O que fazer com Sepsi? | Relvado

O que fazer com Sepsi?

 

Além de Jorge Ribeiro, que faz parte do actual plantel, Álvaro Pereira já está praticamente confirmado para a próxima época. No entanto, Sepsi, que não jogou com regularidade no Racing, já mostrou ter uma boa qualidade técnica, polivalência e uma grande entrega ao jogo. Por onde passará o futuro de Sepsi?
4Ever Banega

Benfica:

Comentários [16]

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Ficar com ele

Em vez de gastar 4 ME noutro 4 ME do Lateral Esquerdo 3,5 do Quique 1 Do Jesus ao Braga Só aqui já está a Champions do proximo ano Sejam inteligentes ... pelo menos senão em Outubro fazemos contas

Re: Ficar com ele

Esquecer ainda é pouco

Re: O que fazer com Sepsi?

O que fazer com Sepsi? Onde está um saco do lixo?

Que venha

Para o Vitoria!

Hummmmm

Gosto mais de Coca-cola ...

Emprestar ou vender!

Sepsi é para emprestar, facilitando uma possível aquisição ou vender a algum clube. Defesas-esquerdos para a próxima época? Álvaro Pereira e Rúben Lima!

Sepsi+Katso=€5M

Que acham?

Re: Sepsi+Katso=€5M

Não... Sepsi - 2M Katso - -3M = -1M Teríamos de pagar um milhão para saír o grego... ;D

E quem paga?

