Benfica deve pensar na formação mas também na experiência | Relvado

Benfica deve pensar na formação mas também na experiência

A formação para o Benfica poderá significar tudo, mas também poderá significar nada.
 
Rui Vitória (Benfica juniores 2006)

Quando o presidente do Benfica fez da formação a sua palavra de ordem, provavelmente desejaria ter uma equipa jovem e promissora e com isso fazer do seu clube uma equipa competitiva e capaz de lutar por títulos a médio prazo.

Se o novo treinador do Benfica assimilou bem as palavras do presidente, os benfiquistas terão de esperar algum tempo para ver da sua equipa uma equipa ganhadora, mas para isso terão de ser pacientes e aguardar para que a formação do Benfica comece a dar os seus frutos.

Se a matéria-prima existe no Benfica, resta apenas colocá-la no escalão maior do futebol a espaços para que os jogadores não pensem imediatamente no sucesso fugaz e, com isso, pensar em rumar muito cedo para outras paragens.

Para que tal aconteça, Rui Vitória terá um longo caminho a percorrer no clube para poder colocar as pedras no seu devido sítio, assim como ocorreu na era de Jesus em que o treinador triunfante do Benfica também teve o seu tempo de espera para poder colocar jogadores da formação ao serviço do plantel principal do clube, como foram os casos de Rúben Amorim, André Almeida, André Gomes e até mesmo de Pizzi.

Certo é que Rui Vitória não é Jorge Jesus para a escolha certa dos jogadores de formação na equipa principal, mas os adeptos do Benfica terão de confiar no seu novo treinador para que este faça um bom trabalho na formação da equipa.

Porém, para que os adeptos possam confiar no seu novo treinador, o mesmo terá de apresentar créditos e conseguir levar os jovens jogadores da formação até à “pole position”.  

Em suma, a formação para o Benfica poderá significar tudo, mas também poderá significar nada, caso esta não seja bem aplicada. Isto para dizer que o Benfica, se quiser manter uma equipa competitiva, como a tinha na era de Jesus, terá forçosamente de apostar na experiência e para isso será urgente contratar jogadores capazes de transmitir à equipa experiência para contrabalançar a juventude, porque, hoje em dia, uma equipa de futebol tem de ter bem assentes na sua estrutura essas duas vertentes para se tornar numa possível equipa competitiva e vitoriosa.

Benfica:

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O Benfica e a gestão Vieira vivem de resultados e títulos. Com o bicampeonato há margem para errar e fazer os jogadores crescerem, mesmo sem vencer campeonatos. Mas basta dois ou três anos sem vitórias, a política da formação vai logo para o brejo e rapidamente se começa a contratar para ser campeão no imediato, nem que isso represente jogar com onze estrangeiros e sem ninguém do Seixal no plantel.