FC Porto-Shakhtar: Hulk, James e mais nove (crónica) | Relvado

FC Porto-Shakhtar: Hulk, James e mais nove (crónica)

Foi-se Falcao, que faz falta, mas no Dragão moram outros jogadores capazes de manter a equipa no top
 
FC Porto-Shakhtar Donetsk (13/09/11): Hulk vs Chygrynskiy
Lusa

Falcao faz muita falta, é verdade, a sua ausência ainda se nota em demasiadas fases do jogo, mas o FC Porto continua com argumentos para se impor na Europa do futebol. É o que apetece dizer sobre a vitória dos dragões na noite desta terça-feira em que se estreou na Liga dos Campeões 2011/12, perante um Shakhtar Donetsk que acabou rendido a Hulk, James Rodriguez e aos outros nove adversários de azul e branco.

O FC Porto venceu, a espaços largos convenceu, mas teve de fazer pela vida. O resultado de 2-1 denota que de fácil o jogo nada teve, muito por culpa do adversário – um Shakhtar com muita rodagem nestas andanças (ainda no ano passado 'espetou' três secos em Braga), orientado pela velha raposa Mircea Lucescu e com jogadores da categoria de Luiz Adriano, Eduardo e Willian.

Começou mais forte o FC Porto, como lhe competia. Hulk fez a bola esbarrar na barra, logo aos 4 minutos, e outros tantos volvidos James Rodriguez foi travado em falta dentro da área. Adivinhava-se o golo quando o Incrível correu para a bola, mas a concretização da grande penalidade esbarrou no poste direito da baliza de Rybka.

Aos 11 minutos, Helton decidiu pôr à prova a determinação e a capacidade de resposta dos seus colegas, quando deu um monumental frango – o termo tem de ser este – permitindo o golo a Luiz Adriano.

FC Porto oscila com o golo, mas Hulk... é Hulk

O golo fez mossa. O FC Porto oscilou. O Shakhtar defendia muito bem e dava mostras de poder fazer o segundo num qualquer lance de contra-ataque, o que poderia matar o jogo. Os comandados de Vítor Pereira retraíram-se, irritando o treinador, que se sentiu obrigado a puxar pela equipa.

Aos 25 minutos, o árbitro alemão Felix Brych anulou um golo ao Shakhtar e aumentou o número de unhas roídas no estádio e nos sofás dos adeptos portistas.

Mas o FC Porto tem Hulk, e Hulk é um dos poucos jogadores a nível mundial capazes de dar a volta a uma situação difícil como esta. Aos 27 minutos, na pior fase da equipa, marcou de forma brilhante um livre direto – cuja execução já teve oportunidade de explicar – e galvanizou os colegas.

Os remates começaram a aparecer, de perto e de longe. E João Moutinho e James Rodriguez, em especial o colombiano, começaram também a mostrar que são atletas fora de série. Os ucranianos, aturdidos, recuaram cada vez mais. O cartão vermelho direto mostrado a Rakitskiy, por entrada tresloucada sobre Moutinho (que lhe valeu uma reprimenda pública de Lucescu), deixou antever como seria a atitude dos visitantes a partir de então: tentar segurar o empate perante um FC Porto embalado.

... e James Rodriguez não lhe fica atrás

A segunda parte começou praticamente com o golo de Kléber. O mérito vai todo para a assistência de James Rodriguez, sem dúvida a jogada da noite. A continuar a evoluir assim, James será um craque do futebol mundial dentro de muito pouco tempo.

Pelo contrário, Kléber só se viu no golo – e mesmo aí só teve de encostar o pé – e numa decisão errada aos 66 minutos, quando poderia ter assistido Hulk para o 3-1. Manifestamente pouco.

A segunda parte teve pouca história. O FC Porto trocou a bola com qualidade após o golo, aqui e ali com requintes de tiki-taka catalã, rematou muito e nem sempre bem, enquanto o Shakhtar tentava o empate através de bolas paradas, incentivado pela latente tremideira de Maicon.

Vítor Pereira sentiu algum adormecimento e, muito bem, efetuou alterações ajustadas. Belluschi e Varela deram dinamismo ao jogo, nos lugares de Fernando e Hulk, e Djalma também se mexeu com qualidade, substituindo Kléber, seu antigo colega no Marítimo.

Até final ainda houve tempo para outra expulsão no Shakhtar.

Uma noite positiva para o FC Porto. Dar a volta a uma desvantagem perante o Shakhtar não é para todos.