Off topic: Entrevista com Rui Alves

Resistir ao deslumbramento Entrevista a Rui Alves Rui Alves sublinha que o Nacional é hoje a principal marca do futebol Madeirense. Data: 31-05-2009 DIÁRIO - O Nacional chega ao quarto lugar pela segunda vez, mas esta classificação supera claramente a primeira em termos de média de pontos. Sente-se muito satisfeito por mais este feito... Rui Alves - Estou bastante satisfeito por aquilo que conseguimos esta época. Porventura em 2003/04, quando atingimos o quarto lugar, e face àquilo que foi a evolução do relacionamento económico entre os clubes e o Governo Regional da Madeira, temi que isto de algum modo nunca mais fosse possível. Felizmente no início da época senti que, mesmo com essas limitações, tínhamos conseguido um quadro de atletas que pelo menos nos possibilitava sonhar. Disse-o na apresentação de três jovens atletas, de resto foram os únicos que apresentei à comunicação social, que porventura esta seria a melhor equipa de sempre do Nacional. Penso hoje poder afirmar que assim o é do ponto de vista colectivo, do ponto de vista dos valores individuais, a outra equipa, conhecida pelos ‘mágicos da Choupana’ também tinha quatro ou cinco grandes valores. Mas no conjunto, este grupo era mais for te e provou ao longo desta temporada o porquê de pode ficar na história como o grupo mais forte que competiu a nível profissional pelo Nacional. DIÁRIO - Tem dito e repetido que o Nacional é o principal clube madeirense do século 21. Resultados destes ajudam muito a passar esta mensagem. RA - Uma das coisas que nos devem sempre motivar quando dirigimos instituições desportivas é impormos a nós próprios e a essa instituição desafios. E consideramos não impossíveis de alcançar, porque no desporto há impossíveis mas a impossibilidade não deve condicionar o seu caminho. De facto sabíamos que seria um caminho difícil porque ao longo do século passado o nosso rival conquistou de facto uma hegemonia muito forte na Região Autónoma da Madeira e as mudanças do ponto de vista desportivo, do ponto de vista de títulos, do ponto de vista de situações onde você pode liderar, essas conseguem-se com trabalho, mas a distância para as conseguir não é tão grande como a mudança da massa adepta em termos quantitativos. Sabemos que há uma opção de paixão quando se é de um clube e normalmente passamos para os nossos descendentes, portanto é um trabalho que leva algum tempo de penetração nas casas das famílias madeirenses e para porventura conseguir essa mudança. De qualquer forma, penso que do ponto de vista associativo é o Nacional quem mais cresce. É obvio que do ponto de vista desportivo é inequívoca a nossa liderança. Tivemos uma breve passagem na primeira divisão portuguesa há vinte anos, mas neste século, na primeira divisão, fomos claramente superiores ao nosso rival, se bem que no confronto directo até tenhamos perdido pontos. E nos anos em que perdemos mais pontos - em 2003/04 perdemos os dois confrontos – até foi bom sinal, pois conseguimos grandes épocas. Este ano, por exemplo, se não tivéssemos perdido os cinco pontos com o rival estaríamos a lutar até ao fim pelo segundo lugar. DIÁRIO - Uma equipa competitiva, resultados muito bons, um estádio modelar, mas ainda não está cheio. O que está a fazer a direcção para que daqui a alguns anos seja possível registar uma média de assistências, de, por exemplo, 60%? RA - Em primeiro lugar, poucos estádios estão cheio. Se formos até a pontuar os estádios pela percentagem de ocupação, estaremos claramente a meia tabela na primeira liga. Por outro lado, os estádios modelares têm condições de organização que torna difícil o acesso aos borlistas, e portanto afastando os borlistas, afasta-se uma quantidade de pessoas que podem estar a assistir ao jogo. Se a minha direcção estivesse obcecada com isso nós teríamos facilitado um pouco mais as coisas. Estamos num quadro de crise em que sabemos que as nossas famílias vivem com muitas dificuldades, e manter a quota em dia ou pagar um bilhete pode tornar-se num sacrifício demasiado grande. Mas temos de respeitar o que pagam e é isso que por vezes as pessoas tendem a esquecer. Todos os clubes que facilitam demasiado a entrada de borlistas não estão a respeitar os seus sócios e isso eu obviamente que não faço. E enquanto puder, vamos continuar com esta organização. Ainda assim as assistências cresceram e vai verificar que no final da época terá a melhor média de assistência de todas as suas participações. Mas tem de ser um trabalho de base, a ser feito junto das franjas mais jovens da população, que é onde devemos penetrar com mais facilidade. DIÁRIO - Daqui a dez anos teremos o Nacional como o clube com mais adeptos na Região? RA - Ou será demasiado cedo para poder falar nesses termos? O FC Porto está há 22 anos a liderar do ponto de vista desportivo, o futebol em Portugal. Cresceu muito, especialmente ao nível das franjas mais jovens da população, ainda assim a distância associativa para o seu principal rival ainda é grande. Penso que dez anos será pouco, pois do ponto de vista associativo não será bem uma geração. Uma geração desportiva são vinte anos. Talvez daqui a vinte anos o Clube Desportivo Nacional poderá ser o clube com mais massa associativa na Madeira. Antes disso, acho difícil. Não é isso que vai limitar o trabalho do Nacional, agora é obvio que as nuvens que se põe am trabalho desportivo, nós sabemos que temos de levar esta nau com muito rigor, porque hoje não vale a pena estar a pensar em 20 anos na vida do clube quando se verifica no dia a dia o fecho de muitas instituições que foram bandeiras das suas localidades durante muitos e muitos anos. DIÁRIO - Já assumiu que o Nacional poderá ter um encaixe entre 10 e 15 milhões de euros com a venda de jogadores. RA - Os valores não serão bem esses. O Nacional não tem em nenhuma circunstância a totalidade dos direitos económicos dos atletas, pelo que os valores dos negócios para o clube serão mais ou menos metade desses valores. DIÁRIO - De qualquer maneira, o valor desses negócios daria para pagar a parte que cabe ao Marítimo na reconstrução dos Barreiros! RA - Não podemos misturar as coisas. Nem que quero referir a isso, cada um que cuide da sua casa da melhor forma que puder e nós teremos outras preocupações. DIÁRIO - Quais? RA - Se se concretizarem os negócios de quem se tem falado e especulado muito, temos de