FC Porto: a carta de despedida de Lopetegui | Relvado

FC Porto: a carta de despedida de Lopetegui

"Não é fácil aceitar a saída de muitos titulares", escreveu o treinador.
 
Julen Lopetegui com Albert Celades orienta treino
rfef.es

Julen Lopetegui publicou as suas primeiras palavras, desde que foi afastado do comando técnico do FC Porto, na semana passada. 

Já em Espanha, o espanhol agradece a Pinto da Costa, à cidade e aos portuenses, deseja sorte ao clube, mas deixou alguns reparos.

Lopetegui acredita que ainda conseguiria conquistar títulos nesta temporada e também sublinha que foi complicado partir para a segunda época no Dragão sem vários jogadores titulares da temporada anterior.

Carta de Julen Lopetegui:

"Para começar, obrigado ao FC Porto, e em particular ao seu presidente, por me dar a oportunidade, a mim e à minha equipa, de viver uma experiência maravilhosa e exigente.

Foi um ano e meio de intenso trabalho a todos os níveis, que nos trouxe muito como pessoas e como profissionais. 

Ainda estávamos a tempo e com possibilidades de alcançar os objetivos pelos quais lutamos tanto. Nós confiávamos totalmente nisso, estávamos convencidos de que podíamos alcançar os nossos objetivos e entristece-nos ver-nos afastado a meio do caminho.

Em qualquer dos casos, parto com a ideia de que os bons momentos superam em grande número os maus, vivemos noites inesquecíveis no Dragão e saímos com a consciência tranquila de que demos a alma por um clube com uma história tão brilhante.

Considero que contribuímos com o nosso grão de areia para que a sociedade crescesse, fosse rentável, garantisse o seu futuro e tivesse repercussão na Europa. 

Para um treinador, não é fácil aceitar que muitos dos jogadores mais utilizados saiam no final da época, mas isso significa que renderam a grande nível e acima de quaisquer egoísmos sempre se manteve a ideia de buscar o melhor para a administração do FC Porto.

Este ano recebemos muitos jogadores novos, alguns muito jovens que estão a crescer e a adquirir o nível competitivo que o clube requer ao mesmo tempo que continuamos a lutar pelos objetivos.

Desejo que completem com êxito o que começámos todos juntos. Senti sempre o apoio dos jogadores e dos funcionários do clube, em todas as circunstâncias, e quero aqui reconhecer-lhes o seu esforço e compromisso diário. Vou embora podendo olhar na cara todo e qualquer um deles. Agradeço a sua entrega e colaboração, dando sempre o melhor deles próprios. Defender o escudo do FC Porto e o seu sentimento assim o exige.

Quero também agradecer à cidade e à sua gente pela forma de ser. No Porto, tanto eu como a minha família nos sentimos em casa. Tudo o que eu sinto por este lugar maravilhoso e todas as recordações que levo não cabem em tão poucas linhas.

Por último, desejo toda a sorte do mundo a esta equipa e que alcance os objetivos desejados, porque os seus triunfos sempre serão os de um clube, de um estádio e de um público que me marcaram para sempre o coração. 

Um abraço, Somos Porto!"

FC Porto:

Comentários [6]

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O nado morto já foi com os

O nado morto já foi com os porcos, agora só falta o cadáver ambulante.

agora só falta os caloteiros

corruptos das antas pagarem o que devem ao basco bencedor...
OHOHOH

Drogaste XXX...

..."agora só falta os caloteiros" ??? Hohohohoho, continuas a passear as tuas limitações por este pasto...

Querias tu dizer "agora só FALTAM os caloteiros" ou então, " agora só falta o CALOTEIRO" ....!!!!

Em cada carnidense, cada estúpido analfabeto...

Hohohohohohoh

Gatunos...

"

¿Por qué te callas? A Robertada

O Football Leaks foi vítima do seu próprio mediatismo: começou a divulgar tantos documentos, alguns que nada acrescentavam, que a determinada altura as notícias que envolviam os leaks começavam a ser recebidas com alguma indiferença.

A imprensa portuguesa também ajudou, ao deixar de publicitar este blogue - quase todos os meios de comunicação desistiram, de um momento para o outro, de o fazer, exceção feita ao jornal Record. Quando foi para divulgar coisas como o contrato de Jorge Jesus e algumas transferências do FC Porto, até espaço em debates televisivos tiveram. Agora, fez-se silêncio.

A determinada altura muitos questionavam por que é que não apareciam informações sobre os negócios mais obscuros do Benfica, em particular o caso Roberto. Pois bem, apareceram informações bastante curiosas sobre o negócio Roberto. Viram-las em algum jornal ou meio de comunicação?

Houve apenas um jornal a escrever sobre isso: o Record, através do jornalista António Varela. Pois bem, mas acontece que o Record decidiu voltar atrás e apagou a notícia (o link original era este) que havia escrito sobre Roberto. Infelizmente para eles, ainda está disponível em cache. Passando a reproduzi-la abaixo:

Que se passou, Record? A notícia deixou de ter pertinência informativa de um momento para o outro? Ou será que a sua publicação chateou alguém? Por qué te callas, Record? Vá, para que o Record não esteja sozinho nesta guerra, vamos falar um pouco da transferência de Roberto.

