Ainda os empréstimos | Relvado

Ainda os empréstimos

 

AlvaroCampos diz: "A actual lei dos empréstimos diz que o jogador emprestado não pode ser impedido de defrontar a sua equipa. Para evitar uma exibição fabulosa ou uma exibição menos feliz (que pode levar a insinuaçõs fáceis), os clubes que emprestam ponderam com mais seriedade o empréstimo desses jogadores a clubes estrangeiros, enfraquecendo assim o nosso campeonato. Por exemplo, Postiga foi para França, Ivanildo também pode ir, José Fonte também pode ser emprestado a um clube estrangeiro, entre tantos outros. Deverá a lei ser mantida assim sob pena de ver partir, ainda que temporariamente, alguns bons valores do nosso campeonato? Ou deve ser alterada e deixar ao critério dos clubes a sua utilização?"

I Liga:

Comentários [4]

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Não

Nem uma coisa nem outra.
Esta lei é estúpida porque é ineficaz, isto é, cumpre-a quem quer. Logo, deve ser banida, para que aja transparência na competição.

Por outro lado, não se deve deixar aos clubes a possibilidade de decidirem sobre a utilização ou não de determinado jogador, porque "quem manda pode" e o jogador pode entrar em campo com objectivos exclusivamente anti-desportivos ou não desportivos.

A solução correcta para este caso, era a proibição, por princípio, da utilização do jogador emprestado contra a equipa detentora do seu passe.
Digo proibição por princípio, porque, nos casos em que os salários são suportados em parte ou na totalidade pelo clube que recebe o jogador emprestado, a opção da utilização ou não do jogador deve ficar escrita no contrato do empréstimo.
Nos casos em que o clube que recebe o jogador emprestado e, para além dos salários, ainda pagou uma determinada importância pelo empréstimo ao clube detentor do passe, o princípio, aqui, deveria ser o da liberdade total da utilização ou não do jogador por parte do clube que recebe o empréstimo.

A minha opinião é facilmente entendível e a FIFA só não implementa este tipo de medidas, porque, acima de tudo, eles querem é que o futebol viva constantemente em estado de guerra, cujo maior alimento é a falta de transparência e de justiça competitiva, como prova o facto de terem recusado a introdução no futebol de todos os novos métodos de auxílio à arbitragem, como são os casos do vídeo e do sensor na bola para saber se entrou ou não na baliza, se ultrapassou ou não as linhas que limitam o rectângulo.
Eram coisas simples, coisas boas, mas que eles recusam porque isso iria acabar com muita da confusão actualmente existente e isso, segundo os dinossauros do futebol, não convém.

Boas festas.

É uma lei que há-de acabar por cair

Um clube A que empresta um jogador não tem qualquer interesse que ele jogue contra si. O clube B que o recebe por emprestimo sabe que se forçar a situação possivelmente não obterá outros empréstimos de futuro, por isso não tem interesse também em actuar dentro desta lei.

Depois tem a agravante de poder ser facilmente contornada (rapidamente surge uma lesão ou uma indisponibilidade na semana que antecede o jogo em que o jogador deveria alinhar).

Qual é o sentido de existir uma lei que se desrespeita quando se quer e que parece não beneficiar nenhuma das partes interessadas?

Nenhum, evidentemente.

* PLO *

Exentricidades

O que é posse de um clube, deve o possuidor gerir, uma vez que, o investimento total é seu ônus.
Uma vez a exentricidade desta política de empréstimos que dá asos a situações menos claras, por quem empresta, deveria ser retificada sob pena dos empréstimos favorecerem outros campeonatos.
Ou então, no máximo fazer como na Liga Inglesa em que, só se pode emprestar a clubes noutros escalões.Há no entanto um grande senão: as equipas do 2º escalão ficariam bastante mais fortes, e subiriam de forma artificial.Ao subir para o a Superliga teriam de largar esses activos...Na liga Inglesa tal acontece , mas, o dinheiro oferido pela passagem à 1ª Liga mais os contractos com os média lhes permite ter estaleca para voltar a municiar a sua equipa com bons elementos, normalizando assim, a sua qualidade.Em Portugal, isso seria impossivel, acarretando que equipas se suicidariam financeiramente na tentativa vã de ter alguma qualidade passível de sobrevivência no 1ª escalão.E de derrocadas financeiras, já temos que chegue.
Esta realidade Portuguesa padece de soluções à sua medida e não panaceias importadas de oiutros modelos, impossível de ser execuíveis.

O emprêstimo com ou sem termos, para equipas na 1ª escalão se me afigura como o mais sensato.A actual politica só pede "contornos à lei" por todos...Ou alguém com os pés na terra acredita que um clube mediano não está sedento por empréstimos fáceis de jogadores de qualidade?

Os empréstimos se somente à 2ª liga , com o pagamento parcial de salários avultados geraria mais casos Ovarense, Estoril e outros de crash financeiro.

É impressionante, como esta lei de papel, foi aceite.Revela falta de tacto e visão da realidade, bem como, miopia sobre o que vai gerar.

Mais uma vez, né?

Acho que a situação dos emprestimos, deveria ser gerida apenas pelo clube que detem o passe do jogador.

às vezes em Portugal tomam-se decisões bizarras e caricatas, que mais parecem para mandar areia para os olhos das pessoas, como que dizendo "estao a ver, estamos a fazer mudanças para o bem do futebol"...eheh

A "lei" que quiseram impor, e que nao possibilita aos clubes emprestadores a proibição da utilização do jogador em causa contra o proprio clube, é ridicula pois é facilmente manipulavel. Basta dizer que o jogador está com gripe ou com uma diarreia insuportavel, ou foi ao cinema, e pronto já nao opde jogar cumprindo um acordo entre os dois clubes.

Muitas vezes fico surpreendido com as virgens ofendidas, a reclamar e a acusar algum clube por nao permitir que um jogadore seu (mas que grande disparate) jogue contra si.

No ano passado o Sporting nao pôde jogar com o Hugo Viana contra o Newcastle, pois este nao quis que isso acontecesse, e o Sporting (com ou sem lei) acedeu à vontade do clube ingles. É normal, foi o Newcastle que gastou 13 milhoes de euros no jogador!