procurar arrumar a nossa casa do ponto de vista financeiro e prepararmo-nos para o futuro imediato, que se prevê bastante difícil, de maneira a que sejamos um clube cada vez mais saudável. E esse será aquele que for capaz de criar reservas de sobrevivência económica, pois no quadro actual de controlo das instituições desportivas, penso que temos de ter sempre alguma cobertura de risco, pois contrariamente a uma actividade normal, o orçamento dos clubes tem mais necessidade de rectificações do que o Orçamento de Estado. Um clube que chegue a Janeiro porventura sinta que falhou no seu plantel, sabe que pode até caminhar para uma descida de divisão. A relação dessa descida com os valores que vão estar ao seu dispor pode impor um atira-te para a frente decisivo, se for coroado de êxito, para a sobrevivência do clube. O orçamento dos clubes não consegue ter o mesmo rigor do das empresas e por isso mesmo é preciso contar com alguma reserva. E é isso que vamos procurar, se conseguirmos que este ano se paute pela realização de bons negócios pela parte do Nacional. Acautelar o futuro, tendo cuidado. O ter muito dinheiro disponível às vezes não é muito amigo da recionalidade. Eu tenho muito medo porque já vi uma situação em 2003/04, porque fizemos nessa altura alguns negócios, do ponto de vista financeiro, muito interessantes, e isso levou-nos para patamares de ambição na contratação de jogadores que se vieram a revelar um fracasso. Portanto é preciso ter muito cuidado quando se tem dinheiro. DIÁRIO - Com essa experiência acrescentada, a formação do plantel nesta época será feita com maior cuidado? RA - Vamos procurar resistir a esse deslumbramento que o dinheiro sempre traz e fazer a constituição do plantel no quadro da inexistência desses negócios. É disso que estamos a tratar e penso que as contratações, quaisquer que sejam, este ano serão muito tardias. DIÁRIO - Os resultados mostram que é um dos dirigentes do futebol português com melhor conhecimento do mercado brasileiro, senão mesmo o melhor. Teremos mais uma aposta do Nacional nesse mercado para reforçar a equipa na próxima época? RA - Eu tenho, enquanto dirigente e, de alguma maneira, gestor de uma área do futebol profissional, perceber onde é que o meu clube tem algumas hipóteses de êxito. A nível nacional basta olhar para as Selecções e constatar uma diminuição drástica da qualidade para competir no topo do futebol português. Se se quiser manter alguma competitividade com os países mais fortes do ponto de vista futebolístico é difícil com nacionais. Que mercados lhe restam? Em termos de possibilidades financeiras, tendo em atenção que o próprio estado criou um quadro de exigências que significam custos para os clubes elevadíssimos e onde a massa económica disponível para contratações é muito pequena. Temos de ir para países mais pobres que o nosso mas onde existam alguns nichos de oportunidade. É o que tenho procurado fazer. África é difícil porque mantém estruturas de formação muito deficientes. Aliás, as únicas escolas de formação são mais ou menos controladas por grandes potências do futebol europeu. O que resta ao Nacional? Tem de se virar para o Brasil, onde o seu conhecimento ao longo dos anos foi aumentando, a ver se consegue os tais nichos de oportunidade muito bons. DIÁRIO - Nenê, Ruben Micael, Alonso, Maicon, são nomes constantemente falados para possíveis saídas. Está em condições de garantir que caso se confirme todas essas saídas o Nacional terá uma equipa, no mínimo, semelhante a esta época? RA - Eu acho difícil um clube como o Nacional manter épocas consecutivas um nível elevadíssimo de participação. Como disse, se o Nacional tivesse capacidade – até teria porque está nas suas mãos essa decisão - mas não pode deixar de alimentar o sonho individual dos atletas em termos da sua carreira e a verdade é que o Nacional tem mais dificuldades em proporcionar a ambição de topo na carreira dos atletas e a permanência de atletas que conseguem alguma notariedade torna-se mais difícil num clube da nossa dimensão, o que não acontece nos grandes clubes nacionais, pois o chegar a esses clubes para o atleta é chegar a um ponto final na carreira e não a um ponto de partida. E se não fora isso, mantendo este grupo de trabalho o Nacional podia estar daqui a dois ou três anos a lutar pelo título. Mas para isso teria de encontrar como manter a chama acessa quanto à ambição dos jogadores, o que passa também por clubes que podem pagar outro tipo de salários. É difícil manter essa permanência no topo por essas razões, não lhe vou garantir que isso vai acontecer, o que vou garantir é que os nomes que tenho em carteira para eventuais saídas dão-me bastantes garantias, caso se concretizem quer as saídas quer as contratações. Não fico muito assustado quanto a essa situação, mas obviamente não posso garantir que a resposta seja idêntica. DIÁRIO - Já disse que prefere vender jogadores para clubes estrangeiros em vez de clubes portugueses. Mas Porto e Benfica surgem como principais interessados. Venderá os jogadores para Portugal? RA - Mantenho que para o Nacional ser uma marca internacional forte, é bom que os seus jogadores saiam para o estrangeiro. Tenho procurado fazer com que assim seja, numa estratégia muito interessante e que tende a dar muitos resultados, alguns já conhecidos. É bom para a marca Nacional da Madeira que o Diego Benaglio tenha sido campeão da Alemanha. É bom para a marca Nacional da Madeira que o Juliano Spadacio seja o melhor marcador do campeonato romeno. A informação é muito grande hoje, a comunicação é quase instantânea e global e o Nacional da Madeira é cada vez mais uma marca de grande prestígio internacional. Por coincidência houve repetição de jogos da primeira liga na Madeira, mas a maioria dos observadores internacionais que cá estiveram foi por causa do Nacional. Podem ter aproveitado para ver outros jogos, mas estiveram, cá por causa do Nacional. Nunca viriam cá se não fosse para observar os jogadores do Nacional. E foram muitos, de grandes clubes europeus, naquilo que muitas vezes não é medido em termos do retorno do investimento que é feito pela administração pública nos seus clubes. Mas foi entusiasmante verificar a presença dos ‘scouts’ dos grandes clubes europeus na Madeira. DIÁRIO - Em Portugal os negócios do Nacional têm sido feitos com Benfica e Porto. Sporting, nem por isso. Se houver