Demasiados clubes nas Ligas nacionais? | Relvado

Demasiados clubes nas Ligas nacionais?

 

Treinador de Bancada pergunta: "para quando um estudo real e sem interesses pelo meio sobre o nº de clubes que devem alinhar nas Ligas profissionais de futebol? Quando é que as pessoas vão entender que em Portugal não existe capacidade para 36 (!) clubes profissionais?! Principalmente quando 80% destes clubes quase não ultrapassa os 3 ou 4 mil sócios... Isto para não falar das infraestruturas que estão ao nível de uma 3ª ou 4ª divisão de Inglaterra, por exemplo, e que nem mesmo o Euro 2004 vai resolver..."

I Liga:

Comentários [4]

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Mude-se tudo

Deve ser a enésima vez que escrevo o que se segue, mas como ás vezes "água mole em pedra dura, tanto bate até que fura".....

O problema do Futebol Português é mais vasto do que a simples discussão dos nº. de clubes na I e na II Liga, e a sua eventual discussão...

Comece-se por uma remodelação profunda na Liga de Clubes, tendo a coragem de aprofundar e aprovar as propostas que têm surgido do grupo de trabalho que está a ser cooordenado por Couceiro.
Que me perdoem, mas é tempo do afastamento de Valentim Loureiro e José Guilherme Aguiar, que enfermam já de muitos vícios, devendo a Liga seguir o caminho da profissionalização, isenção e independência da sua gestão, eventualmente liderada (mas com poderes reduzidos) por uma figura ligada ao Futebol, com carisma, mais como aglutinador e defensor da equipa de gestão da Liga.

Profissionalize-se a arbitragem, entregue-se aos árbitros a missão de através de organismo próprio dirigir, formar, corrigir, profissionalizar, aperfeiçoar e avaliar, como meio de termos um orgão isento, não submetido aos clubes,e com capacidades para melhorar o muito que falta fazer neste aspecto.
Veja-se o caso inglês, que segue já este caminho...

Em relação aos clubes, as SAD's foram um passo importante na responsabilização e gestão dos clubes, sendo que penso todos os clubes tenderão a seguir este modelo, que alia conceitos racionais de gestão á irracionalidade do Futebol, permitindo no entanto a criação de estruturas (físicas e humanas), que em consonância com novas e agressivas políticas de marketing e comunicação tragam os adeptos á festa do Futebol, o modernizem, e o tornem viável, mediante a participação de um número mais alargado de clubes nas competições europeias, as transferências de jogoadres, direitos televisivos, e sobretudo a melhoria do espectáculo, atraindo cada vez mais adeptos aos Estádios (beneficiando também da sua modernização por via do Euro 2004), potenciando as receitas, assistências e lucros....

A título de curiosidade, o Sporting conseguiu este ano o record de maiores assitências médias em Alvalade, ultrapassando a marca de 1999/2000, gerando receitas de bilheteira de 1 milhão de contos, contra cerca de 700 mil contos na referida época.

A discussão ácerca dos número de clubes na I Liga não me parece com muito sentido, porque a competitividade impera, e se por exemplo, analisarmos a época que agora terminou, vemos que desceram á II Liga clubes que estavam na I Liga há anos (o que significa que os clubes que subiram o ano passado se mantiveram na I Liga), e vemos que os novos primodivisionários (Moreirense, Académica e Nacional), lutavam por esta subida há anos, ultrapassando os clubes despromovidos na época passada.

Faz falta a mudança de mentalidades dos técnicos, o perder o medo de errar, de sofrer derrotas, e assumir que o Futebol é um espectáculo, e como tal deve ser jogado, sabendo que as Direcções apoiam o treinador, quer nas vitórias, quer nas derrotas....

Parece-me até que neste capítulo estamos a melhorar, vemos técnicos como Carvalhal, José Mota (os outros que me desculpem..), sem medo de perder, e vemos Direcções a apoiar até ao fim o seu técnico, acreditando no trabalho que estão a fazer (veja-se o caso do Varzim)....

Demasiados Clubes...

Já uma vez aqui comentei que o adequado seria a redução para 16 equipas na I Liga. Na II Liga, o cenário torna-se mais complicado, pois o custo das deslocações é equiparado às da I Liga, mas não há o retorno das transmissões televisivas. Como as assistências também são menores, torna-se complicado gerir uma equipa na II Liga. Logo 18 equipas em cada um dos escalões é demasiado. Quanto á II B, a divisão em Norte, Centro e Sul é a que maior vantagem tráz aos clubes, pois se na II Liga é dificil suportar os custos das deslocações, o que dizer sobre as equipas da II B??
O mais certo é não haver mudanças, pois para além de ser complicado, não há coragem para implementar essas mudanças.

Saudações Benfiquistas.

Campeonato sobre dimensionado

A tendência e os estudos já efectuados demonstram que temos equipas a mais na 1ª liga, o que torna o Campeonato demasiado longo e tem de certa forma condicionado a forma de como as nossas equipas estão fisicamente nas competições da UEFA.
Não há mercado para tantos jogos, como o provam as assistências médias dos jogos, e não existindo receitas de bilheteira á dificil ter $$$ para jogadores de qualidade, pelo que ou os clubes optam por planteis mais curtos (que quando acontecem lesões pode ser desastroso) ou então em ter jogadores mais baratos, que obviamente não têm a mesma qualidade.
Resta fazer a tradicional questão:
-A quem interessa ter uma Liga desta dimensão, que não traz qualquer valor acrescentado ao Futebol Português?
Respondam vocês...

Kikas

Reducao de clubes na Primeira Liga

Concordo plenamente que Portugal nao tem condicoes nem financeiras nem desportivas de continuar com 18 clubes na primeira divisao. Ora isto nao significa que uma reducao seja a solucao ideal, vejamos o caso da escocia, que conta com 12 clubes a realizarem 4 voltas no campeonato, se inicialmente poderia ser interessante ver um Porto - Benfica 4 vezes durante a mesma epoca ira num futuro bem proximo tornar-se algo ridiculo como aconteceu na liga escocesa, em que adeptos da Old Firm e respectivos dirigentes clamam por uma mudanca a sul para o campeonato Ingles, dispondo-se mesmo a jogar a NationWide League, equivalente a nossa Divisao de Honra.
Por isso acho que a reducao radical, nao tem sentido, reduzir para 16 o numero de clubes. Aonde os ultimos 4 desciam directamente, e o decimo primeiro e decimo segundo disputavam um play-off para decidir quem se manteria. Acabar de uma vez por todas com o ridiculo de ter 3 divisoes dentro da 2B, e criar uma so, aumentar a competividade impondo regras mais rigidas quanto a contratacao de extra-comunitarios na Primeira Liga como acontece em Inglaterra aonde o jogador estrangeiro, tem de ter sido chamado a selecao do seu pais pelo menos 60% das ultimas 5 convocatorias e depois no decorrer do campeonato so mantera a sua licenca de trabalho se tiver mais de 40% de presenca na equipa de jogo excluindo lesoes e castigos. Fomentar atraves de apoios financeiros como a Camara de Gaia fez a presenca de jovens da regiao nos clubes.
Algumas sugestoes, que na minha opiniao poderiam mudar a qualidade de jogo, e competitividade das nossas equipas.