe de stars — a classe das classes na vela, o barco da elite náutica. E só por uma nesga e muita ingenuidade Duarte e Fernando Bello não repetiram a proeza de Londres na classe de 5,5 metros. Tal como fizera em 1948, alugou um barco. Desta feita a um sueco. Mal chegou a Helsínquia atirou-se ao mar e, para espanto de todos os demais contendores, numa regata de treino deixou o segundo classificado a mais de dois minutos. Foi o pânico. Queixas e protestos, Bello teve de sujeitar a embarcação a exames suplementares. As medições, que se fazem normalmente em duas horas, demoraram dois dias. Dois dias intermináveis que a tripulação portuguesa vive de nervos tensos, em febril expectativa, e ao fim e ao cabo dois dias sem treinos. Por fim, decide-se, inexplicavelmente, que o lastro tem de ser deslocado mais para a proa em cerca de 100 quilos. Espantado, o proprietário do barco desloca-se, a pedido do conde de Caria, chefe da missão olímpica portuguesa, a Helsínquia e por mais que acentuasse «que havia três anos que o barco corria em regatas internacionais, que se sujeitara a sucessivos exames e que jamais se encontrara trama ou deficiência», Bello teve de deslocar o lastro. E quando partiu para a primeira regata estava psicologicamente arrasado. Perdeu-se na água. Só ao terceiro dia recuperou e ganhou a terceira etapa. Daí em diante, uma fabulosa recuperação levou-o até ao quarto lugar. Bastaria mais uma regata para mais uma medalha. Mas a sua ingenuidade deitara tudo a perder...

Os cavaleiros da Nação queixaram-se dos juízes

Mas ainda havia esperanças no hipismo. Na primeira ronda do Grande Prémio das Nações, José Carvalhosa, Craveiro Lopes e Henrique Calado colocaram Portugal em segundo lugar, atrás dos Estados Unidos, mas na seguinte foi a debacle e o oitavo lugar... No Concurso Completo a equipa portuguesa acabaria por alcançar o quarto lugar, após recuperação espectacular, perdendo a medalha de bronze por uma unha negra e «por alguma mais ou menos oculta perseguição dos juízes». Já era assim...

No atletismo apenas dois brilharetes: o saltador do Belenenses, Rui Ramos, apurando-se brilhantemente para a final, foi décimo segundo classificado no triplo-salto, mas não conseguiu repetir o resultado que obtivera em Portugal e que o lançaria para muito mais altos voos. O mesmo se passou com o benfiquista Matos Fernandes no decatlo: décimo sexto classificado, se tivesse igualado o seu máximo pessoal conseguiria, certamente, um lugar entre os oito primeiros. Desse estranho, ou talvez não, complexo de inferioridade padeceram todos os atletas. Por exemplo, a estafeta de 4x100 metros, formada por Tomás Paquete, Fernando Casimiro, Rui Maia e Eduardo Eleutério, tinha algumas esperanças, mas acabou com o mesmo tempo do... Paquistão. Nas provas individuais, os seus membros foram todos eliminados. Sem «records». E nos 100 metros o filho de um português da Índia até chegou às meias-finais, com 10,5 s. Tomás Paquete saiu de Lisboa com 10,4 e ficou-se logo na primeira eliminatória, com 11,5 s (!).

No remo havia, igualmente, esperanças de brilharete, mas a equipa do Galitos, sujeita a uma viagem demorada, superalimentada, sem possibilidades de se treinar a bordo do «Serpa Pinto», quedou-se pelos últimos lugares. O mesmo aconteceu com os pentatlonistas modernos, que, obrigados a disputar provas a mais de 150 quilómetros de Helsínquia, se queixaram até de falta de comida, sendo salvos por um jornalista que todos os dias lhes levava lanches de bordo para melhoria da sua dieta.

Meia-dúzia de ginastas de classe discutível, inferiorizados com o ambiente, fizeram pena, tal foi a sua fraca representação, mais parecendo principiantes de escola que homens já experimentados em certames internacionais. E por isso foram todos últimos!

Nadadores esqueceram-se do barco e ficaram a pão e água...

