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Fotogaleria: Quando elas mandam no mundo da bola!

Quem é mais surpreendente como presidente de um clube de futebol: uma doméstica com 13 filhos ou uma
 
 

De uma ex-playmate, a uma dona de casa católica e mãe de 13 filhos, passando por uma vedeta pop! Poucas, mas espantosas mulheres têm chegado à liderança no mundo do futebol.

Da conservadora e católica Polónia chega o exempo mais recente e um dos mais surpreendentes. Izabella Lukomska salta das páginas da Playboy para a presidência do Warta Poznan. Depois de ter sido capa de revistas de adultos, em poses provocadoras e com pouca (ou sem nenhuma) roupa, a ex-modelo tornou-se numa empresária de sucesso no ramo da construção e do imobiliário.


Izabella LukomskaNo Warta, Izabella promete impôr "ordem e disciplina" na árdua tarefa de salvar o clube da grave crise económica e da despromoção.

Dias difíceis também atravessa Rosella Sensi, a presidente da AS Roma que herdou o lugar do pai Franco Sensi quando este faleceu em 2008. A empresária já era desde 2004 o braço-direito do pai no clube e assumiu as rédeas como figura de proa numa altura de dificuldades financeiras. Os problemas económicos arrastam-se e a sua presidência vive dias de contestação, especulando-se que Sensi possa vender o clube que o pai comprou quando ela tinha 22 anos.

"Sabe o que quer e sabe ser dura", diz dela Francesco Totti, o capitão da AS Roma. Características que explicarão a intransigência da mulher de 39 anos que carrega nas costas o peso do futuro do clube romano em vender o seu quinhão às propostas milionárias que têm aparecido. Rosella resiste no cargo.

A chegada de Francesca Menarini à presidência do Bolonha (Itália) dá-se nos mesmos moldes da história dos Sensi. Menarini foi nomeada para o cargo, que ocupou entre 2008 e 2010, pelo pai, o construtor civil Renzo Menarini, que era o maior accionista do emblema e que nunca gostou das luzes da ribalta. Saiu do "poleiro" depois de a família Menarini ter vendido 80 por cento das acções que detinha na Sociedade.

Svetlana RaznatovicTambém breve foi a passagem de Svetlana Raznatovic, famosa cantora sérvia, pelo Obilic de Belgrado. Ceca, como é mais conhecida nos Balcãs, onde é figura constante nos tops de música, chegou ao clube por influência do marido, Zeljko "Arkan" Raznatovic, que foi assassinado numa altura em que era acusado de crimes de guerra no seguimento do desmembramento da ex-Jugoslávia.

Presidente entre 1998 e 2000, aparecia com frequência nos jogos com os seus casacos de pele, impondo aos jogadores com más prestações pesadas multas, e chegou a ser apontada como potencial candidata à presidência da Federação de Futebol da ex-Jugoslávia em 2001. Não foi eleita e no Obilic não deixou grande marca, depois de o clube ter sido campeão sob a liderança de Arkan, diz-se que à custa de métodos de intimidação sobre os adversários.


Igualmente surpreendente, no absoluto reverso da moeda, é a história de Teresa Rivero, a septuagenária mãe de 13 filhos que é presidente do Rayo Vallecano há 17 anos. Esta doméstica, com talento para fazer sobremesas e que chega habitualmente atrasada aos jogos por causa da lida da casa, diz ela, foi a primeira mulher a tornar-se presidente de um clube espanhol da Primeira Divisão quando foi nomeada para o cargo em 1994.

A chegada ao "poleiro" aconteceu por via do marido, José María Ruiz-Mateos, accionista maioritário do Rayo Vallecano, que a escolheu para a liderança. Mas se a chegada ao poder não foi a mais democrática, Rivero conquistou os adeptos que escolheram o seu nome para designar o Estádio do clube.