uma boa proposta admite vencer algum jogador ao Sporting? RA - Obviamente que admito vender. Porto e Benfica são grandes clubes nacionais e para a carreira dos atletas também correspondente a uma etapa importante para darem o salto. Agora, estrategicamente gostaria que as melhores propostas não viessem de clubes nacionais. DIÁRIO - E se a melhor proposta vier do Sporting? RA - Não tem problema nenhum. Não preciso estar com as pessoas do Sporting para fazer uma transferência. Há faxes, e-mails, está tudo trocado, eu assino. Já fiz vários negócios sem conhecer o presidente do clube. DIÁRIO - Está então perfeitamente disponível para negociar, desde que seja vantajoso para todos? RA - Sem problema nenhum! DIÁRIO - Em relação a contratações, confirma-se o Jairo como primeiro reforço da época? RA -Não se confirma porque surgiram uns problemas de pormenor que só pode ser solucionados agora na minha viagem ao Brasil, que penso realizar na segunda semana de Junho. DIÁRIO - E vai desbloquear a situação? RA -Não sei. Se não forem desbloqueados não há contratação. Se forem desbloqueados, há contratação. DIÁRIO - E conta ter já as coisas definidas nessa altura para saber quantos e quais os jogadores que vai ter de contratar? RA -Estarei quinze dias no Brasil e será um rodopio de informação e de contactos. Isso não quer dizer que tenha de contratar alguém. Poderei deixar as situações em stand-by, dependentes da concretização das saídas. E se não sair ninguém, o Nacional não precisa contratar ninguém. DIÁRIO - Contratou Nenê que o Marítimo não quis, o Maicon e o Luís Alberto... RA - Não me venham com essas coisas porque isso são informações postas a circular que não correspondem minimamente à verdade. A verdade é que nessas ocasiões foi o Nacional o primeiro a rejeitar. Em Janeiro deste ano o Nenê teve para vir para o Nacional. Nós só queríamos um avançado e estava em cima da mesa o Nenê e o Fabiano Oliveira e acabámos nessa altura por optar pelo Fabiano, até porque precisávamos nesse momento de um avançado que não fosse tão referência mas que caísse mais nas alas. Foi essa a opção e só posteriormente soubemos... porque foi o mesmo empresário e nestas coisas eles procuram aproveitar a rivalidade para fazer um leilão… que teria sido oferecido. Isso não me parece que seja importante. Isso acaba por ser só importante para a comunicação social madeirense, que gosta destas tricas. DIÁRIO - Mas gosta de ganhar ao Marítimo, na guerra das contratações, no campo, no campeonato interno... RA - Não. Posso lhe dizer, garantidamente, que não gosto de disputar jogadores com o Marítimo. Se souber que o Marítimo está interessado num jogador, eu afasto-me. Se souber que tem um jogador em fim de contrato com o Marítimo, eu não quero o jogador. Acho que isso é muito mau para a Madeira que os clubes andem nessa disputa. Tem tantos jogadores no Mundo. DIÁRIO - Mas no outro lado não é bem assim... RA - Repare, com influência do mesmo empresário, o fracasso que foi aquele 2005 Marítimo versus Ipatinga/Cruzeiro, com uma fornada de jogadores que tinha sido rejeitada pelo presidente do Nacional. Porque você depois, se cria esse espírito de estar a disputar o mesmo atleta do que o outro, isso tolhe-lhe a inteligência! Nunca vai ser uma forma racional de contratar. Portanto, para eu não me sentir minimamente na dúvida se estou a contratar só porque me disseram que o outro está interessado, quando o outro está interessado eu saio. Não me interessa. A questão do Luís Alberto também não sei como é que isso aconteceu. Era sempre o mesmo. Agora não vai ser o mesmo, pois esse senhor não vai trabalhar mais com o Nacional. Agora nunca mais vão dizer que foi rejeitado, que foi assim, que foi assado. DIÁRIO - O que aconteceu para que Adelson Duarte deixasse de trabalhar com o Nacional? RA - Ao longo do tempo foi várias vezes incorrecto. Aproveitar-se da rivalidade para fazer um leilão era uma coisa que para mim tinha algum desgaste. E depois veio a verificar-se um incumprimento relativamente a um contrato que fez com o Nacional e que não quis assumir o incumprimento do mesmo. DIÁRIO - Está a falar do Kanu? RA - Não. O jogador que nós tínhamos contratado era um Anderson, que tinha de se apresentar em Janeiro, não se apresentou, o senhor Adelson levou o dinheiro e não quis devolver. DIÁRIO - Portanto Adelson Duarte e Nacional, nunca mais? RA - Nunca mais. Enquanto eu for presidente, esse senhor não vai por mais os pés aqui no meu clube, seja em que for. E é bom que isto seja público para que os dirigentes nacionais percebam porventura onde começaram os problemas do Salgueiros, os problemas do doutor Pimenta Machado no Guimarães e onde é que começaram os problemas do Boavista. Se calhar vai verificar que há um elemento comum sempre presente, que se chama Adelson Duarte. DIÁRIO - O Nacional não quer jogadores do Marítimo em final de contrato. O contrário já não é verdade. Veja-se o caso do Fernando Cardozo. RA - Isso, cada um responde por si. Posso lhe dizer que o Nacional teve dois jogadores vindos do Marítimo. Um que rescindiu e ficou na situação de desempregado, que foi o Lipatin. O outro foi o Chainho, nas mesmas circunstâncias. Numa situação em que não havia qualquer intenção do Marítimo em os contratar. Com tantos jogadores no Mundo, acho que é muito mau dois clubes de uma cidade como o Funchal, estejam a disputar os mesmos jogadores. Naturalmente que muitas vezes que não poderei responsabilizar muito os dirigentes, porque sei que os empresários têm aqui um papel fundamental. Fiquei um pouco magoado com a questão do Fernando Cardozo, porque sei que o jogador foi assediado uns meses antes do terminus do seu contrato.. DIÁRIO - Aconteceu o mesmo com o Alonso, esta época? Penso que vocês tendem a falar nisso. Eu não gosto de falar de coisas que não tenho conhecimento. Como não tenho conhecimento, não falo. Relativamente ao Cardozo tive conhecimento, acho mau, independentemente de não haver relações instituições ou pessoais entre os líderes. Acho mau porque quem ganha são os jogadores. O jogador foi ganhar o dobro do que ganhava no Nacional. Ainda bem para o atleta. Não sei é se o Marítimo ganhou muito. DIÁRIO - Talvez por não haver esse tal relacionamento entre presidentes e clubes, o presidente do Nacional é apontado como sendo um dos entraves à concretização do projecto de remodelação do Estádio dos Barreiros por parte