Liga deve travar acordos de empréstimos? | Relvado

Liga deve travar acordos de empréstimos?

 

LuvasPretas questiona: "não será desvirtuar a verdade desportiva permitirem-se acordos de empréstimo de jogadores, em que os emprestados não podem defrontar o clube que os cede? Não devia a Liga tomar medidas que probissem isto? Que sugerem?" E palmelao acrescenta: "deveriam os
jogadores poder defrontar a sua equipa de origem? Acabarão os jogadores por ser prejudicados com estas situações?"

I Liga:

Comentários [9]

Seleccione a sua forma preferida de visualização de comentários e clique "Guardar configuração" para activar as suas alterações.

Limitações

Acho que apenas merece a pena realçar o facto de que deveriam haver limitações quanto ao número de jogadores existentes num clube a título de empréstimo, pois se o clube "A" emprestar 4 ou 5 jogadores (como se vêem hoje em dia nos protocolos) ao clube "B" e estes sejam regularmente utilizados, então com a cláusula que os proíbe de defrontar a equipa detentora do passe (e bem!), a equipa "B" nos jogos contra a equipa "A" estará significativamente mais fraca.

É assim

Há vantagens e desvantagens mas é preciso avaliar uma imagem mais larga e não fazer uma concentração no pormenor.

Então: a equipa que é dona do passe tem algumas vantagens em emprestar o jogador, mas a equipa que recebe o jogador também tem muitas vantagens:

Para quem empresta:
1) Roda um jogador que não tem espaço no seu plantel
2) Reduz os seus gastos com ordenados (depende)
3) Fortalece uma equipa que vai jogar contra os seus adversários e muitas vezes nem joga para "o mesmo campeonato"

Para quem recebe:
1) Fica com um jogador que se calhar de outra forma não iria ter, por falta de recursos financeiros p.e.
2) Muitas vezes paga apenas uma percentagem do ordenado do jogador, ou seja, tem um jogador a baixo preço e com ordenado reduzido

Para o jogador:
1) Pode jogar enves de ficar no banco ou de nem ser convocado

Desvantagens...
Se for um jogador muito importante, a equipa pode ficar frágil quando jogar sem ele.
Pode ser considerado injusto o jogador não poder defrontar o seu próprio clube, por vezes na sua própria casa, factor motivacional acrescido... ou não.

Então é assim: se a equipa A não emprestar o jogador à equipa Z, a Z não o tem. Então quando a Z fosse jogar com a A estaria na mesma situação: não teria o jogador.

Esta medida apenas protege a equipa que empresta de eventuais problemas: ninguém gosta de sofrer um golo marcado por um jogador do próprio clube, ainda para mais quando se paga uma parte do ordenado do mesmo. Imaginem também que num determinado jogo entre A e Z, o jogador emprestado pela A à Z joga. E marca na própria baliza. Vai ser considerado por alguns jornais como beneficiação à sua equipa. Conversa da treta nunca é benefica.

A equipa Z sabe perfeitamente ao que vai. Se assina é porque lhe dá jeito, e não é por o jogador não jogar em 1, 2 ou 3 (1/2 voltas + taça) jogos que deixa de ser um bom negócio. Ninguém está a perder nada. Todos ganham, por isso concordam. Ou seria melhor não terem o jogador para os restantes 30 jogos da época.?

Re:É assim

O seu comentário está excelente, digo-lhe desde já. Mas a minha questão era a verdade desportiva.Por exemplo, o clube A, por ser "mais rico" que o Clube B (seu rival), e ter mais jogadores nos seus quadros, empresta vários jogadores aos clubes D, C e E, que ficam mais fortes quando defrontam o Clube B e mais fracos ao jogar com o clube A.
Disto não há dúvidas, certo?
Logo, concorrência desleal...
A questão fulcral é essa. O resto é tudo negócio...os clubes entendem-se, tudo bem, mas desde que não se prejudique terceiros, o que, no meu entender, acontece.

Saudações Desportivas

Re:É assim

Tens razão, mas o próprio empréstimo pode ser visto pelos clubes terceiros como concorrência desleal, mesmo que o jogador possa jogar contra o clube que o emprestou.

Qualquer clube que esteja a dispotar algo contra a um outro ao qual são emprestados jogadores pode-se sentir prejudicado por haver clubes a fazer esses mesmos empréstimos...

O presidente do Beira-Mar não achou "piada" ao facto do Porto ter emprestado jogadores à Academica.

Idealmente também não punha essas restrições (há muitos clubes "lá fora" que não têm essas restrições nos contratos de empréstimo), mas aceito pelas situações que ajuda a evitar. É uma questão de mentalidade... se não houvesse por cá o habitual clima de desconfiança, etc, nem se punha o tal problema do "auto golo que gera confusão".

Re:É assim

Assim não vale a pena escrever mais nada. Está tudo dito e muito bem dito. Se pontos tivesse, moderava-te.

Saudações desPortistas

+ 1 Interessante (OGrandeArtista)

Interessante caro amigo...

Como já aqui foi dito anteriormente

acho bem que jogadores de Equipa X que estejam emprestados á equipa Y não joguem contra a equipa X.

Ora vejamos algumas situações possíveis:

O jogador marca contra a equipa detentora do seu passe e a equipa perde. Era ter jogadores para ter prejuízo portanto assim mais valia não emprestar. E ainda por cima o jogador provavelmente ficava queimado no clube para um possível regresso.

O jogador emprestado marca um autogolo e a equipa detentora do seu passe ganha. No dia seguinte era a imprensa e o pessoal todo a falar de corrupção e cenas do género!

As coisas estão bem como estão pois evitam este tipo de confusões, então o Clube recebe um jogador para uma época de borla e ainda se ia queixar de não poder contar com ele nos jogos contra a equipa que o emprestou? Era demais!

Saudações a Todos

Frontal!

Quando os clubes que emprestam os jogadores pagam parte do salário do jogador, senão mesmo todo, têm direito a colocar estas clausulas nos contratos! Puro e simples!

[ladrilho]

Faz parte do futebol...

Eu não acho bem, mas também não acho mal, simplesmente acho que faz parte do futebol, e são acordos feitos por ambas as partes, todos a aceitaram de livre vontade e todos ficaram felizes e contentes... Não vejo nenhum problema.

Resposta final, não.

Cumprimentos