Na natação, Eduardo Barbeiro e Fernando Madeira ainda conseguiram boas marcas portuguesas, mas a melhor prova da sua inferioridade desoladora foi dada pelo facto de o melhor tempo de Madeira ter sido ultrapassado pelas nadadoras americanas na sua estafeta de 4x100 metros!

E o pólo aquático foi uma comédia em vários actos, que deslustrou o desporto português: duas derrotas e exibições paupérrimas, por 0-10 frente ao Egipto (!) e por 2-6 frente ao Brasil, o que não admira, já que se decidiu levar uma equipa de um desporto que já então quase não se praticava em Portugal, num acto puro de insensibilidade e ignorância, agravado sobretudo pelo facto de, em Portugal, se ter deixado, por razões súcias, Álvaro Dias, que dois anos antes, nos Campeonatos da Europa, só não ganhara o salto em comprimento por se ter lesionado na final, acabando mesmo assim em quarto lugar. Bastava a marca que fizera pouco antes da partida do «Serpa Pinto» para se qualificar para a final olímpica. Estranhamente, ficou cá. Os ginastas não, os waterpolistas também não!

Era assim que se faziam as equipas olímpicas em 1952. E era nos Jogos que Portugal mais dava reflexo do desporto que tinha. Por isso, no rescaldo da competição, Cândido de Oliveira coloca o dedo na ferida sem condescendências: «Não há dúvidas de que os atletas nacionais — à excepção de velejadores e cavaleiros — tiveram nos Jogos Olímpicos de Helsínquia comportamento que atesta, flagrantemente, a nossa penúria desportiva.»

E para que nada faltasse à paródia da excursão olímpica a Helsínquia, os nadadores Fernando Madeira e Eduardo Barbeiro e o remador João Franco do Vale perderam o barco, à saída do cais de Katajanoka, acabando apenas por retomar o «Serpa Pinto» em Estocolmo, fazendo a viagem num vapor sueco, mas em regime de jejum imposto pelo comandante! Foram 16 horas de fome. Por castigo.

Desastre de Viena e castigo de Félix

Em 20 de Julho de 1953, Salvador do Carmo assumiu o cargo de seleccionador nacional. Os jogos da eliminatória para o Campeonato do Mundo entre Portugal e a Áustria aproximavam-se e as alternativas a Salvador do Carmo não eram muitas. A tal ponto que, em «A Bola», escrevia-se, antes da posse do novo responsável: «... Para seleccionador nacional basta convidar quem aceite e o mais depressa possível...»

A viagem para Viena fez-se de avião. Ângelo, o caloiro da equipa, mirou e remirou receoso o aparelho e, via-se à légua, estava branco como a cal... Depois, Félix aconselhou-o a tirar os sapatos para não enjoar, mas como o neófito não podia baixar-se não lhe seguiu o conselho. Em Francfurt, a escala. E a Selecção levada a um espectáculo de circo.

Já em Viena, uma nota simpática de reconhecimento a Portugal. Jovens já mais crescidos, que durante a Guerra foram acolhidos, como crianças indefesas, em casas portuguesas, voltaram quando as armas se calaram, mas não esqueceram Portugal, muito menos a atitude de quem os acolhera. E, em peregrinação sentimental, foram muitos deles ao hotel saudar os jogadores portugueses, pedir-lhes autógrafos e bilhetes para o jogo... O pior foi depois. E, a 27 de Setembro mais desastre futebolístico-nacional. Perdemos por 9-1.

No título da crónica de «A Bola», assinada por Vítor Santos, que dava os primeiros passos para o galarim do jornalismo nacional (e não só desportivo, obviamente) dizia-se tudo ou quase tudo: «O onze austríaco, que jogou como uma equipa de clube, revelou indiscutível superioridade técnica, enquanto os portugueses mostraram deficiente preparação e falta de condições físicas, inferiorizando-se demasiadamente.»

Probst, o interior-esquerdo austríaco, foi o carrasco de Portugal, apontando cinco golos. Para Barrigana, uma tarde de pesadelo: «Os avançados portugueses apareciam na minha frente sem saber como, deslocavam-se com uma rapidez estonteante e atiravam à baliza forte e feio, com precisão e potência. Custou-me muito sofrer uma derrota tão pesada, a maior da minha carreira.» José Águas, se calhar ainda mal refeito daquele pandemónio, no final do desafio considerou que «a defesa de Portugal se batera bem». O que seria se não se tivesse batido... E encantado estava por ter marcado o golo de Portugal, aos 15 minutos da segunda parte, quando os austríacos já venciam por 5-0.

