Processos sumaríssimos só para situações chocantes | Relvado

Processos sumaríssimos só para situações chocantes

 

No texto divulgado pela CD após a sua última reunião define-se que a estrutura «não é, não pode, nem deve ser uma instância de recurso das decisões em campo das equipas de arbitragem». Além disso o Órgão releva que «não lhe cabe aplicar as regras do jogo na sua vertente disciplinar depois do jogo terminar», nem «suprir» eventuais erros do árbitro durante o jogo, sublinhando que «haverá outros meios para o fazer (ou mitigar à posteriori), dentro dos quadros de ilicitude disciplinar».Assim só as situações de «excepcional relevância» que não mereçam qualquer intervenção do árbitro e que «constituam grave perigo para a integridade física das pessoas ou sejam gravemente atentatórias da ética desportiva» serão alvo de processos sumaríssimos, conforme esclarece a CD. Para a estrutura o sumaríssimo só deve ser aplicado em última instância, considerando-se que «a grande maioria das situações de jogo que mereçam ser advertidas com cartão vermelho, mesmo que não sancionadas técnica e disciplinarmente, não são susceptíveis de serem analisadas depois do jogo sob a forma procedimental sumaríssima».Mas nas tais «situações-limite» a CD promete agir no sentido de sancionar duramente e corrigir comportamentos indevidos, promovendo assim a sua prevenção. Fica ainda o alerta à Comissão de Arbitragem relativamente a estes dados com o reparo para a necessidade de os árbitros serem rigorosos na aplicação das Leis de Jogo quanto à «reprovação da "brutalidade" e da "conduta violenta"».Susana Valente

I Liga:

Comentários [5]

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Subjectivo...

«situações-limite, intoleráveis e absolutamente chocantes», «excepcional relevância», e situações que «constituam grave perigo para a integridade física das pessoas ou sejam gravemente atentatórias da ética desportiva» São tudo expressões subjectivas que em nada ajudam a esclarecer a situação e continuam a deixar a CD com a faca e o queijo na mão para instaurar ou não sumaríssimos quando lhes apetecer. Por exemplo, há vários adeptos do FCP que acham que a entrada do Katsouranis ao Andersson se enquadra nesta definição de «situação-limite, intolerável e absolutamente chocante», que é uma situação de «excepcional relevância», que «constitui grave perigo para a integridade física da pessoa ou é gravemente atentatória da ética desportiva». Eu, enquanto adepto do Benfica, acho que quem pensa assim devia deixar de tomar LSD, mas isso só prova o quanto há formas diferentes de interpretar as palavras. O que eles querem dizer com isto, parece-me, é que querem que haja muito menos sumaríssimos e que não vale a pena falar em sumaríssimo em grande parte das situações. Isto fica claro na frase «a grande maioria das situações de jogo que mereçam ser advertidas com cartão vermelho, mesmo que não sancionadas técnica e disciplinarmente, não são susceptíveis de serem analisadas depois do jogo sob a forma procedimental sumaríssima». Esta frase significa que se um jogador não apanhar um vermelho que merecia, eles não vão fazer nada. Mas isso já é o que acontece agora...

Critérios...

É normal que agora estivessem desorientados, sem critério... No princípio da época o cotovelo do McCarthy emigrou para Inglaterra! Isso e a camisola azul às riscas eram o principal critério...

Processos sumaríssimos só para situações chocante

Então o Nuno Gomes, finalmente, marca um golo e ainda o vão castigar por cima?!

Admitem portanto

que o critério (?) até agora utilizado para o recurso a processos sumaríssimos estava errado... Cumps.

Claro

Vou estar atento a essas situações chocantes e ao timing da punição. De realçar que não foi esse o critério seguido até agora.