do Marítimo. Isso tem algum fundamento? RA - Eu não sou obstáculo a nada. Posso ser obstáculo em relação a alguma imoralidade relativa. Na cidade desportiva do Nacional o Governo assume na totalidade um valor à volta dos 29 milhões de euros. No caso do Marítimo, tem 17 milhões em Santo António, com 16 milhões, que é a avaliação fiscal do imóvel, daria 33 milhões. Entendo que o Governo não deveria de assumir mais nenhum tostão relativamente à remodelação. A remodelação devia de ser feita totalmente a cargo do Clube Sport Marítimo, pois só assim as coisas estariam em condições de igualdade. Para além de que continuo a achar uma aberração a reserva de espaço para o IDRAM no projecto de remodelação. Isto é claramente colocar um selo de ‘clube de regime’ ao Clube Sport Marítimo, e já que quer ficar com o nome, poderia passar para Dínamo qualquer coisa... eu tenho a certeza que jamais porei os pés nesse tal IDRAM, e esse tal IDRAM jamais representará o desporto da Região se ficar sedeado num estádio de um clube. DIÁRIO - Se fossem impostas ao Nacional para fazer o seu estádio as mesmas condições que foram agora postas ao Marítimo, aceitava-as? RA - Para ficar com um estádio naquelas condições, aceitava essas e muito mais. DIÁRIO - Portanto acha que não é uma questão de identidade perdida mas sim de oportunidade aproveitada por parte do Marítimo? RA - A identidade constrói-se. E mesmo um cidadão diz ‘prefiro ter identidade e caracter e menos dinheiro e menos roupagem” ou então diz ‘prefiro ser um pateta alegre que me pavoneio na praça pública à custa dos outros e nesse sentido não preciso ter caracter nem dignidade’. DIÁRIO - Acha que o presidente do Marítimo está então a fazer o papel de ‘pateta alegre’? RA - Não estou a dizer nada! Estou apenas a comparar duas situações. Uma da pessoa que quer ser rica, fica mais dependente e está a marimbar-se para o caracter. E isto também se põe nas instituições. Cada um tem de responder por si. Acho é que esse assunto está a ser mal administrado... DIÁRIO - Por parte do presidente do Marítimo? RA - Não. Tenho que falar como cidadão e sobre a forma como a Administração Pública, que nos representa, gere problemas. E acho que está a ser mal administrado. Assim que foi imposto alterações ao projecto, o Governo devia ter imposto claramente a anulação do concurso. Mas o Rui Alves não é um obstáculo a nada. Como cidadão tenho a minha opinião, mas o Nacional não é parte interessada no processo. Mas se fosse para o Nacional, nunca faria o projecto que está em cima da mesa. E muito provavelmente até aceitaria o estádio na condição do Governo não me dar mais dinheiro nenhum. E com benefícios a médio e longo prazo para o meu clube. DIÁRIO - Faria então um negócio completamente diferente e não ficaria dependente do Governo desta maneira... RA - Eu aceitaria o estádio, que é o que correspondente à promessa política do presidente do Governo, e não queria mais um tostão do Governo para a remodelação. DIÁRIO - Acha possível rentabilizar as coisas assim? RA - Sim. Para o espectáculo desportivo, que é o que estava em causa, claro que sim. De repente cismou-se com uma situação que é perfeitamente inacreditável. O principal clube da Região até ao século passado, tinha ido quatro vezes às competições europeias e construiu uma permanência de 30 anos na I Liga. O estádio era conhecido como um estádio de grande envolvimento do público com as suas equipas, por isso lhe deram o nome de ‘caldeirão’. Quando o Nacional construiu um estádio de forma completamente diferente, o estádio onde o Marítimo conseguiu todos esses feitos deixou de ser interessante porque não tinha o público próximo e porque só assim o Nacional ganhava. Como se toda a história de vitórias construída no famoso ‘caldeirão dos Barreiros’ pouco dissesse para essa instituição. Eu acho interessantíssimo. DIÁRIO - Enquanto engenheiro, sabe quanto é que custou o seu estádio – perto de 30 milhões. 46 milhões para construir aquela obra é um valor normal? RA - A única coisa que lhe digo é que, se pretendesse ir para o Guiness Book enquanto presidente da instituição que construiu um estádio arena para nove mil pessoas, eu faria exactamente igual. Do ponto de vista construtivo, da organização, das exigências de segurança de espectadores, é a solução mais cara do Mundo. E não existe nenhum estádio arena com menos de 30 mil lugares. Portanto, se eu quisesse ir para o Guiness, faria exactamente assim. E candidatava-me. Como já foi adjudicado, já pode haver candidatura. DIÁRIO - Entre o que se gastou no Estádio do Nacional e o que se vai gastar no Estádio do Marítimo, justifica-se um investimento tão alto em estádios de futebol? RA - O Governo assumiu a construção de um estádio de nove mil pessoas e em termos médios, na Madeira, devíamos estar a falar num estádio de dois mil euros por lugar. Isso significa que independentemente do Governo ter feito qualquer análise, nunca devia assumir mais de 18 milhões de euros para a construção do Estádio. O que, com os 16 milhões da propriedade, daria 14 milhões de investimento. Isto é o que eu faria, como engenheiro. Ia ver os ‘elefantes brancos’ que foram construídos para o ‘Euro’, no Algarve, em Leiria, em Aveiro, quanto é que custaram por lugar. São estádios que tinham responsabilidades acrescidas pelas condições impostas pela UEFA, portanto mais caro que e isto por lugar, não podia ser. O mais caro foi o do Benfica. Ainda por cima os nove mil lugares já existem, pelo que eu gastaria muito menos. Agarraria nos 18 milhões e se calhar ainda daria para fazer outra infra-estrutura qualquer. Mas da parte do Governo depende muito da análise do projecto. Eu acho também, com pouca profundidade de análise a decisão de se atribuir o valor correspondente à proposta mais baixa, se é que se sabe que a proposta mais baixa vai de encontro aquilo que é a minha promessa política. Eu começaria por dados estatísticos reais, de quanto é que custaram por lugar os estádios recentementes. O Setúbal, no Vale do Rosa, estava a tentar construir um estádio de 20 mil lugares por 12 milhões euros, salvo erro. São estes os dados que, sob o ponto de vista da administração pública, deviam estar em cima da mesa e não outros quaisquer. DIÁRIO - Ainda acha possível inverter-se este processo? Fala em impugnações, contestações... RA - Não sei. Já disse. O Nacional não é parte interessada e todas as