E se Teresa foi percursora, Ana Urquijo foi a segunda mulher a tornar-se presidente num clube espanhol, chegando ao cargo no Athletic Bilbao em 2006 após a demissão de Fernando Garai, de quem era vice-presidente. Mas já fazia parte da direcção desde 1990. Sócia do clube basco desde os 12 anos, esta advogada especialista em Direito Civil e mãe de dois filhos nunca quis entrar no balneário, porque "uma senhora é uma senhora", dizia!

Presidente ainda em funções no país vizinho é Victoria Pavón que lidera o Leganés desde Julho de 2009. Casada com o maior accionista do clube, Felipe Moreno Romero, que investiu 500 mil euros para salvar o modesto emblema dos arredores de Madrid que disputa a segunda divisão B espanhola, a empresária de 49 anos é a primeira mulher no cargo em 81 anos de história.

Karren BradyEm Inglaterra Karren Brady carrega o título de "a primeira mulher do futebol". A actual vice-presidente do West Ham, que só responde aos donos do clube, David Sullivan e David Gold, chegou ao Birmingham City com apenas 23 anos para o lugar de directora-executiva pelas mãos dos mesmos patrões.

"A minha resposta a um jogador que gritava que queria ver as minhas mamas era de que o podia vender ao Crewe [pouco conhecido clube inglês]. E sabe que mais? Três dias depois, foi o que fiz." Relata sobre esses primeiros tempos num mundo de homens a mulher que agora tem 42 anos e que é considerada uma das mais influentes do Reino Unido.

"Vice" do West Ham desde Janeiro de 2010, Brady carrega dos 16 anos no Birmingham o casamento com o antigo avançado do clube, Paul Peschisolido, com quem tem dois filhos, e a polémica fruto de uma investigação em torno de suspeitas de corrupção e fuga aos impostos - chegou a estar detida por duas vezes, mas a investigação não deu em nada.

Toda uma outra história é a de Gisela Oeri, ou só Gigi como gosta que lhe chamem. A excêntrica multimilionária suíça, que nasceu na Alemanha há 56 anos, é a accionista maioritária do FC Basel e presidente eleita do clube helvético desde 2006. Integra a direcção do emblema desde 1999 e foi a grande obreira do renascimento da equipa de Basileia, contando-se como maior feito a chegada aos quartos-de-final da Taça UEFA em 2006.

Gisela Oeri no balneário com os jogadoresGigi é também uma das maiores coleccionadoras de ursos de peluche e casas de bonecas do mundo e gosta de festejar os títulos do Basel no balneário com os jogadores! O marido Andreas Oeri, herdeiro da farmacêutica F. Hoffmann-La Roche AG, não parece importar-se com isso...

Percurso absolutamente distinto tem a brasileira Patrícia Amorim, ex-nadadora que bateu vários recordes sul-americanos, e que em Dezembro de 2009 fez história ao tornar-se na primeira mulher eleita presidente do Flamengo nos 114 anos de vida do clube. Neste ano conseguiu contratar Ronaldinho Gaúcho, "roubando-o" à forte concorrência, um trunfo prometedor para o futuro.

Por terras lusas ainda não vimos na Primeira Liga uma "presidenta" e mesmo nos escalões secundários poucos exemplos há de mulheres no comando. Elisa Martins, que foi líder do Valpaços de 1999 a 2005 e de 2007 a 2009, é um dos raros casos.

Andreia Couto, que está na direcção da Liga de Clubes desde 2008, será a mulher mais poderosa do futebol português. A irmã do ex-internacional português Fernando Couto chegou à estrutura em 2002 para integrar o gabinete jurídico, fruto da sua formação em Direito. Em 2004 tornou-se responsável pelo registo de contratos e em 2006 passou a secretária-geral, até que dois anos depois Hermínio Loureiro a promoveu a directora-executiva.

Uma ascensão segura da advogada de 37 anos que toca guitarra nas horas vagas e que poderá, quem sabe, preparar-se para voos mais altos...

Off-side:

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