A ver se ninguém se perde pelo caminho: Roberto foi transferido para o Saragoça em 2011, por anunciados 8,6M€, dos quais o clube na verdade só pagou 1%, ou seja, 86 mil euros.

Duas épocas depois, o Benfica, num brilhante ato de gestão desportiva, voltou a contratar/recuperar Roberto, alegando que o fez porque o BE Plan, a entidade que deveria ser responsável por 99% do pagamento, não o fez. Como todos saberiam, à partida, que não o faria, daí a expressão «milhões da treta» usada de pronto por Pinto da Costa.

O Saragoça estava falido, com uma dívida superior a 100 milhões de euros, e devia mais de 15 milhões a ex-jogadores. Não poderia nunca comprar um jogador por 8,6 milhões. Entrou então em cena a BE Plan, que incluía três sociedades comerciais: a BE Plan Energia 1, a BE Plan Energia 2 e a BE Plan Energia 3. Todas elas tinham como representante Agapito Iglesias, que, tal como Luís Filipe Vieira, se trata de um empresário da construção civil.

Ora, isso é ilegal, pois os dirigentes de clubes não podem ter participações em negócios de jogadores. Era claramente o caso de Agapito Iglesias em relação a esta transferência de Roberto.

De volta à cronologia da Robertada, o Benfica tinha informado a CMVM, em 2013, que recuperou o passe de Roberto devido a incumprimento do Saragoça. Mas a tal notícia apagada pelo Record, com base nos documentos da Football Leaks, mostra que o Benfica pagou 86 mil euros para voltar a ter os direitos federativos de Roberto.

«São milhões da treta». E eram!
E então Roberto assinou um novo contrato com o Benfica, válido até 2017. O Benfica não informou o mercado regulador sobre esta pertinente informação. O guarda-redes foi então emprestado ao Olympiacos, em 2013/14, após acabar a época no Saragoça. Até que a 4 de fevereiro de 2014 Roberto rescindiu com o Benfica; depois assinou pelo Atlético; e um dia depois estava a ser anunciado a título definitivo no Olympiacos.

Ora Saragoça, Atlético, Benfica, Olympiacos... Qual é o limite de inscrições por ano admitida pela FIFA? Por quantos clubes pode alinhar um jogador? Quais são as consequências em caso de incumprimento das regras? Podem perguntar ao Meyong e ao Belenenses, eles explicam.

O dinheiro de Roberto, que nunca entrou no Benfica, ficou então pendurado até fazerem de Pizzi o jogador mais caro da história do clube (14M€) e de terem avaliado Raúl Jiménez em 18M€ após uma época em que se só fez um golo em Espanha.

Todo este processo mostra como é fácil fornecer informação que não corresponde na íntegra à verdade. O Benfica não forneceu, como ordena a CMVM, informação de máximo grau de fiabilidade ao mercado durante o caso Roberto - até porque logo o primeiro comunicado anuncia um acordo com o Saragoça, e não com o BE Plan, por 8,6M€. Este tipo de negócios podem fazer as ações disparar e iludir os investidores. Que fez a CMVM? Estava muito ocupada, certamente.

Mas o mais curioso é que o Benfica vendeu Roberto a uma entidade que nada tinha a ver com futebol. A BE Plan foi criada em 2009, na altura no âmbito da construção de um parque eólico. A empresa de Agapito Iglesias estava registada no BORME como sendo uma entidade de «promoção e construção de todo o tipo de edifícios». Até que em setembro de 2011 decidiu mudar...

... Dois meses depois da transferência de Roberto, a BE Plan decidiu mudar e informou que passou a ser uma empresa «dedicada à representação de desportistas». Posteriormente, descobriu-se em Espanha que Agapito esteve envolvido, também com Jorge Mendes, em transferências de jogadores que nunca pertenciam efetivamente ao Saragoça, como foram exemplos Juan Carlos (Braga) e Tales (Sporting).

Sabemos que há alguns espaços na blogosfera que já debateram bastante a tendência/coincidência para o Benfica, que é presidido por um empresário da construção civil, adorar negociar com clubes que estão a construir novos estádios ou infraestruturas. Até onde se sabe, o facto de tanto Luís Filipe Vieira como Agapito serem empresários da construção civil e terem estado envolvidos nesta Robertada não é mais do que uma coincidência. Tal como foi coincidência que, depois da Robertada, Luís Filipe Vieira, na condição de empresário, tenha ido a Espanha fechar um negócio para um Complexo Turístico.

Etiquetas: Coisas que dá jeito abafar, Desmistificando, Imprensa, Segunda Circular "

ISSO ANDA MAL...

...FIGURINHA ESTÚPIDA...

PODIAM PÔR AQUI

O QUE DISSE O EMPRESÁRIO DO LOPETEGUI...