opiniões que dei sobre isso não foi como presidente mas sim como cidadão e algumas enquanto engenheiro civil. DIÁRIO - O Complexo do Nacional foi recentemente notícia por causa de uma alegada violação do PDM... RA - Diz bem! Alegada. Nós vivemos num estado de direito, o Ministério Público representa também uma parte importante desse estado de direito, a sede de justiça são os tribunais. O Ministério Público é uma parte, o Nacional e a Câmara será outra. No fim logo se verá. DIÁRIO - Mas não está preocupado? Minimamente. Por variadíssimas razões acho que lamentavelmente perde-se tempo com coisas que não se deviam perder. E se esse tempo fosse aproveitado para outras coisas, se calhar tínhamos uma sociedade mais justa. DIÁRIO - Temos um desinvestimento ano após ano do Governo. Os subsídios na próxima temporada vão ser reduzidos ainda mais. Não há prémio Europa... RA - Eu já disse que não há subsídios. Quem fala em subsídios é a comunicação social. O meu clube não é subsidiado. Vocês estão a ter dificuldade em perceber o que é um subsídio, o que é um contrato-programa, o que é investimento e o que é negócio. O Banif não subsidia o Nacional. O Banif tem um contrato com o Nacional porque entende que tem retorno superior aquele que é o seu investimento. A Região não subsidia o Nacional. A Região entende que tem maior retorno do que aquele que paga. Entendeu que para continuar a ter um grande retorno tinha que baixar o seu investimento, determinou-o de forma unilateral, o que não é muito agradável e, acho eu, não é muito correcto, mas é com isso que temos de viver. Se porventura estivéssemos num quadro de não fixação geográfica em que se pudesse negociar, se o Governo de Canárias desse mais dinheiro ao Nacional para entrar no campeonato espanhol, o Rui Alves agarrava nas suas coisinhas e ia competir ali ao lado porque havia uma concorrência de sponsorização. Não é o caso, e isso permite com que os clubes não tenham oportunidade de discutir o grande negócio que é o futebol profissional com o Governo. Os novos políticos cresceram com inveja do futebol, não gostam daquilo que é o futebol e a sua visibilidade, e hoje experimentamos um quadro de grandes dificuldades de relacionamento com a política. E portanto é nesse quadro que temos de evoluir. Mas o Governo faz um grande negócio com o futebol. Este ano, então, com o Nacional, nem se fala. Se pedir à empresa que faz as medições em termos de marketing, o retorno para a Região da presença do Nacional neste campeonato, a sua ida à Europa e ter o melhor marcador, devemos estar aqui a multiplicar por dez o retorno para a Região daquilo que é o investimento do Governo no Nacional. Mas quem diz o Nacional diz o Marítimo. As duas entidades são, para além do Cristiano Ronaldo, que adiciona um pouco mais de força, as maiores bandeiras da Região. O Governo tem aqui um negócio só possível porque tem dois presidentes com grande amor à camisola e que vão sacrificando a sua vida em prol disto. DIÁRIO - Porque não há prémio Europa, já disse que poderá abdicar da presença europeia na próxima época. Mantém essa ideia? RA - Mantenho que em Dezembro vou decidir se vale a pena. Vou ver o que acontece com esta Liga Europa, qual o seu efectivo retorno, e se chegar à conclusão que não ganhamos nada mantenho a decisão, até porque há que pesar os prejuízos que causam o aumento da competição no seio da equipa e o desgaste que isso provoca para a competição interna. DIÁRIO - Depois de duas presenças onde não passou da primeira eliminatória, será desta que o Nacional ganha um jogo? RA - Tenho quase a certeza que sim. Tenho a convicção que o Nacional vai ser não só o primeiro clube da Madeira a participar na Liga Europa, como também o primeiro clube da Madeira a participar numa fase de grupos em termos europeus. Mas nos 90 minutos já ganhámos um jogo. Perdemos foi no prolongamento. Mas o facto de jogarmos no nosso estádio torna tudo completamente diferente. Nos outros jogos não o pudemos fazer por razões regulamentares. Se calhar o Ministério Público desconhece essa situação. Se calhar o senhor procurador Arrepia Ferreira, que teve a seu cargo essa iniciativa desconhece que o Nacional, por razões regulamentares, teve duas competições europeias em que foi obrigado a jogar fora do seu estádio. DIÁRIO - Essa eliminatória europeia será disputada já na vigência do mandato da nova direcção. Uma direcção profissional. Já tem a sua equipa definida? RA - Sim. Tirando um ou outro caso, está tudo mais ou menos solucionado. Em termos de convite, é claro, pois quando for aberto o acto eleitoral este não é um clube blindado a novas candidaturas. De qualquer maneira o seu projecto passa por dotar o clube e mais e melhores meios humanos para dar resposta a estes desafios crescentes. Vamos tentar criar uma célula muito mais envolvida do ponto de vista de execução das necessidades do dia a dia do clube de uma forma ligeiramente diferente mas não mudando o essencial, porque o futebol profissional caminhou num sentido que exige quase um envolvimento das pessoas 24 horas por dia, senão fisicamente, pelo menos em pensamento. É muito difícil hoje gerir um clube no futebol profissional sem ter este envolvimento de profissionais praticamente disponíveis a toda a hora. DIÁRIO - Será o seu último mandato? RA - Gostaria imenso de conseguir que este fosse o meu último mandato. Até porque já experimento alguma saturação que me dá alguma irritação por vezes, portanto é bom daqui a três arejar o clube. DIÁRIO - E mantém a intenção de deixar a Região quando deixar de ser presidente do Nacional? RA - Se for possível gostava, pois isso faz parte dos meus sonhos. Sobretudo deixar o país. Este país diz-me muito pouco. É um país que me aflige, que me decepciona a todo o momento e portanto vou procurar viver num país talvez menos moderno mas com mais tranquilidade. DIÁRIO - Outro dos seus sonhos, e assumiu-o em entrevista ao DIÁRIO, é o de ser presidente do Governo Regional... RA - Isso no caso de continuar na Madeira. Eu não disse que era um sonho. Na altura a pergunta era se voltaria à política. Eu disse que seria o único lugar que me motivaria a regressar à política. E que isso só aconteceria aos 60 anos. Na altura faltava muito, agora não falta tanto mas ainda faltam 11, o que em política é muito tempo. Mas se algum dia voltar à política na Região, será como principal responsável pela