FC Porto:

Comentários [93]

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Como ?!!?

Mas em que canal estiveste a ver o jogo...Na benfica TV de certeza...abre os olhinhos e não sejas faccioso...marcaram um golo de sorte e nem sequer mais foram à baliza...foi um jogo normal para o FC Porto pois só faltou mesmo a chapa 5 de que estamos habituados...mas nem por um pequeno momento estranhámos o jogo ,pois quando eles marcaram já nós estávamos fartos de massacrar a baliza...enfim , parece-me que essa benfica TV está a precisar de mudar de banda eh eh eh

Quanto a amanhã , oxalá a arbitragem vos ajude , como de costume , senão ides ver quantas canas são precisas para fazer uma barracada , desculpa , uma barraca....oxalá vocês ganhem , qué pra ver se não se fala muito dos aumentos dos impostos...a iumprensa vira-se para vós e o resto passa ao lado , em letras pequenas :)))))

POIS

renie,renie,renie,renie,renie,renie. Amanha vai haver mais.
beijo ó gamboa. ahahahahah

Podia e devia ter sido bem melhor!

O Porto entrou hoje a ganhar na Liga dos Campeões, mas sofreu em demasia e poderia ter feito bem melhor!
Uma surpresa na equipa inicial, proporcionou Vítor Pereira ao meter o belga Defour em vez do argentino Belluschi. A idéia era dar mais algum equilíbrio defensivo perante uma formação ucraniana que é bem melhor à frente que atrás.
E a entrada do Porto foi boa, tentando chegar à vantagem mas, aos 6 minutos, depois de uma boa arrancada de James, Hulk falhou um penalty, atirando a um poste quando o guarda-redes se lançava para o lado oposto.
Pouco depois, uma jogada inofensiva do Shakthar foi concluída por William que, depois de passar por Fucile, rematou de longe e sem grande força à figura de Helton. Este, baixou-se para apanhar a bola e deixou-a passar por entre as pernas, aparecendo Luis Adriano a empurrar para as redes! Um frango monumental!
Os dragões tremeram com a dupla situação negativa e andaram uns minutos perdidos sem atinar o que fazer. Foi James o primeiro a encontrar os caminhos da baliza adversária, mas foi Hulk, aos 23 minutos, a disparar um míssil, na cobrança de um livre directo a quase 40 metros da baliza, em que o guarda-redes tocou mas não conseguiu impedir a bola de entrar!
Com o empate o Porto cresceu e com Hulk e sobretudo James em bom plano, foi criando algumas ocasiões para marcar. Perto do fim da primeira parte, os forasteiros ficaram reduzidos a 10 com a expulsão, vermelho directo, de Rakitskiy que teve uma entrada tremenda sobre João Moutinho.
Para a segunda parte, o Porto entrou com a mesma formação ainda que com mais pressão e velocidade e começou a fazer estragos na defesa visitante, sobretudo ganhando bolas cedo e partindo rápido para o ataque. E aos 51 minutos, James fugiu pela esquerda, sentou um contrário e meteu, rasteiro nos pés de Kléber que encostou para as redes. Estava feito o 2-1 e o avançado festejou com o treinador.
O Porto, por esta altura jogava com Kléber na frente, entre os centrais e com Hulk e James a entrarem das alas para o meio tentando diagonais umas atrás das outras, trocando posições e confundindo os defesas e até os companheiros.
As coisas corriam bem mas Vítor Pereira resolveu mexer e acabou a estragar tudo!
Primeiro tirou Fernando para entrar Belluschi e passou Defour para o meio algo mais atrás dos outros centro-campistas mas bem à frente do que tinha estado Fernando. Mas depois, resolveu tirar Kléber para meter Djalma e tudo se estragou! Djalma é um extremo puro e precisa de espaço para correr e de alguém a quem servir. Não teve espaço e fartou-se de cruzar para...ninguém já que Kléber tinha saído e era Hulk que jogava ao meio. Finalmente, entrou Varela por Hulk e a confusão foi total. Entretanto foi expulso um ucraniano por duplo amarelo e o Porto tinha passado a actuar a muito baixa velocidade. Como o opositor já só queria ouvir o apito final, o jogo tornou-se aborrecido, já que o Porto, jogando tão devagar, não abria o Shakthar e fazia cinco ou seis passes na frente da defesa acabando alguém a rematar de longe, sempre mal! Sem a velocidade não se abre uma defesa!
2-1 é uma vitória justa mas podia ter sido bem melhor!