Castela cedeu o seu lugar a Ângelo, qua assim teve estreia na Selecção em jogo aziago, não se conformou com a decisão de Salvador do Carmo: «Estava a sentir-me bem, na jogada que deu o primeiro golo fui apenas ludibriado pelo ressalto da bola.» O massagista Manuel Marques acabou por traçar o retrato perfeito do que se vira em Viena, sinfonia perfeita para enlear ingénuos e mal preparados portugueses: «Fiquei estonteado, porque parece que os austríacos não jogam ao futebol, mas sim ao bilhar, com precisão e classe...» Por Portugal, alinharam Barrigana; Virgílio e Carvalho; Castela (depois Ângelo), Félix e Serafim Baptista «cap.»; Rogério, Vasques, Águas, Travassos e Martins.

Mas faltava, ainda, o jogo da segunda mão. Apesar de tudo, Álvaro Cardoso, o treinador da Selecção, parecia já resignado: «A Áustria pode considerar-se um dos grandes favoritos para o Campeonato do Mundo e é-o mesmo para fazer o mesmo em Lisboa. Nada de ilusões...» E Félix e Ângelo tinham ainda outras culpas para expiar. Afastados do jogo da segunda mão, mais pagaram ainda. A FPF decidiu multar Ângelo e excluí-lo da Selecção Nacional até final da época, «por comportamento incorrecto no hotel onde a equipa estivera hospedada». Mais se não disse, mas rumores não pararam de circular ligando esse «comportamento incorrecto» à visita das crianças (já feitas adolescentes) que a Cáritas acolhera em Lisboa durante a Guerra, aos futebolistas... Félix foi igualmente multado, «por falta de consideração para com os companheiros de equipa, que tiveram de aguardar a sua chegada durante uma hora, à partida para um passeio de autocarro pelos arredores de Viena».

«Afinal em Portugal não há só sardinhas»

Entre as duas mãos da eliminatória com a Áustria, a Federação meteu um jogo particular com a África do Sul. A Selecção Nacional venceu, por 3-1, golos de Hernâni, Águas e Matateu. E chegou a data da desejada desforra. Mas não. Empate a zero golos, que, naturalmente, favoreceu a Áustria. Apesar da frustração, comentou-se que fora digno e brioso o comportamento da equipa nacional, que pôde rectificar o anormal resultado da péssima e infeliz jornada de Viena. Pela segunda vez na história do futebol, a Selecção Nacional não teve a colaboração de qualquer jogador do Benfica. O sportinguista Passos exultou com aquele empate inconsequente e atirou: «Afinal, em Portugal não há só sardinhas, também se joga alguma coisa».

Na baliza de Portugal estreou-se Carlos Gomes, que os austríacos consideraram o melhor jogador português. E Cabrita voltou à Selecção, para neutralizar o jogador-maravilha, Ocwirck. Não lhe permitiu uma nesga e acabou por se lesionar. Fatalmente. Como acontecera, afinal, oito anos antes, na sua estreia na Selecção, em que também se magoara e tivera de abandonar o campo. E em seu lugar entrou o alcantarense Germano, que fez o mesmo ao mago, que, no final, desabafaria: «Aqueles dois portugueses nem sequer me deixaram jogar»...

Esta Selecção teve algo de histórico e para muita gente de anacrónico. Pela segunda vez na história do futebol, nem um só jogador do Benfica convocado. Salvador do Carmo lançou no Jamor Carlos Gomes; Virgílio e Carvalho; Vaz, Passos e Serafim das Neves; Vasques, Hernâni, Monteiro da Costa, Cabrita (Germano) e Matateu.

1954

...E o «Gineto» venceu a Mancha!