Região. DIÁRIO - E presidente da Liga? RA - É um desafio interessante. Colide aqui um pouco com este mandato porque no próximo ano teremos eleições, mas é um desafio interessante porque entendo que a única sobrevivência para o futebol profissional em Portugal está no organismo que gere as competições. A continuar desta forma, penso que dentro de pouco tempo o nível da competição será tão baixo, tão baixo, que porventura o campeão português não terá acesso directo à Liga dos Campeões. E nessa altura, os grandes clubes de Portugal, que são, em conjunto com a Liga, os principais responsáveis pelo que está a acontecer, vão se lembrar que se tivessem distribuído as receitas da competição de outra forma, se calhar ainda tinham ranking na Europa. DIÁRIO - Faz então um balanço muito negativo a este mandato da actual direcção da Liga... RA - Não totalmente em alguns sectores. Acho que do ponto de vista da própria resposta da Liga, em termos internos, de pessoal, tem funcionado muito melhor do que na altura do Major Valentim Loureiro. Ele praticamente ao trazer todos os funcionários de Gondomar para a Liga, funcionava como uma capela do próprio Major, onde havia dificuldade para os outros clubes terem qualquer informação em tempo útil. Nesse sentido melhorou bastante, funcionando as coisas mais na dependência do secretário-geral da Liga, uma pessoa de muito valor. Do ponto de vista daquilo que é fundamental para a actividade, fracassou completamente. Não conseguiu mudar os estatutos da Liga, apesar de ter criado uma comissão, que não se sabe onde é que anda. Era intenção do presidente ser profissional, mas parece que vai ser profissional na Câmara de Oliveira de Azemeís. E no essencial, nada para o futebol foi feito. Parece-me que a única preocupação foi ter boa imprensa. A forma como se contratou a agência de imagem, e a preocupação em como se faz as coisas em função daquilo que a imprensa faz. A imprensa tem um papel fundamental no fenómeno, mas muitas vezes está a produzir para o fenómeno, uma distorção completa em termos da sua análise. Vejamos, por exemplo o problema da concorrência desleal. Nos últimos tempos o grande ataque ao problema dos salários em atraso que existem não só nos clubes de futebol como também em muitas empresas deste país, era a concorrência desleal. A Liga, numa extensão daquilo que foi o trabalho feito pelo Sindicato dos Jogadores, vem a correr introduzir alterações, quando ela própria se tivesse cumprido com rigor aquilo que era o manual de licenciamento dos clubes, nada disto acontecia. Não era preciso alterar nada para ter um futebol são. Mas a Liga é o primeiro foco de concorrência desleal em Portugal. Isto é. A liga é a primeira patrocinadora da concorrência desleal. Onde? A Liga teve estes dois anos e meio, três anos, que tinha que rapidamente, para a sobrevivência dos clubes, determinar a centralização dos direitos desportivos. Com a centralização dos direitos desportivos e com a distribuição das receitas da competição de outra forma. A competição não é do Benfica, do Porto ou do Sporting. É da Liga, dos clubes. Portanto ela tinha que caminhar neste sentido para que depois a distribuição de receitas não seja a vergonha que é actualmente. DIÁRIO - Onde é que está a concorrência desleal da não centralização? RA - No caso do Nacional-Benfica, a televisão compra e sabe quanto vai vender em publicidade. Este direito, como está actualmente, é do Nacional. Devia ser da Liga. O Nacional recebe dez. Benfica-Nacional, este direito é do Benfica e o Benfica recebe 100. Este produto, para a televisão, vale o mesmo. Isto é concorrência desleal. Quem é a principal patrocinadora da concorrência desleal? A Liga! Mas estes senhores depois, quando chegam à UEFA, não querem negociar individualmente. Porquê? Quem é que quer negociar individualmente? O Bayern, o Manchester, Barcelona, Real Madrid. Os portugueses aí vendiam o quê? Pipocas! Quando chegam lá está muito boa a centralização. Quando chegam cá, dizem que ‘estes gajos são patos, vamos aproveitar isto e a gente leva 90 por cento das receitas’. Quem é o principal patrocinador? A comunicação social não ataca este problema e parece que resume a concorrência desleal aos salários em atraso. Esta distorção que é levada como pressão para dentro da Liga, determina depois decisões que não são as mais adequadas. A Liga tem de fazer um licenciamento como faz a UEFA e, ao contrário do que se faz agora, no mesmo timing, para não se assistir ao caricato de ter um clube licenciado pela UEFA a não poder competir a nível nacional. Não sei se devido à conversa que tive com o secretário-geral da Liga, parece que isso vai mudar um bocadinho. Há uma incompetência e uma má análise de quem lidera a Liga, que não entende o futebol. Se calhar nunca se apercebeu que isto é concorrência desleal, pois está mais preocupado em entregar a tacinha. É um ‘mestre de cerimónias’. Ora, a liga não precisa de um mestre de cerimónias. Precisa de alguém que entenda que a Liga é dona da competição e é ela que vai impor as regras. E vai participar quem quiser, independentemente da dimensão do clube. E a competição tem que ter distribuição de receitas mais harmoniosas. Não quer dizer que as receitas da competição per si, que o Nacional, Marítimo, Rio Ave vão auferir o mesmo que esses. Agora, não vão auferir um décimo ou um vigésimo. Como é que se faz a distribuição de riqueza na sociedade? Um indivíduo que ganha o ordenado mínimo se pagasse 40 por cento de IRS estoirava. É este quadro que precisa de uma rotura completa. Por outro lado não pode viver num sector que é considerado de interesse público e utilidade pública, e ter do ponto de vista da fiscalidade as coisas mais extremas que existe. Para além de que no quadro do diploma, se um clube funcionar exactamente como uma associação desportiva, paga muito mais impostos do que empresa, o que é uma imoralidade. O que fez a Liga em relação a isto? Zero. Uma transferência de um atleta, que é uma coisa directamente ligada à actividade, paga o IVA máximo. Um restaurante, que não tem interesse público, paga o IVA especial. São estes negócios que têm de ser feitos para reduzir os custos. E só reduzindo os custos é que se pode libertar massa económica para melhorar a sua qualidade. DIÁRIO - Acha possível inverter tudo isso com uma nova direcção liderada por alguém que perceba de futebol? RA - Eu acho que sim.