Então, as entidades oficiais, confiadas na sua infalível acuidade, oficiaram à Associação de Natação de Lisboa e ao Alhandra Sporting Clube, lembrando que Baptista Pereira, regressado, havia pouco tempo, da Maratona do Nilo, não podia disputar provas oficiais, em Portugal. A notícia fora publicada por «O Mundo Desportivo» e como se estava em plena época carnavalesca, Cândido de Oliveira considerou o caso próprio do Entrudo. «Baptista Pereira profissional! E continuam amadores todos os jogadores de futebol que, ninguém o ignora, vivem, exclusivamente, dos salários que recebem nos clubes para jogarem a bola.» Lembrando ainda o caso de Jorge Larsen, proibido de jogar futebol por ser pugilista profissional(!), Cândido de Oliveira rematou: «Pois é, os futebolistas são para todos os efeitos (menos para o desconto de 2% para o Desemprego) considerados amadores e só o Baptista Pereira há-de ser profissional, proibido de disputar as provas oficiais. Não há dúvida, estamos no Entrudo.»

Baptista Pereira, operário de uma fábrica de Alhandra, na qual recebia vinte e seis escudos diários, caira na alçada do farisaico puritanismo oficial porque recebera, no Egipto, um prémio de 50 libras egípcias (cerca de três mil e quinhentos escudos). Mas, tinha um sonho. Que não descartaria assim. Ganhar a Travessia da Mancha.

Para Atlantic City partiu, algum tempo depois, sofrendo, surdamente, com tão estúpidas incompreensões, em busca de melhor endurance na água e de um prémio de 5000 dólares que lhe compensasse o pecúlio perdido na fábrica. Comandou quase todo o tempo, mas o frio acabaria por trai-lo, forçando-lhe a desistência. Regressou de bolsos vazios. Pouco depois, na Maratona de Nantes também não foi feliz, desistindo devido a uma indisposição gástrica. Todavia, o seu prestígio e, sobretudo o seu moral, não sofreram abalos. E, em Agosto de 54, a partida para a aventura da sua vida, vida de sofrimento de um homem rude, rijo de corpo e alma, que Soeiro já perpetuara, com a sua escrita de revolta, como o Gineto dos Esteiros...

Sabia que podia ganhar as 500 libras (cerca de 40 contos) de prémio monetário, mais a Taça de prata no valor de 1000 guinéus (aproximadamente 84 contos) e mais o reconhecimento do mundo pela façanha heróica do desafio ao aço mais temperado dos músculos, dos nervos, da vontade. Mas Baptista Pereira não se limitou a vencer as águas revoltas, as correntes traiçoeiras, a força desanimadora do céu negro — na noite passada assim, em luta ansiada e infrene com o mar, zangado, ameaçador - venceu, também, a insensatez e a incompreensão de outros homens e a dureza de uma infância agreste...

Perdido no mar, atacado traiçoeiramente por um egípcio...

De início andou perdido, pois afastara-se do seu barco, que não lobrigava na noite escura. Desanimou. Quis voltar para trás e desistir. Gritou pelos amigos. Ouviram-no. Remaram até ao local de onde partiram os gritos e encontraram-no desanimado. Deram-lhe alento e Baptista Pereira cerrou os dentes. Alguns dos outros contendores levavam já mais de 15 minutos de avanço. Mas nem isso o deteve. Como não o deteriam as irregularidades contra si cometidas pelo egípcio Hassan Hamad, que várias vezes lhe meteu a cabeça na água e o empurrou... Já farto do ardil, passou ao ataque, naquele jeito de «Gineto» que nunca se ficava: habilidosamente, com os pés, tirou os óculos ao egípcio, que nadava atrás de si, tentando, outra vez, surpreendê-lo — e atirou-os ao mar. Em pânico ficou o africano, que, na fuligem da noite, aos gritos, se pôs, desesperadamente, à procura dos óculos, que sendo de borracha e mica, flutuavam, havia mais de cinco minutos... E, aproveitando-se disso, Baptista Pereira isolou-se, em braçadas firmes, em busca do sonho.

A costa já se entrevia, a pouco mais de 400 metros. Mas, quando o português parecia já, irremediavelmente, a caminho da vitória, ante o marulhar das ondas e de muitos espectadores que nas escarpas assistiam, empolgados, à luta de um homem contra o mar, a corrente desviou-o, tormentosa, atirando-o para mais longe. O egípcio voltava, assim, à ilharga de Pereira, que, no fundo de si, encontrou ainda energias que lhe permitiram o sprint para a glória suprema.