Re: Off topic: Entrevista com Rui Alves

"E é bom que isto seja público para que os dirigentes nacionais percebam porventura onde começaram os problemas do Salgueiros, os problemas do doutor Pimenta Machado no Guimarães e onde é que começaram os problemas do Boavista. Se calhar vai verificar que há um elemento comum sempre presente, que se chama Adelson Duarte. " Comissionistas, o cancro que corrói muitas equipas, financeira e desportivamente falando

Desconhecia o facto de...

...um jogo equipa pequena - equipa grande , essa equipa que joga em casa recebe das Tvs 10 vezes menos que uma equipa grande num jogo entre as mesmas equipas mas na casa do grande. Isso é um absurdo pois o publico alvo é o mesmo.

Re: Desconhecia o facto de...

Quem negoceia os contratos são os próprios clubes. Mas na altura em que esses foram feitos, havia muito clube de corda ao pescoço. E a Olivedesportos aproveitou-se desse facto!

Simples...............

BEBER!!!!!!! AHAHAHAHAHAH CUMPS!!!!!!!

Errata

"Além de Jorge Ribeiro , que faz parte do actual plantel, Álvaro Pereira já está praticamente confirmado para a próxima época." Quando eu escrevi este artigo, ou seja, no século passado, estava... Cumps

Re: Errata

já viste o Ruben Lima a jogar?

Re: Errata

Não, mas tenho boa impressão...