11 horas e 56 minutos depois, o pé colocado em sítio abrupto e escarpado, a oeste de South Foreland Point, considerado, então, um dos pontos mais inacessíveis das falésias de Dover. Sorriu, exausto, mas mal dando, verdadeiramente, acordo de si. E, de súbito, começaram a correr-lhe lágrimas, em grossas bagas, pelo rosto perolado de suor e lama. Esta sim era uma grande vitória de Portugal. E de um homem simples, arrancado do povo, filho dele, com os seus sentimentos, com o seu coração, com a sua alma...

Amanhã segue outro capitulo.

mas o que é isto

é alguma resposta , queres dizer o quê

...

Não é resposta nenhuma, só que como a edição anda a jabardar isto tudo, então eu ajudo.

Desculpa lá

isto não é javardar ,, mas sim dar uma lição de conhecimento a pessoas que só merecem despreso porcos-benfas,dagrones---- por mim nem uma palavra de simpatia -- assassinos e corruptos não merecem- mas és livre de ensinares , desculpa lá

se for em alvalade isto

é logo interditado , estão ambos do PORTO E DO BENFICA A DESCULPAR OS VOSSOS CLUBES DESTES ACTOS DE VANDALISMO APERTAR PESCOÇOS BOLAS DE GOLFE ,, não vái á muito tempo que dragões e benfas pediam a uefa para interditar o estádio de alvalade por problema na rua com os do atlético de mafrid , se fosse dentro do campo vós pediam e extinção do sporting ,, quando vejo um gato a fugir , e porque os cães estão por ai , grandes clubes e adeptos saõ voçês ,

É aqui que eles têm a grande vantagem!!

Ora vamos lá perceber umas coisas que me parecem muito importantes...

Vocês acham que isto não é tudo feito?
Vocês acham que o frango foi lá parar como?
Foi um gajo dos super que esteve a primeira parte toda a segurá-lo?
Foi um gajo dos super que o esteve a esconder quando entrou?
Os gajos dos super têm elementos invisíveis que entram com bolas de golfe, frangos, galinhas?
Não!! Claro que não!
Isto está tudo feito e com a conivência da administração do foculporto!
A galinha já lá estava e foi-lhes entregue - porque a coisa estava a correr bem - ao intervalo.
Os stewards (alguns são dos super e ex-super) deixaram que a galinha chegasse ao relvado.
Os stewards deixaram entrar todas as bolas de golfe e depois deixaram que as atirassem.
Isto tudo com ORDENS do presidente do foculporto, do antero ou do reinaldo.
O benfica é recebido como merda no dragão.
O benfica é chamado de visitante.
O speaker nem fala neles, nem nas substituições, nem no final a avisar que têm que ficar mais tempo a aguardar... Nada!
O speaker (um ex-super), no fim, foi o primeiro a cantar o "A Todos um Bom Natal!"
No ecrã gigante diz sempre o nome do clube visitante. No caso do benfica diz mesmo "visitante"!
É tudo a cagar neles!
Eles entram no inferno, porque o presidente do foculporto permite esse inferno. Melhor! O presidente, o antero e demais, premeditam esse inferno. Dão as ideias!
A camioneta do benfica demora 20 minutos a sair do dragão só porque os stewards pôem as grades de forma a que isso aconteça.
Com outro clube, as grades estão muito mais largas.
Desde que os jogadores do benfica saem do autocarro até que entram no balneário, são insultados e provocados por todos os que se lhes atravessam à frente.
Tudo propositado!
Assim, eles já entram com medo. A meio do jogo, com bolas de golfe, galinhas, tochas, com mais medo ficam.
No fim mais medo têm.
Para o ano, mais medo terão.
Eles já entram a perder! Acreditem no que vos digo! É uma vantagem enorme jogar em casa, quando a casa é um inferno premeditado pelos próprios dirigentes e executado pela claque.
Só queria que em Alvalade fôssemos assim...

As bolas de golfe surgiram na Luz..

...pela primeira vez. Será que os capangas, vulgo stewards, do estádio da luz estão combinadas com a claque azul e branca?..